As associações provinciais de atletismo impuseram uma posição de força e exigem que as eleições para a Federação Moçambicana de Atletismo (FMA) ocorram, impreterivelmente, até ao dia 15 de Maio.
A decisão foi tomada após uma reunião virtual de cerca de uma hora e meia que decorreu ontem. Os associados rejeitaram categoricamente a proposta de adiamento para 1 de Junho apresentada pela Comissão de Gestão, liderando por Moisés Mabunda, fixando a primeira quinzena de Maio como o prazo limite para a escolha do novo elenco directivo da federação.
De acordo com o porta-voz das associações, António Cucheza, o presidente da Mesa, Nelson Cossa, e a Comissão de Gestão anuiram a proposta, comprometendo-se a acelerar os trâmites burocráticos. Para viabilizar este novo calendário, a Comissão de Gestão, deverá solicitar já nesta sexta-feira a cotação em nome da fundação que vai cobrir todas as despesas financeiras para a publicação dos estatutos e do regulamento eleitoral em Boletim da República.
Uma vez efectuado o pagamento, espera-se que em 72 horas — no limite até o próximo dia 28— tenha início o processo jurídico de apuramento das candidaturas de Gilberto Gomes, Kamal Badrú e Paulo Sunia. Este trabalho será baseado nos documentos já aprovados e publicados, seguindo-se o período regulamentar para contestações e a abertura da campanha eleitoral.
Cucheza destacou que “a Comissão de Gestão justificou que a intenção anterior de adiar o pleito para Junho prendia-se com condicionalismos financeiros e irregularidades administrativas, como assinaturas de associações provinciais reconhecidas em Maputo de forma duvidosa. No entanto, para desbloquear o impasse, ficou decidido que a fundação acima citada assumirá integralmente os custos de deslocação dos delegados à assembleia, eliminando a necessidade de contribuições extras. Como o mandato da actual comissão cessa a 30 de Abril, a federação submeterá agora uma adenda ao Ministério da Juventude e Desportos para garantir a cobertura legal necessária até à data da votação, assegurando que o processo decorra com total regularidade jurídica”.


