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Segunda-feira, 26 - Setembro, 2022

SEGUNDO PRIMEIRO-MINISTRO: Necessários USD 9,5 biliões para provisão e gestão de água

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LÁZARO MANHIÇA, em Nova Iorque  

MOÇAMBIQUE necessita de 9,5 biliões de dólares norte-americanos para melhorar a provisão, gestão de água e saneamento, sobretudo nas zonas rurais para que consiga cumprir, até 2030, a meta estabelecida pelas Nações Unidas.

Deste valor, 4.1 biliões são para investir na melhoria da provisão e saneamento e os restantes 5,4 biliões para a gestão e manutenção das infra-estruturas afins. Este valor seria mobilizado junto de instituições financeiras como o Banco Mundial e de parceiros estratégicos, a exemplo da Holanda, país que tem estado envolvido em programas de provisão de água no país.

Falando em Nova Iorque, na mesa redonda de alto nível sobre abastecimento, gestão de água e saneamento, organizada em preparação da Conferência Internacional sobre este recurso a ter lugar próximo ano no Tadjiquistão, o Primeiro-Ministro, Adriano Maleiane, explicou que o país embarcou num programa de 10 anos, visando melhorar a sua provisão, reduzir as perdas e manter as infra-estruturas, para além da expansão da rede.

Explicou que o país está muito avançado neste projecto, tanto nas áreas urbanas como rurais, mas que há necessidade de se investir também na manutenção das infra-estruturas.

“Estamos a fazer o melhor do que podemos. Se hoje fores às zonas rurais, encontrarás cada vez mais pessoas a beneficiar de água, mas também nas mesmas zonas vais perceber que necessitamos de investir na manutenção dos sistemas”, disse. 

Segundo ele, a abordagem do Governo, particularmente nas zonas rurais, prioriza os jovens, sobretudo raparigas. A ideia é levar o recurso para perto delas e assim permitir a sua integração nas actividades económicas e na educação.

Considerando os passos já dados, Maleiane assegura que o país conseguirá alcançar as metas estabelecidas pelas Nações Unidas neste domínio.

Presente no evento, a directora-geral de Política de Desenvolvimento e Parcerias do do Banco Mundial, Marie Pangeste, reconheceu os esforços que o Governo tem empreendido, mas considera ser necessário envolver o sector privado.

A mesa redonda de alto nível reuniu países que têm demonstrado liderança na abordagem dos desafios associados à agua, com o objectivo de partilhar experiências e melhores práticas, no quadro da preparação da conferência das Nações Unidas sobre Água do próximo ano. Esta será  primeira do género desde 1977.

Para além de Moçambique, a mesa redonda contou com a participação de representantes da Finlândia, Suécia, Uganda, Egipto, Tadjiquistão, Iraque, Bangadesh e organizações internacionais, com destaque para o Banco Mundial.

Entretanto, o primeiro dia de participação do Primeiro-Ministro nos debates da 77.ª sessão da Assembleia-Geral das Nações Unidas foi marcado também por encontros bilaterais, tendo se reunido, entre outros, com o Primeiro-Ministro do Reino dos Países Baixos, Mark Rutte, o Presidente da Eslovénia, Borut Pahor, e ainda com o Presidente da União das Comores, Azali Assoumani. Maleiane manteve também um encontro de cortesia com o Subsecretário-Geral das Nações Unidas para o Combate ao Terrorismo.

Hoje, Adriano Maleiane deverá intervir na Assembleia-Geral das Nações Unidas, onde deverá apresentar uma mensagem, transmitindo o compromisso de Moçambique na implementação dos assuntos que fazem parte da agenda global.

Em Nova Iorque, O Primeiro-Ministro faz-se acompanhar pelos vice-ministros dos Negócios Estrangeiros, Manuel Gonçalves, e da Educação e Desenvolvimento Humano, Manuel Bazo.

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