OS aviões da coligação dirigida pelos Estados Unidos realizaram na semana passado 250 bombardeamentos contra alvos ‘jihadistas’ na cidade síria de Raqqa e arredores, disse ontem um porta-voz militar norte-americano à agência France Presse. Militantes e uma organização não-governamental síria afirmaram que a intensificação dos ataques aéreos causou nos últimos dias dezenas de mortos entre os civis naquela cidade do centro-norte da Síria. Na segunda-feira, 42 civis, entre os quais 19 crianças e 12 mulheres, morreram nos bombardeamentos aéreos contra vários bairros controlados pelo grupo extremista Estado Islâmico, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). No domingo tinham sido mortos outros 27 e em oito dias houve perto de 170 civis mortos naqueles ataques aéreos. Interrogado sobre as vítimas civis, o porta-voz da coligação, o coronel Ryan Dillon, disse que a coligação vai investigar as alegações.

O JAPÃO afirmou ontem que o mundo precisa continuar a pressionar a Coreia do Norte a conter os programas nuclear e de mísseis, e os Estados Unidos anunciaram à Pyongyang uma escolha entre a beligerância e a prosperidade. A Coreia do Norte vem realizando testes de armas em desafio a resoluções e sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas e ignorando todos os clamores, inclusive da sua grande aliada, a China, para interrompê-los, provocando uma troca de farpas com os EUA. Pyongyang justifica os seus programas de armas citando uma suposta hostilidade de Washington, como os exercícios militares desta semana com a Coreia do Sul. O ministro dos Negócios Estrangeiros japonês, Taro Kono, disse que a pressão deve ser mantida até que os norte-coreanos demonstrem que desistirão do seu programa nuclear.

O IRÃO poderá rapidamente retomar a sua produção de urânio altamente enriquecido se os Estados Unidos deixarem o acordo nuclear, advertiu ontem o chefe da Organização Iraniana de Energia Atómica. “Se tomarmos esta decisão, podemos começar em cinco dias um enriquecimento a 20% em (central nuclear) Fordo”, afirmou Ali Akbar Salehi à televisão estatal Irib. Concluído em Julho de 2015 entre Teerão e as grandes potências ocidentais, o acordo prevê um levantamento progressivo e condicional das sanções internacionais em troca de garantias de que o Irão irá limitar o seu programa nuclear a usos civis e não terá armas atómicas. O Presidente norte-americano, Donald Trump, hostil a este acordo negociado com o seu predecessor, Barack Obama, ameaçou várias vezes abandonar o acordo. Trump impôs recentemente uma série de sanções jurídicas e financeiras ao Irão.

O CHEFE dos serviços secretos norte-americanos, Randolph Alles, avisou segunda-feira que a dispendiosa protecção ao Presidente dos Estados Unidos e à sua família está a deixar a organização sem fundos, ameaçando o pagamento de salários e horas extraordinárias. Numa entrevista ao diário USA Today. Randolph Alles atribui o aumento dos gastos às constantes viagens familiares e ao grande número de pessoas protegidas pelos serviços secretos, que chegam a 42, um número superior aos 31 protegidos durante os mandatos do seu antecessor Barack Obama. De acordo com uma notícia recente da CNN, as viagens frequentes de Donald Trump para a residência de Mar-a-Lago, Florida, custaram mais de 20 milhões de dólares nos seus primeiros 80 dias como Presidente, um ritmo que, a manter-se, fará com que as facturas de viagens no seu primeiro ano na Casa Branca ultrapassem o total do que gastou Obama, nos seus oito anos de mandato.

MAIS de 25 anos após o fim de União Soviética, a Rússia anunciou, na segunda-feira, que pagou a 8 de Agosto corrente a sua última dívida externa herdada desse período. Num comunicado, o Ministério russo das Finanças disse que o governo pagou 125,2 milhões de dólares à Bósnia, referentes a um acordo de comércio da União Soviética com a também extinta Jugoslávia. “A Bósnia-Herzegovina era o último credor estrangeiro da antiga URSS com quem ainda havia débitos pendentes”, refere o comunicado. A Rússia assumiu todas as dívidas estrangeiras da União Soviética após o seu desmantelamento, a 26 de Dezembro de 1991. A dívida era estimada em cerca de 70 mil milhões de dólares, a maioria deles acumulados durante os últimos seis anos do regime soviético.

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21.08.2017   Banco de Moçambique

Opinião & Análise

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2017-08-22 23:30:00
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2017-08-22 23:30:00
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2017-08-22 23:30:00