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Quinta-feira, 1 - Dezembro, 2022

EDITORIAL

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MOÇAMBIQUE  enviou, recentemente,  as primeiras quantidades de Gás Natural Liquefeito (GNL),  extraído a partir da infra-estrutura petrolífera Coral Sul FLNG, na  Área 4 da Bacia do Rovuma,  para o mercado internacional.  O início desta operação tornou realidade o sonho de ver o país nos anais da história mundial como um dos produtores e exportadores de uma energia mais limpa, fiável e com capacidade de  contribuir para a segurança energética nos países de maior consumo. É caso para dizermos que já saímos, como país, de palavras para os actos, nesta matéria de gás.

Entendemos também que o arranque das exportações do gás abre boas perspectivas para  a diversificação da economia, sobretudo no contexto do conteúdo local, através, por exemplo, de um maior envolvimento das empresas moçambicanas no fornecimento de bens e serviços, principalmente as que estão directa ou indirectamente ligadas ao sector do LNG como as da área de manutenção industrial, construção civil, hotelaria e restauração, catering, logística, serviços de limpeza, entre outros.

E um funcionamento pleno destes sectores todos poderá ter um grande impacto no emprego dos jovens em Moçambique, o que é importante, sob ponto de vista de renda para as famílias e, por esta via, o crescimento da economia.

As projecções são optimistas: a economia deverá crescer entre  5 e 7 por cento nos próximos anos,  sobretudo devido ao previsível aumento das exportações e captação de  receitas, deixando o país numa posição privilegiada para reduzir o endividamento público e realizar mais investimento.

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