Internacional Burkina Faso, Mali e Níger formalizam confederação Por Jornal Notícias Há 9 meses Criado por Jornal Notícias Há 9 meses 2,4K Visualizações Compartilhar 0FacebookTwitterPinterestEmail 2,4K OS líderes militares do Burkina Faso, Mali e Níger formalizaram, sábado, a constituição de uma confederação, a Aliança dos Estados do Sahel (AES). Os três países “decidiram dar mais um passo no sentido de uma maior integração” e “adoptaram o tratado que institui uma confederação entre o Burkina Faso, o Mali e o Níger, denominada Aliança dos Estados do Sahel”, lê-se no comunicado final, citado por agências internacionais, da primeira cimeira realizada pelos três países depois de terem criado a AES em Setembro de 2023, confirmando assim a ruptura com a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO). A decisão surge na sequência da formação, em Março, de uma força militar conjunta para combater os terroristas que regularmente atacam estes territórios, e cuja expansão os governos têm sido incapazes de travar. No texto, os militares manifestaram também o desejo de “fazer uso comum dos seus recursos” em sectores considerados estratégicos, como a agricultura, a água, a energia e os transportes, e apelaram ainda para uma maior utilização das línguas locais nos meios de comunicação social públicos e privados dos seus países. Em Janeiro, estes três países anunciaram a sua saída da CEDEAO, considerando que é uma organização manipulada pela França, a antiga potência colonial com a qual já romperam e retomaram relações várias vezes. Na abertura da cimeira, o chefe do regime militar do Níger, Abdourahamane Tiani, afirmou que os povos dos três países tinham “virado irrevogavelmente as costas à CEDEAO”, num discurso feito perante os homólogos do Burkina Faso, o capitão Ibrahim Traoré, e do Mali, o coronel Assimi Goïta. O general Tiani apelou para que a AES se torne “uma alternativa a qualquer agrupamento regional fictício, construindo uma comunidade soberana de povos, uma comunidade longe do domínio de potências estrangeiras”. As relações entre o Níger e a CEDEAO deterioraram-se consideravelmente após o golpe de Estado de 26 de Julho de 2023 que levou o General Tiani ao poder. A CEDEAO impôs pesadas sanções económicas contra o país e ameaçou intervir militarmente para repor no poder o presidente deposto, Mohamed Bazoum, o que ainda não aconteceu. As sanções foram levantadas em Fevereiro, mas as relações entre as duas partes permanecem frágeis, apesar dos apelos de alguns presidentes, nomeadamente senegalês e mauritano, para retomar o diálogo. Leia mais… Você pode gostar também Sobe para 22 número de mortos em manifestação no Quénia Angola acumula mais 511 casos de cólera e 27 mortes em três dias Líder do partido no poder na Coreia do Sul anuncia demissão Maioria dos assassinatos de jornalistas passa impune ÁFRICAALIANÇACEDEAO Compartilhar 0 FacebookTwitterPinterestEmail Artigo anterior BELAS MEMÓRIAS: Tony na Clínica Próxima artigo CHUDE MONDLANE (1958-2024): Cantora deixa legado de luta e resistência Artigos que também podes gostar Rússia e juntas militares do Mali, Burkina Faso e Níger assinam parceria Há 15 horas Tribunal Constitucional destitui PR sul-coreano Há 15 horas China investiga descoberta de uma centena de corpos num poço Há 3 dias SpaceX lança 1.ª missão espacial tripulada sobre os pólos da Terra Há 4 dias Le Pen já não pode concorrer às presidenciais Há 5 dias Número de mortos causados pelo sismo já ultrapassa os 2.000 em Myanmar Há 5 dias