O JULGAMENTO do produtor musical e “rapper” Sean “Diddy” Combs inicia hoje no Tribunal Federal de Manhattan, em Nova Iorque.
Diddy começa hoje a responder às acusações que incluem conspiração para extorsão, tráfico sexual e transporte para prostituição, evolvendo menores e adultos num período de cerca de 30 anos.
Em Abril, o “rapper” submeteu um pedido de adiamento do julgamento previsto, alegando que o tempo não era suficiente para apresentar as provas da sua inocência, porém o apelo foi negado pelo júri responsável pelo caso, principalmente por terem sido submetidas novas acusações contra o músico na mesma altura da petição.
O juiz Arun Subramanian determinou que o julgamento de Combs, de 55 anos, acusado por várias mulheres de tráfico e exploração sexual, começa hoje, conforme previsto e espera-se que vá durar entre oito e dez semanas.
O magnata da música nega todas as acusações feitas até agora e insiste que qualquer acto sexual foi consentido, e assentiu com a cabeça erguida quando o juiz lembrou à sala, nesta sexta, que Combs é inocente até que a sua culpa seja demonstrada.
“Não está claro porque (…) não há tempo suficiente, especialmente levando em conta os quatro escritórios de advogados que o senhor Combs tem agora a representá-lo”, disse o juiz, em vista prévia no Tribunal Federal do Distrito Sul de Manhattan.
O principal advogado de Combs, Marc Agnifilo, tinha pedido uma prorrogação para examinar novas provas. “A nova conduta (denunciada) não é nova”, respondeu o juiz.
As acusações sucedem-se contra o “rapper”, vencedor de um Grammy, desde o fim de 2023, quando a sua ex-companheira, a cantora e actriz Casandra Ventura, conhecida como Cassie, o denunciou por coacções físicas e violação.
A par da acção penal federal, Combs enfrenta diversas acções civis por abusos praticados, ajudado por uma fiel rede de funcionários e associados e pode ter uma pena mínima de 15 anos prisão.


