Sexta-feira, 4 Abril, 2025
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INHAMBANE: Técnicos do STAE suspensos por desvio de cinco milhões

Por Jornal Notícias
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DOIS funcionários afectos ao Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) na província de Inhambane estão suspensos das suas funções por alegado desvio de mais de cinco milhões de meticais dos cofres do Estado. 

Trata-se de E. Xadreque, que na altura dos factos era chefe dos Recursos Humanos, e A. Cidumo, que estava afecto ao sector de Contabilidade. 

Segundo soube o “Notícias”, os funcionários terão supostamente usado esquemas fraudulentos que lhes permitiram sacar o dinheiro dos cofres do Estado entre os anos de 2023 e 2024,num valor total de cinco milhões e quinhentos mil meticais. 

De acordo com o director provincial do STAE, César da Silva, logo após a detecção do desfalque financeiro foram accionadosos mecanismos necessários que culminaram com a suspensão dos implicados, enquanto se aguarda a decisão definitiva do Tribunal Administrativo. 

A fonte avançou que os acusados estão em liberdade, enquanto decorre a instrução do processo criminal.

César da Silva explicou que o desfalque foi descoberto quando em Novembro de 2024 foi registada uma discrepância no processo de confrontação dos dados do sistema e do mapa dos funcionários, onde os números não batiam. Após uma investigação profunda, chegou-se à conclusão de que os valores estavam sendo subtraídos mensalmente na rubrica do pessoal.

Esclareceu que, feito isso, criaram-se mecanismos que culminaram com a instrução do processo disciplinar, conforme mandam as normas do Estatuto Geral dos Funcionários e Agentes do Estado, cuja decisão foi o afastamento do Aparelho do Estado, aguardando neste momento o visto do Tribunal Administrativo.

Em relação ao processo criminal, a fonte informou que está em curso no Gabinete Provincial de Combate à Corrupção a investigação desta fraude. 

O director do STAE disse ainda que que essa acção criminosa criou um desfalque para a instituição, visto que os valores são elevados, realçando, entretanto, que a estratégia usada pelos acusados foi difícil de detectar, pois estava desenhada no momento da provisão do orçamento.

Questionado sobre como conseguiram retirar o dinheiro sem a assinatura ou conhecimento do director, da Silva explicou que os mapas de pagamento dos funcionários estavam todos correctos; somente alteravam os totais, que não estavam em conformidade com o sistema E-SISTAFE, ao qual normalmente o pessoal da contabilidade tem acesso.

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