Grande Maputo “Chapeiros” especulam na tarifa do transporte Por Jornal Notícias Há 2 meses Criado por Jornal Notícias Há 2 meses 436 Visualizações Compartilhar 0FacebookTwitterPinterestEmail 436 OPERADORES dos transportes semi-colectivos de passageiros (“chapeiros”) da área metropolitana do Grande Maputo especulam o preço das viagens e encurtam rotas, alegando que ocorrem manifestações violentas em todo o país. Nos terminais de Zimpeto, Magoanine, Praça dos Combatentes, Baixa e Museu, por exemplo, verifica-se, nos últimos dias, um elevado número de passageiros à espera de transporte, enquanto os poucos veículos em circulação cobram muito acima do estipulado por lei. “Para chegar à baixa da cidade gastei mais de 100 meticais, quando normalmente pago menos de 50. Não há ‘chapas’ e os preços estão altíssimos”, disse Rute Nhamtumbo, residente no Zimpeto. Na Praça dos Combatentes, Edson da Rosa, morador da Polana-Caniço, explicou que os transportes só operavam até à Praça da Organização da Mulher Moçambicana (OMM), cobrando 15 meticais. Para seguir viagem e chegar ao destino voltam a cobrar igual valor. Situação semelhante foi registada na Matola, concretamente na paragem “Casa Branca”, no bairro Trevo, onde os transportadores encurtaram trajectos e aumentaram os preços. “Os ‘chapas’ estão também a cobrar 50 meticais de João Mateus até a Baixa ou Museu, e os carros particulares pedem 100. Quem não tem como pagar é forçado a ir a pé”, lamentou Belarmina Zitha, que aguardava por transporte na “Casa Branca”. Muitos cidadãos sem condições para arcar com os custos inflacionados optam por caminhar longas distâncias e outros decidem cancelar as suas deslocações. “Sem ‘chapas’ disponíveis e com estes preços abusivos, a única solução é caminhar ou regressar para casa. Não há alternativa”, acrescentou Zitha. Sem conceder entrevista, os transportadores justificaram as alterações nas rotas e os preços elevados como resultado directo das manifestações e bloqueios nas vias. “Estamos a evitar as áreas de risco, onde os veículos podem ser vandalizados. É uma questão de segurança, mas os preços oficiais não mudaram. A situação é que nos obriga a estas medidas”, justificou um motorista em anonimato. Leia mais… Você pode gostar também Um morto e 88 feridos deram entrada no “Mavalane” e “José Macamo” Detida quadrilha indiciada de roubo KUMBEZA: Ponte pedonal sem rampa para deficientes Maputo quer organizar praias CHAPASESPECULAÇÃOPREÇOS Compartilhar 0 FacebookTwitterPinterestEmail Artigo anterior Três pessoas morrem alvejadas na Machava Próxima artigo Pelo menos 78 mortos retirados de mina na RAS Artigos que também podes gostar Primeira-Ministra inaugura maior centro de dados Há 16 horas Maputo e Matola procuram previnem inundações Há 20 horas Mais de 300 crianças especiais recebem “kits” alimentares na Matola Há 2 dias Avaria deixa três bairros da capital sem energia eléctrica Há 2 dias Marracuene intensifica combate ao álcool e drogas Há 2 dias Incêndio deflagra na Malanga Há 3 dias