DestaqueEditorial EDITORIAL Por Jornal Notícias Há 9 meses Criado por Jornal Notícias Há 9 meses 1,4K Visualizações Compartilhar 0FacebookTwitterPinterestEmail 1,4K ESTA semana, o Fundo Monetário Internacional (FMI) tornou público o seu relatório sobre a IV avaliação do programa de Facilidade de Crédito Alargado (ECF, na sigla em inglês) a Moçambique, concluída este mês onde assinala os avanços significativos na melhoria da transparência fiscal nos últimos anos, elemento crucial para fomentar a estabilidade económica e a confiança dos investidores. Este progresso, segundo a instituição financeira, sinaliza uma trajectória positiva para a governação económica de Moçambique, embora reconheça que são necessárias ainda melhorias adicionais para consolidar esses ganhos. Aponta, igualmente, o mesmo relatório que as reformas empreendidas na última década contribuem, significativamente, para a melhoria da transparência fiscal, sendo alguns dos exemplos elencados a partilha através do “website” do Ministério da Economia e Finanças (MEF) de uma vasta gama de relatórios e dados que facilitam a acessibilidade e a fiabilidade da informação fiscal, reforçando o compromisso do Governo com a transparência. Paralelamente, o Governo iniciou a publicação de contratos de mineração e hidrocarbonetos. Esta medida, juntamente com a finalização da recolha de informações sobre a titularidade beneficiária, marca um passo em direcção a uma maior transparência na indústria extractiva. Trata-se, quanto a nós, de um grande avanço não apenas do ponto de vista da transparência sobre a titularidade como também no campo da mitigação dos riscos de branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo. Um outro aspecto não menos relevante que este relatório aborda é a gestão da massa salarial, onde se realça o compromisso assumido pelo Governo para a eliminação, nos próximos meses, de 5000 trabalhadores-“fantasmas” na Função Pública, como uma das medidas para conter as despesas com a massa salarial. É, de facto, um número colossal para a dimensão (cerca de 350 mil funcionários) na Função Pública. Vale a pena recordar que foi na sequência da conclusão, este mês, da quarta avaliação ao ECF que o FMI anunciou o desembolso imediato de mais 60 milhões de dólares de apoio a Moçambique, ao abrigo do programa de assistência ao país. Portanto, esperamos nós que, além de promover a eliminação dos funcionários-“fantasmas”, o plano acordado com o fundo possa ir mais além, o que passaria pela responsabilização dos que estão por detrás destas falsidades. Não se pode continuar a permitir que uma economia pequena e em dificuldades como a nossa tenha desvios que, além de prejudicarem a gestão das Finanças Públicas, também criam fissuras do ponto de vista da renovação da própria força laboral na Função Pública. Leia mais… Você pode gostar também Macamo mantém encontros bilaterais em Antalya ÉPOCA AGRÍCOLA 2024/25: Governo prevê alargamento das áreas de cultivo no país QUALIFICAÇÃO AO CAN: Alfonso regressa aos “Mambas” Fecho de Ressano Garcia provoca falta de produtos DESTAQUESEDITORIAL Compartilhar 0 FacebookTwitterPinterestEmail Artigo anterior Mais de mil cidadãos presos por tráfico de drogas Próxima artigo EM II SESSÃO EXTRAORDINÁRIA: Frelimo reunida para apreciar manifesto eleitoral Artigos que também podes gostar Chefe do Estado exige reforço na prevenção e combate à corrupção Há 15 horas Três províncias acedem ao fundo de recuperação empresarial Há 22 horas Fábrica de gás de cozinha concluída em Setembro Há 22 horas Alocado financiamento para gestão de resíduos Há 23 horas “EID UL-FITR”: Muçulmanos oram pela paz e progresso Há 23 horas PR empossa vice-procuradora e procuradores adjuntos Há 23 horas