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Categoria: Primeiro Plano
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A APOSTA no repovoamento dos mangais pode contribuir para a minimização dos danos, sobretudo nas regiões costeiras, causados por ciclones, que ciclicamente atingem o país.

É que os mangais são uma importante barreira natural dos ventos, levando a que estes cheguem ao continente enfraquecidos.

Hermenegildo Cuamba, director-geral da Associação Eden Reforestation, disse em entrevista ao Notícias que a restauração dos mangais traz múltiplos ganhos, não só a nível da protecção costeira, como também no crescimento da produção pesqueira por se tratar de um excelente habitat para a reprodução das espécies de camarão e caranguejo, produtos pesqueiros com elevado contributo para a economia do país.

Cuamba aponta ainda como ganhos dos projectos nacionais de reflorestamento, o financiamento internacional no contexto do mecanismo REDD+, sobre a redução das emissões resultantes do desmatamento e degradação, conservação e o maneio florestal sustentável. Sabe-se que Moçambique pretende se candidatar para receber os fundos.

Cuamba considera preocupantes as constantes reclamações apresentadas pelos pescadores sobre a contínua escassez de produtos pesqueiros, com destaque para o camarão, em zonas com maior devastação.

“No nosso país, já ressentimo-nos do impacto da devastação do mangal não só no campo da pesca, como também sob ponto de vista ambiental. A título de exemplo, estão os desastres naturais ocorridos na cidade da Beira e também no distrito de Buzi, em Sofala, para além de outras zonas costeiras desprotegidas”, exemplifica.

Mais pormenores sobre o assunto no 1º PLANO da presente edição.