PROCURADORES-GERAIS dos membrosda Comunidade dos Países deLíngua Portuguesa (CPLP) formalizaram ontem,em Maputo, o estabelecimento de uma rede de combate e prevenção de crimes ambientais.

Vista como o ponto mais alto do XVII encontro anual daqueles responsáveis, que vinha decorrendo desde quarta-feira na capital do país, a rede estabelecida vai aumentar a troca de experiências e informação entre os Ministérios Públicos da lusofonia e disseminar as boas práticas na investigação, instrução preparatória e exercício da acção penal nos Estados-membros.

O mecanismo de cooperação junta-se a outros já existentes e se espera que contribua na preservação da biodiversidade, mitigação e adaptação às mudanças climáticas e promoção do desenvolvimento sustentável.

A realização conjunta de formaçõese capacitaçõesde magistrados, fomento de prevenção e sensibilização das comunidades locais contra o abate indiscriminado e comercialização das espécies protegidas de fauna e flora constituem outras expectativas inseridas da Declaração de Maputo, assinada na noite de ontem pelos procuradores-gerais dos oito Estados-membros ou seus representantes.

A rede surgiu de um encontro que tinha um lema virado àreflexão sobre o tráfico de pessoas e imigração ilegal no espaço lusófono.

Relativamente à migração, os responsáveis máximos dosMinistériosPúblicosdos membros da CPLP entenderam haver necessidade de mudança de paradigma no tratamento, abandonando-se a criminalização e repressão aos migrantes, passando-se a acções de acolhimento humanitário, considerando que o cruzamento irregular de fronteiras tende a ter motivações sociais, étnico-religiosas, económicas e políticas.

Contudo, quanto ao tráfico de pessoas, o encontro reiterou tratar-se de uma das mais graves violações dos direitos humanos e que lesa na essência a dignidade humana e as liberdades individuais, inserindo-se no leque da criminalidade organizada e transnacional com repercussões negativas a todos os níveis.

Comments

A Secretária da Organização da Mulher Moçambicana da cidade de Maputo, Flora José, considera que o efeito das mudanças climáticas constitui o principal problema para esta classe social.

Segundo Flora José, a situação prende-se com o facto de a maioria das mulheres moçambicanas ter na agricultura a sua base de subsistência.

A Secretária da Organização da Mulher Moçambicana, da cidade de Maputo, falava terça-feira, em Maputo, à margem do encerramento do mês da mulher.

Ainda no âmbito das comemorações foi eleito o “MUCUME’’ como o símbolo da cerimónia pelo facto desta peça feminina acompanhar a mulher em vários momentos da sua vida.

Na cidade de Maputo estão inscritos na agremiação mais de quarenta e cinco mil mulheres, segundo a Rádio Moçambique.

Comments

ACTIVIDADES de limpeza, oficinas de reciclagem e mensagens de promoção de boas práticas ambientais corporizaram ontem, na cidade de Maputo, as celebrações do Dia Mundial do Ambiente, que este ano se assinalou sob o lema “Poluição do ar”.  Leia mais

Comments

O SISTEMA Nacional de Educação passa a contar, a partir do próximo ano, com a disciplina de Educação Ambiental, no seu ensino primário, segundo anunciou o Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, na passada ter­ça-feira, na cidade de Xai-Xai, província de Gaza. Leia mais

Comments

 

O governo desafia o Centro de Investigação em Saúde da Manhiça (CISM) a contribuir com soluções para responder à subida da prevalência do HIV/SIDA no país.

As novas estimativas da taxa de prevalência do HIV no país mostram um aumento para 13,2 por cento entre a população adulta, de 15 aos 49 anos de idade, contra a cifra anterior, que rondava 11,5 por cento, na sequência do estudo feito em 2009, segundo o Inquérito de Indicadores de Imunização, Malária e HIV/SIDA em Moçambique (IMASIDA).
O CISM é uma instituição de pesquisa criada para impulsionar e investigar, de forma biomédica, em áreas prioritárias de saúde e tem contribuído para a melhoria do conhecimento de doenças em Moçambique e outros países da África Subsahariana.
Além das actividades mais conhecidas no âmbito do desenvolvimento de ferramentas de tratamento e prevenção da malária, o centro tem vindo, nos últimos anos, a pesquisar outras doenças, como infecções respiratórias, diarreias e HIV/SIDA.
É neste contexto que o governo solicita o contributo do CISM para responder a um problema que se vê cada vez mais complicado para a saúde pública: a elevação da prevalência do HIV/SIDA.
“A subida da prevalência do HIV/SIDA para 13,2 por cento constitui enorme desafio para o governo moçambicano. Neste contexto, esperamos que os resultados das actividades de pesquisa em HIV levadas a cabo pelo Centro de Investigação em Saúde da Manhiça e outras instituições contribuam para a prevenção, diagnóstico e manejo clínico de HIV/SIDA”, referiu Zacarias Zindonga, Secretário Permanente do Ministério da Saúde (MISAU).
Zindonga falava em nome da ministra que superintende o sector, Nazira Abdula, na abertura da 10ª edição da palestra anual em saúde global da Fundação Manhiça, entidade que gere o CISM. O evento, realizado em Maputo, capital do país, foi organizado sob o lema “Pesquisa em HIV/SIDA: partilhando evidências da África Austral”.
A Fundação Manhiça é uma organização criada pelos governos de Moçambique e Espanha, sem fins lucrativos, há 11 anos, para impulsionar a pesquisa biomédica e geração de conhecimento científico em saúde.
Segundo a AIM, a Fundação e o CISM já se tornaram actores importantes no campo da pesquisa em saúde, dentro e fora do país. Ao longo dos anos, o CISM tornou-se um centro reconhecido, cientificamente, ao nível internacional e com um elevado grau de credibilidade e visibilidade, cuja estratégia de desenvolvimento na busca de soluções para as principais doenças transmissíveis que afectam o país está a trazer frutos.
Para o presidente da Fundação Manhiça, Leonardo Simão, a organização aspira ser um actor relevante na geração e divulgação de conhecimentos sobre os grandes desafios em saúde pública, tanto à escala nacional como internacional. Explicou ser, neste contexto que, anualmente, a Fundação organiza palestras, globalmente, desde 2009.
“A palestra converteu-se no evento público anual mais importante da Fundação Manhiça e num fórum no qual destacados especialistas e defensores da saúde pública apresentam temas-chave de saúde global para a sociedade moçambicana”, refere.
Há décadas, desde o surgimento do primeiro caso de HIV, que a resposta de saúde pública tem sido marcada por fortes compromissos globais, incluindo vastas campanhas educacionais e desenvolvimento de tratamento anti-retroviral.
Com estratégias de prevenção e tratamento multifacetados e baseados em evidências agora disponíveis, nações de todo o mundo uniram-se para estabelecer metas, que visam o fim da epidemia de HIV, potencialmente, até 2030.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) estimam que 70 por cento das pessoas que vivem com o HIV residem na África Subsahariana, onde os recursos para os cuidados de saúde são desproporcionalmente limitados. A África Austral, em particular, continua a apresentar taxas mais elevadas de prevalência e incidência do HIV no mundo.

Comments
Template Settings

Color

For each color, the params below will give default values
Tomato Green Blue Cyan Dark_Red Dark_Blue

Body

Background Color
Text Color

Header

Background Color

Footer

Select menu
Google Font
Body Font-size
Body Font-family
Direction