Assinalam-se, esta sexta-feira, 25 anos dos ataques do 11 de Setembro. Apesar das mais de duas décadas passadas, ainda se sentem hoje os efeitos causados pela queda das Torres Gémeas em Nova Iorque, nos Estados Unidos. A exposição às poeiras e materiais tóxicos levou a um aumento de casos de cancro, mas também doenças pulmonares. O stress pós-traumático também ainda afecta vários sobreviventes.
O Firstpost cita um estudo publicado na revista PLOS Mental Health que afirma que os alguns dos filhos dos socorristas do 11 de Setembro sofrem de stress pós-traumático, ansiedade e até depressão. O estudo envolveu 270 filhos de socorristas que tinham menos de 18 anos na altura dos ataques.
“Os filhos adultos dos socorristas relataram níveis de depressão, ansiedade e sintomas de pânico do que o esperado na população em geral, e alguns também apresentaram sintomas de stress pós-traumático”, revela Yael Cycowicz, professora de neurobiologia que liderou o estudo.
O estudo mostrou também que as crianças que cujos pais foram expostos a restos mortais tinham maior probabilidade de desenvolver problemas de saúde mental.
Já ao New York Post, o ex-governador de Nova York, George Pataki, e que estava aos comandos há 25 anos, explicou que actualmente está a lutar contra uma doença pulmonar, que resulta da exposição às poeiras resultantes da queda das torres. “Tenho este pequeno impacto residual daquela época. Mas, comparado com tantos outros, considero-me muito sortudo”, revelou em entrevista, citada pelo site Ao Minuto.
Também Jacqueline Moline, médica e directora do Programa de Saúde do World Trade Center da Northwell Health, que acompanha e dá tratamento médico a socorristas, voluntários e sobreviventes dos atentados, deixou alguns detalhes sobre doenças que ainda persistem 25 anos depois.
“Centenas de milhares de pessoas estavam em risco na época e continuam em risco de contrair doenças agora. Embora inicialmente tenhamos observado doenças respiratórias, agora deparamo-nos com um número crescente de pacientes que desenvolvem cancro”, relatou a especialista ao Business Wire.
11 DE SETEMBRO: As doenças que continuam a deixar marcas 25 anos depois
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