DestaqueEditorialNacional EDITORIAL Por Jornal Notícias Há 10 meses Criado por Jornal Notícias Há 10 meses 1,7K Visualizações Compartilhar 0FacebookTwitterPinterestEmail 1,7K O BANCO de Moçambique (BdM) anunciou, esta semana, reformas na legislação cambial, em resposta à dinâmica dos mercados. São inovações nos instrumentos normativos que já estão a ser implementados pelo Banco Central e que vêm complementar a Lei Cambial que vigora desde o ano passado. Tais medidas representam um passo em frente na busca de soluções viáveis (e nem sempre fáceis) para os desafios que se colocam à gestão do mercado financeiro, mormente na questão da liberalização do controlo cambial.Uma das novidades das referidas reformas está no facto de a exportação do capital investido no país deixar de estar sujeita à prévia autorização do Banco de Moçambique, medida com a qual pretende-se tranquilizar e motivar os potenciais investidores. Trata-se de uma decisão necessária para a retenção dos investidores. Na verdade, só com investidores motivados pode-se implementar a agenda nacional de um crescimento económico e de desenvolvimento robustos, porque assente na promoção da competitividade e criação e consolidação de empregos, condições necessárias para a superação da pobreza e redução das desigualdades.Todavia, vale alertar que se mal aplicadas tais medidas podem ter um resultado oposto ao desejado, tornando a balança de pagamentos volátil, prejudicando as operações de exportação e importação de bens e serviços.Experiências de outras latitudes mostram que a partir de uma crise cambial gerada pela tentativa de fuga de capitais de determinado país pode afectar o stock das reservas internacionais líquidas disponíveis e, com isso, reduzir o arsenal de instrumentos à disposição do Governo para implementar, de forma bem-sucedida, a sua política económica. Aliás, existe também o potencial de ameaçar a solvência, por exemplo, de empresas que têm empréstimos em moeda estrangeira.Ao que parece, o BdM está consciente desses e outros riscos, ao clarificar que, como órgão regulador do sistema financeiro, mantém o controlo da regulamentação cambial e garante, por exemplo, que não obstante a liberalização, a venda de moeda estrangeira está limitada ao máximo de 10 mil dólares norte-americanos, destinados exclusivamente a viagens ao estrangeiro. O Banco Central esclarece ainda que as entidades que exercem o comércio parcial de câmbio têm a obrigação de praticar a taxa de câmbio de referência do seu banco e disponibilizá-la em lugar visível para consulta e que os valores que atinjam ou ultrapassem os 250 mil dólares norte-americanos, cerca de 16,9 milhões de meticais, devem ser declarados ao regulador até 30 trinta dias após a sua obtenção. Esta visão acalenta, de certo modo, algum alívio, pois o mercado financeiro é bastante complexo e altamente especulativo, estando sujeito a riscos sistémicos que ameaçam, eventualmente, toda a economia.Pelo explanado, pode-se deduzir que a liberalização do controlo cambial é bem-vinda. Todavia, impõe-se a devida cautela assegurando-se a eficiência dos mecanismos de controlo dos capitais disponíveis no país. É com esses mecanismos que se vai garantir a protecção da economia doméstica de movimentos de entrada e saída de capitais que volatilizam a balança de pagamentos e que podem prejudicar a sua operação. Leia mais… Você pode gostar também EM QUATRO MESES: Acidentes marítimos matam 189 pessoas Nyusi reitera protecção dos “Big Five” AREIAS PESADAS DE MOMA: Renovação da concessão aguarda aval do Governo PROVÍNCIA DE MANICA: Saúde procura travar propagação da bilharziose Editorial Jornal Noticias Compartilhar 0 FacebookTwitterPinterestEmail Artigo anterior Pedreiro morto na Matola-Rio Próxima artigo ACTIVIDADES ILÍCITAS NO MAR: Centro de Fiscalização da SADC em operação Artigos que também podes gostar PR dirige cerimónias do 7 de Abril e lança “Chama da Unidade” Há 10 horas Juízes desencorajam excesso de força contra manifestantes Há 15 horas Banco Central recebeu mais de 800 queixas Há 17 horas País procura soluções para dívida pública Há 17 horas EDITORIAL Há 18 horas Chama da Unidade lançada a 7 de Abril Há 1 dia