Província Em Foco Mais de oito mil alunos estudam ao relento Por Jornal Notícias Há 9 horas Criado por Jornal Notícias Há 9 horas 173 Visualizações Compartilhar 0FacebookTwitterPinterestEmail 173 ACIMA de oito mil alunos estudam expostos a todos os perigos da natureza e distracções, na província da Zambézia. Entretanto, a província necessita de mais de cento e trinta mil carteiras para equipar as escolas convencionais. O facto deve-se, segundo o porta-voz da Direcção Provincial da Educação e Cultura, Cauda Mutecomala, à destruição total ou parcial de mais de 187 escolas, em consequência das chuvas e das manifestações violentas. De acordo com a fonte, aquele sector contabilizou mais de duas mil turmas que estudam ao relento nos distritos de Mocuba, Maganja da Costa, Pebane, Morrumbala, Alto Molócuè, Gilé, Mocubela, Ile, Guruè e Mulumbo. Informações apuradas junto da fonte indicam que algumas dessas salas eram convencionais, tendo sido destruídas por manifestantes, com destaque para os distritos de Gilé e Mocuba. Neste último, foram vandalizadas a Escola Secundária Filipe Jacinto Nyusi, inaugurada em Dezembro do ano passado pelo ex-Presidente da República, patrono da mesma. Outras escolas eram de construção precária, pelo que foi ateado fogo por populares. De acordo com a fonte, a chuva e ventos fortes que afectaram a província da Zambézia também contribuíram para a destruição de grosso número de salas nas escolas de construção precária, colocando mais alunos a estudarem ao ar livre. Nas escolas afectadas, os alunos estudam ao relento, ou debaixo da árvore, expostos a todos os perigos naturais e distracções. Além disso, os alunos sentam-se no chão, facto que dificulta a actividade motora das crianças na aprendizagem da escrita e quando chove os petizes são obrigados a ficar em casa até que a chuva pare. Mutecomala avançou que, para minimizar a situação das crianças, neste momento, o sector da Educação nos distritos e localidades, em coordenação com os conselhos de Escola, estão a sensibilizar os pais e encarregados de educação no sentido de prestarem o seu apoio na reconstrução das salas com base em materiais locais. De igual modo, Mutecomala disse que decorrem negociações com os parceiros estratégicos do sector com vista a fornecerem algumas tendas. Avançou ainda que o sector tem um plano que prevê a aquisição, este ano, de quatro mil e quinhentas carteiras, das quais cerca de 500 já foram alocadas nas Escolas Secundárias de Lugela, em Janeiro último, e perto de 200, na de Maganja da Costa. A província conta com pouco mais de dezassete mil salas de aula, destas, mais de oito mil foram construídas com material convencional. Você pode gostar também SAMIM entrega armas capturadas dos terroristas Centro de pesquisa apresenta soluções de ração para peixe Advogados querem redução de custas Clientes manifestam-se por falta de água em Xai-Xai AlunosChuvasESCOLASMANIFESTAÇÕES Compartilhar 0 FacebookTwitterPinterestEmail Artigo anterior GENY REGRESSA E SPORTING AVANÇA PARA AS “MEIAS” DA TAÇA DE PORTUGAL Próxima artigo Destruição de escolas deixa quatro mil alunos sem salas Artigos que também podes gostar População da Moamba tortura e enterra vivos dois indivíduos Há 4 dias Trânsito condicionado na cidade Quelimane a partir de Domingo Há 1 semana Quatro supostos “naparamas” mortos a tiro em Gurué Há 1 semana Dois mortos e 17 feridos em acidente em Zavala Há 2 semanas Greve no Conselho Municipal de Quelimane Há 2 semanas Advogados querem redução de custas Há 2 semanas