OS OCEANOS podem estar a armazenar 20 por cento mais carbono do que as estimativas mais recentes, indica um estudo alertando que a quantidade é insuficiente para compensar os aumentos de emissões para a atmosfera.
As conclusões são de uma equipa internacional de cientistas que analisaram o papel do plâncton no transporte natural do carbono das águas superficiais para o fundo do mar.
O plâncton vegetal absorve dióxido de carbono (CO2) no processo de fotossíntese. Quando os organismos planctónicos morrem transportam esse CO2 para o fundo em partículas conhecidas como “neve marinha”.
Sendo mais densas do que a água do mar, estas partículas vão para o fundo do mar, armazenando assim o carbono e fornecendo nutrientes essenciais a uma vasta gama de organismos de profundidade, desde pequenas bactérias a peixes de profundidade.
Os cientistas analisaram dados que foram recolhidos em todo o mundo por navios oceanográficos, desde a década de 1970, e mapearam digitalmente os fluxos de matéria orgânica em todos os oceanos do mundo.