Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

A empresa moçambicana Ologa Sistemas Informáticos foi distinguida pela União Internacional de Telecomunicações (UIT) pelo desenvolvimento de uma aplicação que ajuda equipas no terreno a acompanhar crianças doentes, anunciou ontem a firma.

A aplicação, denominada “Sure Track”, funciona ao nível da gestão de informação do paciente, permitindo que seja recolhida e guardada de forma coerente em bases de dados, para fácil acesso.

“É o reconhecimento do trabalho feito para melhorar a vida de crianças vulneráveis”, referiu Mulweli Rebelo, gerente da firma, em comunicado.

Segundo a Sapo, a edição deste ano de entrega de prémios da UIT decorreu em Durban, África do Sul, durante a Feira Internacional organizada pelo organismo na última semana, em que participaram 14 “startups” moçambicanas.

Os prémios distinguem “soluções tecnológicas inovadoras com potencial para mudar vidas em todo o mundo” que se candidatam à distinção, refere a organização.

No caso, a empresa moçambicana partilhou o segundo lugar do pódio com a empresa Dropque, da Nigéria, na categoria de empresas com potencial de crescimento, em que a vencedora foi a Talamus Health, dos EUA.

O sócio maioritário da Ologa é a sociedade de investimentos Gapi, uma parceria público-privada “que tem como foco principal o desenvolvimento rural através do crescimento do empreendedorismo e a expansão do sistema financeiro para regiões remotas”.

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Moçambiquetem aumentado progressivamente a cobertura do Tratamento Anti-Retroviral (TARV) de pacientes que vivem com VIH. Contudo, o sector da saúde continua a enfrentar vários desafios, com destaque para a retenção de doentes que iniciam esta terapia.    

Como forma de buscar soluções para este problema, quatro especialistas debateram ontem, em Maputo, algumas iniciativas que têm sido implementadas noutros países para garantir que os pacientes mantenham-se no tratamento.     

O simpósio subordinado ao tema “Testar e iniciar: Novas oportunidades e novos desafios para o controlo da epidemia do HIV e o papel das comunidades” realizou-se no âmbito das XVI Jornadas Nacionais de Saúde, que decorrem desde segunda-feira, na capital do país.

Na ocasião, a pesquisadora Wafaa El-Sadr, membro do comité executivo da Rede de Testes de Prevenção do HIV (HPTN), disse que o início atempado da terapia anti- retroviral é importante para a garantir a supressão viral até um nível indetectável, no qual o paciente não é susceptível de transmitir a doença.              

Segundo Sadr, que é também professora de Medicina e Epidemiologia da Universidade de Columbia, em Nova Iorque, esta medida pode reduzir até 96 por cento o risco de transmissão do HIV de uma pessoa infectada para uma que não tenha a doença.   

A investigadora disse que para garantir que as pessoas se sintam motivadas a saber do seu estado serológico e iniciarem o tratamento é necessário que se estabeleça uma parceria entre as comunidades afectadas e o Sistema Nacional de Saúde. 

Modelo “Mães para Mães

Ann Mbule falou da experiência da iniciativa “Mães para Mães” para adesão e retenção dos pacientes em países como África do Sul, Quénia, Malawi, Swazilândia, Lesoto e Uganda.     

O modelo tem apoiado as comunidades dos países onde é implementada e actua através do ​​treinamento, criação de postos de emprego e capacitação de mães seropositivas para que se tornem parte de iniciativas de redução dos índices de VIH. Desde a sua fundação, em 2001, a organização já beneficiou mais de um milhão de mulheres do continente.     

A especialista em implementação de programas relacionados com a transmissão vertical de HIV (de mulher grávida para o bebé) disse que este método tem contribuído para melhorar os serviços de saúde materno-infantil e o bem-estar psicossocial dos beneficiários, quando comparado com outros serviços.       

O modelo é tido como eficaz para fazer face a desafios do sector da saúde, tais como a saúde reprodutiva, planeamento familiar, nutrição, rastreamento de tuberculose e outras doenças. Alinha-se ainda com as actuais prioridades globais de saúde para combater o HIV, impedindo que gerações futuras nasçam infectadas. 

O medo de perder emprego   

Segundo o antropólogo Fabian Cataldo, os factores que concorrem para que os doentes com HIV não continuem com o tratamento, são vários, desde o medo de perder o emprego devido ao absentismo nos postos de trabalho e à falta de privacidade, quando estes vão buscar os seus medicamentos no hospital.  

Para o especialista em questões relacionadas com os sistemas de saúde e acesso ao tratamento anti-retroviral em países de baixa renda, é necessário adoptar estratégias que motivem os pacientes a não abandonarem a terapia, entre elas, a redução de tempo de espera nas filas das unidades sanitárias.

Cataldo lamentou o facto de as campanhas de mobilização de indivíduos para a testagem e tratamento de HIV serem ainda muito fracas na maioria dos países da África Subsahariana, ao contrario do que acontece na América Latina, por exemplo.  

Para a antropóloga moçambicana, Carla Braga os índices de analfabetismo no país, que situam na casa dos 50 por cento, são também um factor a ter em conta, no que diz respeito à falta de adesão à testagem e tratamento. Segundo Braga, o facto de os pacientes não poderem localizar os gabinetes através das placas indicativas, constitui uma barreira de comunicação.   

Francisco Mbofana, secretário executivo do Concelho Nacional de Combate ao Sida, que moderou o debate, referiu que não se pode falar da redução dos níveis de HIV em Moçambique sem se pensar em estratégias eficazes para evitar novas infecções.

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As XVI Jornadas Nacionais de Saúde que ontem iniciaram, na cidade de Maputo, vão contribuir para melhorar a prestação do Serviço Nacional de Saúde (SNS), em prol do bem-estar do povo moçambicano.    

Estas considerações foram tecidas pelo Vice-ministro da Saúde, João Leopoldo da Costa, que discursava na abertura deste evento que nos próximos três dias, vai reunir na capital do país, mais de 70 oradores entre nacionais e estrangeiros.   

Na ocasião, Leopoldo da Costa afirmou que a eficiência e qualidade do SNS são também dependentes da investigação científica, sobretudo na tradução dos seus resultados em políticas públicas e práticas contemporâneas adaptadas à realidade actual.

Acrescentou que o evento vai, sem dúvida, enriquecer o conhecimento dos profissionais do sector, assim como melhorar a tomada de decisão sobre questões estratégicas no contexto da gestão de saúde.

Para Leopoldo da Costa esta iniciativa visa essencialmente promover a pesquisa, bem como estimular um ambiente de diálogo permanente sobre as evidências científicas disponíveis e sobre as suas implicações em políticas de saúde no país.  

A fonte ajuntou que a agenda de desenvolvimento sustentável, composta por 17 objectivos, deverá ser implementada por todos os Estados até 2030. Destacou que objectivo número 3, que visa assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos em todas as idades, contém metas específicas que dizem respeito a redução da mortalidade infantil e materna, doenças infecciosas e cobertura universal da saúde. 

“A saúde e o bem-estar são intimamente dependentes de uma série de factores sociais, ambientais, económicos, entre outras que estão reflectidos nos restantes 16 Objectivos de Desenvolvimento Sustentável”, disse.  

As XVI Jornadas Nacionais de Saúde decorrem sob o lema “Promovendo a Intersectorialidade e a Participação Comunitária para o Alcance dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável”. 

Até quinta-feira, serão apresentados mais de 500 trabalhos de investigação realizados em Moçambique nos últimos três anos. Os temas a serem abordados contemplam uma diversidade de assuntos relacionados com a saúde e bem-estar, tais como doenças infecciosas, nutrição, sanidade mental, entre outros.  

A conferência conta com a presença de cerca de 1500 delegados de todas as províncias do país. Participam igualmente convidados provenientes de países como África do Sul, Alemanha, Bélgica, Brasil, Congo, Estados Unidos da América, Reino Unido, Suíça e Zimbabwe.     

 

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O movimento mundial “Lets do It” promoveu sábado, no distrito de Marracuene, província de Maputo, uma jornada de recolha de lixo, por ocasião do dia mundial da limpeza.

Trata-se de um movimento global cívico, pacífico e sem fins políticos, baseado na cooperação entre povos, comunidades, organizações e indivíduos de todo o planeta que através da cidadania activa realiza acções de educação e sensibilização ambientais e de limpeza de espaços públicos e comunitários.

Falando em representação do governo distrital de Marracuene, Sérgio Sumbane, disse que a iniciativa é resultado de mais um sinal que as autoridades do distrito emitiram, com ajuda de parceiros, no sentido de chamar `a consciência de todos sobre a preservação ambiental.

“Para além da divulgação do evento, tivemos funcionários do Estado a participarem na jornada. Mobilizamos os grandes produtores de lixo a participarem no evento, apoiando a iniciativa. Apelamos `a população a perceber que a abordagem que tem em relação ao lixo pode, em algum momento, influenciar positivamente ou negativamente aquilo que é a vida no planeta ”, disse.

Por sua vez, o Presidente da Associação dos Agentes Económicos do distrito de Marracuene (AGEM), João das Neves, disse que a iniciativa pretende mobilizar outras sensibilidades e fazer com que outros cidadãos se unam ao movimento.

“O mundo tem muitos problemas de lixo. Moçambique como um país em desenvolvimento o problema é maior ainda. No caso do distrito de Marracuene, que regista um forte desenvolvimento demográfico e económico, também é grande preocupação a gestão do lixo”, referiu.

A fonte revelou que o distrito de Marracuene produz acima de 100 toneladas de lixo, diariamente, uma quantidade que tende a crescer.

Um pouco por todos cantos do país e do mundo ocorreram jornadas similares por ocasião do dia mundial de limpeza, que hoje se assinala.

A actividade contou ainda com a participação de membros da Organização da Mulher moçambicana (OMM), e da Juventude moçambicana (OJM), membros da sociedade civil, entre outros.

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CIENTISTAS de vários cantos do mundo juntam-se, a partir de hoje em Maputo, para dar corpo às XVI jornadas científicas a decorrerem até à próxima quinta-feira.

Trata-se de um evento que congrega 76 oradores que irão apresentar as suas pesquisas num evento que decorre sob o lema “Promovendo a Intersectorialidade e a Participação Comunitária para o Alcance dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável”.

O móbil destas jornadas é, de acordo com os organizadores, a exposição de trabalhos de investigação e discussão de políticas da área de saúde com a finalidade de se buscar o melhor que há nos cientistas moçambicanos, para moçambicanos, bem como a partilha de experiência com pesquisadores de outros quadrantes sobre o que é benéfico para o campo da cura de doenças.

Espera-se a exibição de mais de 500 trabalhos de investigação, com 36 sessões de apresentação de conteúdos pesquisados nos últimos três anos, em todo o país, e outras 24 de discussão de políticas de saúde, em que privilegia aspectos relevantes para a saúde em Moçambique, envolvendo painelistas nacionais e internacionais.

 Eduardo Samo Gudo, director-geral adjunto do Instituto Nacional de Saúde (INS), garantiu que está tudo acautelado para que as jornadas decorram a contento e que, acima de tudo, tragam o essencial que é a melhoria das condições de saúde dos moçambicanos.

Segundo ele, com o envolvimento de pesquisadores de fora, abrir-se-á a possibilidade de colher experiências que podem ser úteis para Moçambique. Uma outra perspectiva avançada pela fonte tem a ver com a internacionalização do evento cujo destaque e relevância já extravasam fronteiras moçambicanas.

As XVI jornadas científicas em saúde reúnem pesquisadores da área da saúde, académicos, decisores políticos e sociedade civil, para assegurar uma diversidade e abrangência dos debates, com uma representatividade de diferentes partes interessadas.

Em termos de participação, prevê-se um total de 1500 convidados, contra os 1080 do último evento decorrido há três anos.

A presente edição vai igualmente incidir sobre várias áreas, tais como a de doenças infecciosas como tuberculose, malária, HIV/SIDA; doenças tropicais negligenciadas (de que fazem parte a filaríase linfática, lepra, doença do sono, tracoma, raiva entre muitas); doenças emergentes, entre as várias destacam-se febres hemorrágicas diversas, ébola, dengue, febre de lassa,zika e chikungunya; doenças não transmissíveis crónicas como diabetes, hipertensão, trauma e as resultantes da exposição ambiental, só para citar alguns exemplos.

As jornadas científicas em saúde têm lugar numa periodização de três anos.

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