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MANIFESTAÇÕES: Focos de perturbação da ordem e violência

Por Jornal Notícias
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AS principais cidades do país voltaram a registar, ontem, focos de perturbação da ordem pública e violência, na sequência da paralisação das actividades convocada pelo candidato presidencial vencido Venâncio Mondlane.

Assim, assistiu-se a actos violentos em vários pontos do país, protagonizados por grupos de cidadãos com o intuito de perturbar a tomada de posse dos deputados da Assembleia da República, eleitos a 9 de Outubro.

A título de exemplo, continuaram os ataques a automobilistas com recurso a paus e pedras, para forçá-los a desembolsar valores monetários para circularem, bem como a destruição de infra-estruturas diversas.

Nos últimos tempos, os manifestantes têm pautado por actos violentos e aterrorizantes, inclusive contra agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) e órgãos de comunicação social.

As vias de acesso às capitais provinciais, sobretudo as cidades de Maputo e Matola, estiveram bloqueadas, situação que preocupa muitos cidadãos impedidos de realizar várias actividades.

Numa ronda efectuada ontem pelo “Notícias” às cidades de Maputo e Matola, por exemplo, constatou-se que logo nas primeiras horas os protestantes estavam empenhados no bloqueio de estradas com paus, pedregulhos, troncos e lixo.

Na capital, o trânsito rodoviário era bastante difícil, com vários bloqueios e os manifestantes a amerçarem quebrar os veículos. A violência e arrogância era tanta, sobretudo na Praças dos Combatentes e da Juventude, bem como nas Avenidas Lurdes Mutola, FPLM e vários troços da Estrada Nacional Número Um (N1).

Nos bairros como Zona Verde, Patrice Lumumba, Trevo, Liberdade, Fomento, Machava e Matola-Gare, no município da Matola, várias vias estavam bloqueadas e os manifestantes extorquiam os poucos automobilistas que tentavam circular. Aliás, todos automobilistas que tentavam se fazer às estradas eram violentados física e verbalmente.

A ligação entre as duas urbes ficou completamente interrompida, uma vez que os protestantes haviam colocado barricadas em vários pontos da Estrada Nacional Número Quatro (N4). Os camiões que partem da África do Sul para os portos da Matola e Maputo não estavam a circular.

Devido à situação, os transportes públicos de passageiros não circularam, obrigando as pessoas a caminharem até aos seus destinos. O comércio, igualmente, esteve completamente encerrado.

No entanto, em vários pontos era possível ver contingentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) e das Forças de Defesa e Segurança (FDS) a tentar garantir a ordem e tranquilidade públicas.

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