Segunda-feira, 31 Março, 2025
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Faltam escolas especiais públicas na Matola

Por Jornal Notícias
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A FALTA de escolas especiais públicas no município da Matola obriga os pais e encarregados de educação a buscarem instituições de ensino na capital do país, o que acarreta custos que a maioria das famílias não consegue arcar.

Neste contexto, pedem a construção de escolas inclusivas, por forma a reduzir as distâncias percorridas pelas crianças com necessidades educativas especiais.

Célia Luís, mãe de um menor com limitações cognitivas, de 11 anos, leva o filho diariamente à Escola de Educação Especial de Maputo e o espera à saída. A decisão de levar o menino deve-se à demora do transporte escolar.

“O meu filho frequentou a Escola Básica da Matola-Gare até à 3.ª classe, mas teve de ser transferido porque os professores não conseguiam lidar com a sua deficiência. Por isso fui obrigada a transferí-lo para escola especial”, disse.

Helena Tivane, residente no Bairro da Machava-Sede, não consegue levar o filho à escola e deixa-o sob a responsabilidade dos operadores de transporte escolar, o que quase sempre gera preocupação quando demora regressar.

O sector da Educação e Cultura (MEC) tem estado a trabalhar para que as crianças com limitações tenham acesso à educação, estando, por isso, a investir na capacitação de professores para ensinar aos alunos com deficiência.

O chefe da Repartição do Ensino Geral nos Serviços Distritais da Educação, Juventude e Tecnologia na Matola, António Manuel, explicou que as crianças com deficiência devem ser assistidas por professores especialmente preparados e qualificados, para um melhor acompanhamento. 

Segundo a fonte, os alunos que têm limitações mais complexas são transferidos para as escolas especiais da cidade de Maputo.

“As escolas públicas e particulares, sejam primárias ou secundárias, agregam a componente da inclusão e têm orientação para receber todas as crianças. Nos casos em que há dificuldades de as receber tomamos medidas para a sua integração, porque nenhuma criança deve ficar fora da escola”, acrescentou.

Anotou haver um plano de construir uma escola especial pública, mas a incapacidade financeira condiciona a sua execução.

Foto: Arquivo

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