PHC

Director: Lázaro Manhiça

O MINISTÉRIO da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADER) está a elaborar um instrumento para regulamentar e certificar a produção orgânica nos sectores de agricultura e pecuária no país.

O documento, apresentado há dias em Maputo, tem em vista definir os procedimentos e os parâmetros para o cultivo de plantas e criação de animais sem a utilização de artigos inorgânicos.

Antónia Vaz, chefe do Departamento de Sanidade Vegetal, explica que já existem no país pessoas que estão a apostar na produção orgânica, mas ainda não há um instrumento que define o que é a prática, como produzir e que procedimentos para autorização do seu cultivo ou criação.

“Nós sabemos que os nossos produtores usam muito produtos químicos e vários outros métodos de controlo de pragas que na produção orgânica não são permitidos. Por isso estamos a elaborar este instrumento para regulamentar”, sublinhou Vaz.

Apresentou igualmente a proposta de revisão do regulamento de inspecção fito-sanitária e quarentena vegetal, que é o Decreto 5/2009, de 1 de Junho.

Entre as novidades que o documento apresentará, destaque vai para a introdução de alguns aspectos de controlo do movimento interno de produtos agrícolas assim como a incorporação de normas internacionais na protecção de plantas.

“Este regulamento é a nossa bíblia e guia na área fito-sanitária em termos de movimento de produtos vegetais no país e a nível internacional. A emissão de certificados, de licenças e controlo de saída e entrada destes artigos para a prevenção da introdução de pragas no país dependem deste instrumento”, anotou.

A partilha para a discussão dos regulamentos em causa acontece numa altura em que o sector está a implementar o programa SUSTENTA, cujo objectivo é melhorar a qualidade de vida dos agregados das famílias rurais através da promoção de agricultura sustentável, visando ao aumento da renda pela sua integração em cadeias de valor produtivas.

O COSTA do Sol, campeão emtítulo, vai dando mostras de que está a subir de forma, após um arranque conturbado no Moçambola-2021. O triunfo obtido na tarde de ontem, no reduto do Ferroviário de Nacala, por 3-1, em partida da nona jornada, reflecte o bom momento dos “canarinhos”, que somam duas vitórias consecutivas, após derrotarem o Desportivo na ronda anterior.

Com esta vitória categórica no Estádio 25 de Junho, em Nampula, um terreno sempre difícil para as equipas visitantes, os comandados de Artur Comboio subiram três degraus, passando da nona para a sexta posição com 13 pontos. Assim, os “canarinhos”estão em igualdade pontual com a União Desportiva do Songo, que no jogo de cartaz da ronda não foi para além de um empate caseiro a zerocom o Ferroviário da Beira.

Quem tirou grande benefício do empate entreos“hidroeléctricos” e os beirenses foi a Black Bulls e o Ferroviário de Maputo. Os “touros” abriram a ronda,sábado, com uma goleada sobre o Textáfrica, por 4-0, ganhando terreno em relação àsformaçõesdo Songo e da Beira, dois concorrentes na luta pelo primeiro lugar.

Em nove jogos, a turma de Tchumene contabiliza 25 pontos, em resultado das vitórias nos cinco jogos disputados desde a retoma do campeonato em Maio, depois do alívio das medidas restritivas no contexto da Covid-19. Por seuturno, os “locomotivas”de Maputo passaram do terceiro para o segundo lugarao vencerem, em casa, o Incomáti, por 2-0, somando agora 21 pontos, contra 19 dos homónimos da Beira, que caíram um degrau.

Numa partida renhida, a Liga e AD Vilankulo empataram a dois golos. A Liga segue no oitavo lugar, com 11 pontos,e oconjunto de Vilankulo em quarto,com 15. 

ODesportivo de Maputo, por sua vez,voltou a claudicar, tendo perdido ontem na recepção ao Ferroviário de Lichinga por 2-0, um directo concorrente naluta pela manutenção. Os “alvi-negros” ocupam o 12.º lugar com sete pontos, só àfrente do Textáfrica,o13.º com cinco, e Matchedje de Mocuba, 14.º e último classificado com três.

Nesta jornada, nota de destaque vai também para a estreia vitoriosa do técnico português Nelson Santos, ao serviço do Ferroviário de Nampula, que foi àcasa do Matchedje de Mocuba vencer por 1-0, que também estreou Nacir Armando no comando técnico.

Volvidas nove jornadas, a Black Bulls e o Ferroviário de Maputo são as únicas equipas que continuam sem derrotas.

ARRANCA hoje a vacinação contra a covid-19 aos educadores de infância, professores do ensino técnico-profissional e superior e membros do corpo diplomático, no quadro dos esforços para reduzir o impacto da doença no país.

A imunização destes novos grupos resulta da disponibilidade de mais 60 mil doses doadas pela República Popular da China ao Ministério da Defesa Nacional. Trata-se da vacina Sinovac, produzida pela farmacêutica chinesa Sinopharm-Biotech, com 83 por cento de eficácia.

A directora-nacional-adjunta de Saúde Pública, Benigna Matsinhe, explicou que a vacinação vai abranger 21.239 pessoas.

Até ao momento, as autoridades sanitárias já vacinaram 331.186 pessoas, o correspondente a dois por cento da população.

Moçambique já recebeu 744 mil doses de vacina, 384 mil das quais através do mecanismo COVAX, 260 mil doadas pela China e 100 mil disponibilizadas pela Índia.

Matsinhe explicou que a continuidade do plano de vacinação está dependente da disponibilidade de imunizantespor viados vários mecanismos de aquisição.

Enquanto isso, dados de actualização sobre a evolução da Covid-19 no país indicam que um homem de 85 anos de idade perdeu a vida no fim-de-semana, na capital, elevando para 841 o cumulativo de óbitos devido à doença.

Um comunicado recebido pelo “Notícias” indica que no mesmo período 183 indivíduos testaram positivo para o SARS-CoV-2, dos quais 100 dosexo feminino. A maioria dos novos casos positivos foi registada no sábado,com 106 contaminados, número que o país não registava há dois meses.

De acordo com o documento em referência, as autoridades daSaúde registaram o internamento de sete indivíduos padecendo da Covid-19, sendo dois ontem e cinco no sábado,e não houve alta hospitalar. Deste modo, 22 pacientes lutam pela vida nos centros de tratamento da Covid-19 e noutras unidades hospitalares. 

Os dados do MISAU apontam ainda o registo ontem de três recuperados, elevando assim para 69.881 (97.7 por cento) o número de pessoas que se viram livres da infecção pelo novo coronavírus. Com esta informação, o país soma 71.538 casos positivos e 812 casos activos.

 

A EMPRESA Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) está a uniformizar a sua frota de aviões, o que deverá passar pela venda dos aviões da marca Embraer, adquiridos no Brasil.

A medida foi avançada recentemente ao “Notícias” pelo administrador do Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE), Raimundo Matule, e, segundo ele, visa melhorar o desempenho e minimizar os custos operacionais da companhia de bandeira.

Reconhecendo que a empresa enfrenta problemas estruturais que acabam por afectar a gestão, Matule justificou que não faz sentido que uma companhia pequena como a LAM esteja a voar com aviões de três a quatro marcas diferentes.

Sobre os Embraer, cuja aquisição ocorreu há quase dez anos, o administrador do IGEPE escusou-se a discutir o mérito da sua compra no tempo em que ela ocorreu, deixando, contudo, uma garantia: “Estes aviões estão tecnologicamente ultrapassados”.

Acrescentou que a própria Embraer lançou depois dos modelos fornecidos à LAM mais dois modelos. “Portanto, a LAM não pode pensar no futuro com os Embraer e, pelo que sei, já está a tentar vendê-los”, disse.

Na ocasião, Matule justificou que uma operação com várias marcas, como o faz a LAM, acarreta custos extremamente elevados, tanto sob vista de manutenção como de aquisição de peças.

Explicou que a estratégia passa por deixar a empresa a operar, no máximo, com dois tipos de aviões, mas nunca mais do que isso.

“Se fosse possível operar apenas com uma marca, nós avançamos para essa estratégia, mas está visto que devido às condições do próprio país não podemos operar uma marca”, referiu. Para defender esta tese, o gestor sénior do IGEPE deu o exemplo de Vilankulo, onde a pista é bastante curta, o que não permite a aterragem de um Boeing 737.

“Então, a primeira marca que vai ficar é o Boeing, para as pistas mais longas, e para as mais curtas vai-se operarcomo Q-400. Isto significa que a LAM vai passar, gradualmente, a operar com essas duas marcas”, explicou.

O administrador do IGEPE não se referiu a números, mas deixou claro que esta redução da frota traz grande racionalização de custos, desde a aquisição de peças até à especialização dos trabalhadores, que passarão a concentrar-se em apenas duas marcas.

Adiantou ainda que o Q-400, para as distâncias médias, é mais eficiente em termos de gastos de combustíveis e custos operacionais.

Lembre-se que, para manter a companhia de bandeira a voar, o IGEPE injectou no ano passado cerca de 700 milhões de meticais. É que, devido à crise originada pela pandemia da Covid-19, as receitas da empresa caíram a pique, um cenário que ainda não tem fim à vista, pelo menos enquanto a situação pandémica e as restrições dela decorrentes persistirem.

Mesmo diante deste cenário, Matule considerou que, neste momento, a privatização da LAM está fora de hipótese, até porque a companhia tem uma missão estratégica para manter o país sempre ligado, via aérea, mesmo nas situações em que algumas províncias não oferecem rotas economicamente viáveis.

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente: Júlio Manjate

Administrator: Rogério Sitoe

Administrator: Cezerilo Matuce

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