A circulação de transportes semi-colectivos de passageiros esteve paralisada, nesta manhã, na Praça dos Combatentes, na cidade de Maputo, devido à contestação ao aumento dos preços dos combustíveis.
Grupos de indivíduos anónimos, posicionados na avenida das FPLM e Julius Nyerere mandavam parar os “chapas” que circulavam e obrigavam os passageiros a descer, numa tentativa de forçar a adesão à paralisação. A situação criou longas filas e dificuldades de transporte para centenas de utentes.
O motorista Ernesto Bila, que faz a rota Praça dos Combatentes–Baixa, afirmou que os operadores enfrentam dificuldades para manter a actividade devido ao aumento dos custos operacionais. “O gasóleo subiu muito e já não consigo trabalhar como antes”, disse.
Outro motorista, Carlos Mahumane, da rota Praça dos Combatentes–Museu, afirmou não acreditar que o Governo venha a subsidiar os transportes semi-colectivos privados. “Se houver subsídio, acredito que será apenas para os transportes públicos do Estado. Nós, dos ‘chapas’, continuaremos a sofrer”, lamentou.
Alguns passageiros mostraram-se revoltados com a situação, alegando que foram surpreendidos no percurso e obrigados a abandonar as viaturas.
Outra passageira, que seguia para o mesmo destino criticou a paralisação e os transtornos causados.
A paralisação afectou várias rotas que passam pela Praça dos Combatentes, um dos principais pontos de ligação do transporte público na capital, provocando congestionamentos e enchentes nas paragens.



