O candidato da Frelimo à sua própria sucessão na Presidência da República, Filipe Nyusi, admitiu, ontem, a possibilidade de negociar com os autores dos ataques que ocorrem em alguns distritos do norte da província de Cabo Delgado, desde que “mostrem a cara”.

“Se eles mostrarem a cara, iremos ter com eles”, disse Nyusi no “showmício” que orientou na autarquia de Chiúre, no âmbito da campanha eleitoral em curso, rumo às eleições presidenciais, legislativas e das assembleias provinciais de 15 de Outubro próximo.
Nyusi começou por perguntar às centenas de pessoas que acorreram ao “showmício” eleitoralista se conheciam as pessoas que estão a matar cidadãos e a destruir bens, obtendo um “não”.
“Eles fecham a cara. Estão mascarados”, disse ele, citado pela AIM, sublinhando que “vocês sabem que nós vamos até lá, onde as pessoas que nos matam vivem para falarmos com eles”.
Nyusi, na qualidade de Presidente da República no mandato prestes a findar, deslocou-se às matas da serra da Gorongosa, onde tinha-se escondido o falecido líder da Renamo, Afonso Dhlakama, para negociar a paz, um gesto visto como sendo de alto risco para um Chefe de Estado, mas que foi bem sucedido ao se alcançar os acordos de cessação das hostilidades e de paz e reconciliação nacional.
Os ataques armados no norte de Cabo Delgado, que até aqui ainda não foram reivindicados, iniciaram em Outubro de 2017 e já resultaram em mais de uma centena de mortos e várias casas incendiadas.

 

O CONSÓRCIO Synergy Consulting, Baker Mckenzie, Worley Parsons e HRA Advogados é a entidade que irá prestar assistência técnica ao Governo na elaboração da estratégia da estruturação legal e financeira do projecto da barragem hidroeléctrica de Mphanda Nkuwa.
A selecção segue-se a um concurso público lançado em Março último pelo Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME), que obedeceu a procedimentos de “procurement” internacional, tendo transcorrido duas etapas, nomeadamente a de manifestação de interesse na qual participaram 18 entidades e a segunda limitada a nove firmas pré-qualificadas.

Segundo garante o Ministério dos Recursos Minerais e Energia, da análise efectuada, o consórcio ora seleccionado é constituído por firmas com créditos internacionais, especializadas em estruturação financeira, técnica, comercial e legal, com vasta experiência na implementação de projectos de infra-estruturas na área de energia em empreendimentos desenvolvidos na base de “project finance”.

Aentidade irá trabalhar com o Gabinete de Implementação do Projecto Mphanda Nkwua, prestando assessoria requerida para viabilizar a actualização dos estudos técnicos identificados como críticos e para a selecção do parceiro estratégico que deverá se juntar às empresas públicas EDM e a HCB no desenvolvimento das infra-estruturas do projecto.

Acredita-se que a contratação do consultor irá imprimir celeridade no processo de selecção do Parceiro Estratégico para o desenvolvimento do empreendimento.

Mphanda Nkuwa apresenta-se como um projecto estruturante para o país, devendo contribuir para responder ao desafio do aumento da disponibiidade de energia para o desenvolvimento económico e social e para fazer de Moçambique um país de referência no fornecimento ao mercado regional da África Austral.

A implementação deste projecto irá gerar milhares de empregos qualificados e não qualificados, quer directos, quer indirectos e constituirá um forte estímulo para o empresariado nacional industrial, comercial, agrícola e de prestação de serviços.

De recordar que em Agosto, o Governo concluiu os acordos de financiamento para o projecto da linha de transporte a 400 kV,ligando Temane – Maputo, numa extensão de 560 quilómetros, que constitui a primeira fase da construção da espinha dorsal da linha de transporte a ser usada para a evacuação da energia a gerar em Mphanda Nkuwa.

A materialização de diversos projectos em curso no país, tanto de geração, como de transporte, que incluem as centrais hidroeléctricas e termoeléctricas a carvão e linhas de transporte, todos eles de dimensão regional, representa um contributo na consolidação da cooperação regional, bem como no aumento das transacções de energia no contexto do mercado regional de energia, a Southern African Power Pool (SAPP).

COSTA do Sol consolidou o comando no Moçambola-29019, com um triunfo bem conseguido na Bela Vista, diante do Ferroviário de Nacala, por 3-1, em partida da 19ª jornada.

Os “canarinhos” (36 pontos), que sofriam a pressão da União Desportiva do Songo (32), ausente no fim-de-semana em que deveria defrontar o Maxaquene, já gozam de uma boa vantagem sobre o seu mais directo perseguidor. Quem se aproveitou da ausência do Songo em Harare para fase de grupo da liga dos campeões africanos é o Ferroviário da Beira, que, ao empatar em casa a uma bola com o Ferroviário de Maputo, igualou-se aos tetentes.

Os “locomotivas” da capital seguem com 31 pontos, mas sentem já o aperto do Textáfrica (29), ENH e Chibuto, estes dois últimos com 28 pontos. Os “fabris” do planalto empataram também em casa, mas sem golos, com o Desportivo de Maputo. Enquanto isso, a ENH perdeu em Xinavane com Incomáti (1-0) que, com o triunfo, tenta se aproximar dos lugares de destaque. Os “açucareiros” somam 27 pontos à frente dos “locomotivas” de Nacala e “alvi-negros”, ambos com 26. Já o Chibuto foi surpreendido em Pemba pelo Baía, que obteve uma vitória categórica de 3-1. A Liga Desportiva de Maputo foi igualmente derrotada em casa pelo Desportivo de Nacala pelo mesmo resultado de 3-1. Cada vez mais fragilizada, a Liga vai se aproximando da cauda, enquanto os nacalenses se distanciaram da zona da despromoção.

O Ferroviário de Nampula também foi vitorioso em casa na recepção ao “lanterna vermelha” Têxtil (1-0). Mas em nada melhorou a sua classificação, visto que é o primeiro da cauda.

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