O governo está a preparar-se para a migração de arquivos documentais de formato físico para digital, uma iniciativa que tem a vantagem de permitir o armazenamento e gestão segura de documentos e informação. 

Para o efeito, o Ministério da Administração Estatal e Função Pública e a Universidade Eduardo Mondlane assinaram um memorando de entendimento com o objectivo de promover estudos, pesquisas, investigação e propor soluções para a organização de documentos e arquivos nas instituições públicas.
A informação foi avançada ontem, em Maputo, durante as celebrações da Semana de Arquivos em Moçambique, que este ano decorrem sob o lema “ Desafios do Sistema Nacional de Arquivos do Estado na Gestão de Documentos Electrónicos em Moçambique”.
Segundo Arlanza Dias, directora-geral do Centro Nacional de Documentação e Informação de Moçambique (CEDIMO), para garantir a eficácia da migração e um sistema mais completo, evitando perdas financeiras, é necessário criar normas para regular o processo, classificar e arquivar documentos dentro do Sistema Nacional de Arquivos do Estado (SNAE).
“Temos que compreender como estes documentos devem ser organizados. Primeiro, temos que elaborar normas para podermos fazer esta migração. Migrar para o digital exige organizar primeiro o físico, por isso, um dos grandes desafios é organizar o físico, para permitir o acesso célere às informações”, explicou, segundo a AIM.
“A migração digital é um processo longo e extremamente caro. Por isso, temos que ter a consciência do que temos que comprar, com quem comprar, para podermos maximizar os nossos recursos financeiros, que já são escassos”, acrescentou.
Arlanza Dias disse ainda que no país existem, actualmente, cerca de 21 milhões de massa documental acumulada e que o Arquivo Histórico de Moçambique já está saturado, algo que dificulta o acesso a essa informação. 
“Dos 21 milhões de documentos existentes já foram avaliados cerca de 450 mil, onde os documentos com guarda permanente e com valor histórico ou valor para pesquisa serão prioritários”, disse.
O Secretário Permanente do Ministério da Administração Estatal e Função Publica, António Tchamo, disse que a migração do sistema de arquivos físicos para o digital constitui um desafio para o governo. Por isso, a instituição está em processo de aprovação de qualificadores em matérias de avaliação de documentos de forma célere e sistemática.
Para o efeito, vai decorrer uma formação de coordenadores das comissões de avaliação de documentos electrónicos, na Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane, de 11 a 13 de Junho corrente, que será ministrada por uma especialista do Botswana.

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