Trinta e cinco mil habitações serão construídas no próximo quinquénio no país, ao abrigo de um projecto conjunto entre o Governo moçambicano e uma empresa chinesa.  

A iniciativa foi formalizada ontem em Maputo, por meio de um acordo rubricado entre o Fundo para o Fomento de Habitação (FFH) e a empresa CITIC Construções, ao abrigo do qual a construtora chinesa vai edificar 15 mil habitações no sul do país, 10 mil no centro e igual número na região norte.

Os montantes do negócio não foram definidos uma vez que o projecto inclui várias componentes, desde a infra-estruturação da terra, construção de estradas e montagem de rede de electricidade, água, saneamento, entre outras.

As residências são dedicadas a jovens e funcionários públicos e, o presidente do Conselho de Administração do FFH, Armindo Munguambe, garantiu que os preços serão de acordo com os rendimentos médios destes grupos. Explicou que a aquisição poderá ser faseada para permitir que o público-alvo aceda aos imóveis.

O acesso às habitações será também aberto a jovens do sector informal com capacidade financeira ou de endividamento, segundo o responsável do FFH.

As casas serão do tipo um a quatro, mas a fonte disse que há vários outros aspectos concretos por definir nos 12 meses que antecedem o arranque das obras.

O contrato foi assinado no quadro do Fórum de Habitação, evento que juntou o Governo e diversos actores do sector, incluindo imobiliárias, instituições financeiras e associações juvenis em representação dos beneficiários.

João Osvaldo Machatine, Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, reconheceu que o acesso à habitação condigna e segura continua um desafio no país.

Não obstante o investimento governamental de mais de 1.3 mil milhões de meticais no presente quinquénio, quase 50 por cento acima do que foi destinado no quinquénio anterior, apenas foi possível atribuir terrenos infra-estruturados ou casas a cerca de quatro mil moçambicanos, número que está muito abaixo da demanda. 

“A promoção de habitação a custos controlados constitui um enorme desafio para o nosso sector, sobretudo no que diz respeito à identificação de um ponto de equilíbrio entre a oferta e a satisfação da procura”, disse.

Acrescentou que isto passa pela construção de habitação a preços proporcionais à capacidade de compra dos jovens e funcionários públicos, bem como a uma facilidade de acesso aos recursos financeiros, em condições favoráveis para a respectiva aquisição. 

A Ministra da Juventude e Desportos, Nyelete Mondlane, mostrou-se satisfeita e garantiu que os preços serão acessíveis para a camada sob tutela da sua instituição.

Por sua vez, Liu Xiaoguang, conselheiro económico e comercial da Embaixada da China no país, disse que o projecto é mais uma tentativa dois governos de melhorar a vida dos seus povos. Acrescentou que a habitação tem sido tema de fundo das conversações bilaterais entre o nosso país e a China nos últimos tempos.

O manuseamento de carga nos aeroportos nacionais continua a ser feito abaixo da capacidade instalada, apesar da tendência de aumento dos volumes, sobretudo nos últimos três anos.

Saíde Júnior, administrador executivo da empresa Aeroportos de Moçambique explica que os aeroportos nacionais têm uma capacidade total de 40 mil toneladas por ano, com os maiores volumes distribuídos por Maputo, Beira e Nacala.

Falando a jornalistas no quadro da Conferência Internacional sobre Transporte Aéreo, Turismo e Carga Aérea (CITA) que terminou em Maputo, Saíde Júnior disse que, em 2017, a empresa Aeroportos de Moçambique manuseou apenas 12 mil toneladas de carga, cifra que viria a subir ligeiramente, para 14 mil toneladas, em 2018, representando um encaixe financeiro na ordem dos 800 mil dólares norte-americanos.

“O nosso desejo é que a capacidade instalada seja explorada na plenitude, e que isso desafiasse a empresa a alargar ainda mais. Estamos a dizer que há oportunidades em aberto. Por isso, ao invés de exportar via terrestre para depois usar outros aeroportos fora do país, seria recomendável que os nossos exportadores optassem pelos aeroportos nacionais porque isso geraria benefícios indirectos em muitos sectores da nossa economia”, disse.

Segundo a fonte, a avaliar pelo movimento que se registou nos primeiros meses deste ano, tudo indica que em 2019, os volumes de carga manuseada poderão crescer entre 10 a 15 por cento.

Sobre o futuro, Saíde Júnior disse que as perspectivas são muito boas, tendo em conta os projectos em preparação no país, além da própria dinâmica que a economia vai ganhando nos últimos tempos.

“O que queremos e estamos a dizer aos operadores e às empresas de logística é que há capacidade interna para se manusear grande parte da carga que é aqui produzida, sem ser necessário usar aeroportos do Zimbabwe ou da África do Sul”, insistiu a fonte.

Relativamente ao turismo, Saíde Júnior defendeu que os aeroportos nacionais já entraram num processo de modernização das suas infra-estruturas, exactamente, para poderem prover respostas mais adequadas à demanda neste sector.

Numa perspectiva de diversificar as suas fontes de receita, os aeroportos de Moçambique começaram a abraçar projectos na área imobiliária, acreditando que desse esforço poderá vir o reforço da capacidade na componente de serviços aeroportuários.

A população do distrito de Magude, província de Maputo, pediu hoje, ao Presidente da República, Filipe Nyusi, a construção de uma ponte sobre o rio Incomati e a reabertura da fronteira de Mapulanguene, com a África do Sul.

A solicitação foi manifestada num comício público orientado pelo Chefe do Estado, no âmbito da visita presidencial de dois dias, que efectua à província do Maputo.

A visita do Presidente visa avaliar o grau de realizações do Governo durante o mandato preste a terminar e auscultar as necessidades de cada província.

Os cidadãos de Magude argumentam, que a necessidade da ponte sobre rio Incomati deve-se à ocorrências de colisões na ponte, que transita comboio, viaturas e peões, o que dificulta a mobilidade e o fluxo de tráfego através daquele empreendimento.

Igualmente, desejaram ver a fronteira de Mapulanguene reaberta, para facilitar a comunicação com o vizinho África do Sul.

Relativamente à construção da ponte, o Presidente disse, que trata se de um problema já conhecido e a sua solução foi traçada.

Explicou que construção da ponte com uma extensão de 500 metros, é avaliada em cerca de 25 milhões de dólares norte-americano, e até ao momento não foi edificada, porque nos primeiros dois anos do mandato, o distrito foi assolado pela seca.

“A estiagem e a seca fez com que o Governo prioriza-se acções de emergência, para fazer face à crise, como distribuição de comida às populações e projectos de disponibilização de água às comunidades”, salientou.

E, quanto ao pedido de reabertura da fronteira de Mapulanguene, o Presidente referiu que a ideia é benéfica, mas é um processo muito complexo, porque exige interacção dos dois países vizinhos, nomeadamente, Moçambique e África do Sul.

Sendo assim garantiu que vai se analisar o caso e estudar a visibilidade do projecto.

NOVENTA hospitais de referência serão construídos até 2024 em igual número de distritos do país, ao abrigo da iniciativa “Um distrito, um hospital”, lançada ontem pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, com o objectivo de prover melhores serviços de saúde à população.

Para marcar o arranque do programa, o Chefe do Estado procedeu ao lançamento da primeira pedra para a construção do Hospital Distrital de Matutuíne, província de Maputo, unidade sanitária projectada para ter uma enfermaria com 26 camas, blocos operatório e administrativo, serviços de urgência, salas de consulta e tratamento externo, casa mãe-espera, maternidade, morgue, incineradora de lixo hospitalar, reservatório de água e residência para o pessoal médico.

Estas infra-estruturas estão avaliadas em cerca de 150 milhões de meticais e serão implantadas numa área de 1750 metros quadrados, devendo as obras ser concluídas em 11 meses, segundo dados divulgados na ocasião. Com cerca de 42 mil habitantes, o distrito de Matutuíne conta, actualmente, com 13 hospitais.

Falando na cerimónia, Filipe Nyusi disse que, numa primeira fase, a iniciativa presidencial “Um distrito,um hospital” vai permitir a construção de 15 unidades sanitárias com as mesmas características da que está a nascer em Matutuíne.

Esclareceu que os hospitais terão dimensões diferentes, uns dos outros, em função das necessidades de cada distrito, mas os serviços prestados serão similares em todas as unidades.

De uma forma geral, segundo Filipe Nyusi, estes hospitais deverão, entre outras condições, dispor de pelo menos algumas especialidades básicas, entre as quais cirurgia, ortopedia, laboratório, radiologia e banco de sangue.

“Esta iniciativa será materializada de forma faseada, devendo ser concluída no próximo quinquénio. Numa primeira fase serão 15 hospitais, mais um de Matutuíne”, garantiu o Chefe do Estado.

Sobre a escolha de 90 dos 154 distritos do país, o Chefe do Estado esclareceu que a ideia é complementar o número de hospitais já existentes e em fase de construção pelo país permitindo que cada uma destas regiões administrativas tenha unidades sanitárias de referência.

Neste momento, pelo menos 60 dos 154 distritos do país possuem hospitais de género, o que permite que as comunidades destas regiões deixem de percorrer longas distâncias para ter acesso aos serviços de saúde de qualidade.

“Isso vai concorrer para melhorar os indicadores de saúde da população, concorrendo assim para a promoção da justiça social no país”, disse Filipe Nyusi, acrescentando que estes hospitais serão edificados nas zonas onde haja maior concentração populacional e não nas sedes distritais.

O “Notícias” apurou que serão erguidos cinco hospitais em Maputo, igual número em Gaza, oito unidades em Inhambane e Sofala respectivamente, seis em Manica, dez em Tete e Cabo Delgado, treze na Zambézia, catorze em Nampula, e onze no Niassa.

A IMPORTADORA Moçambicana de Petróleos (IMOPETRO) acaba de lançar um concurso público internacional para identificar um fornecedor de perto de 26.350 mil toneladas de Gás de Petróleo Liquefeito (GPL) para alimentar o mercado.

A quantidade representa um aumento em cerca de 1.100 toneladas de gás comparativamente às quantidades que o país importa actualmente.

Para o segundo semestre do ano passado foram contratadas 20 mil toneladas de GPL sendo que para o primeiro semestre deste ano a quantidade subiu para 25.250 toneladas.

A IMOPETRO não revela as razões do crescimento das importações, acreditando-se, no entanto, que seja em resultado do aumento do consumo deste combustível, nos meios urbano e suburbano.

Entretanto, a Direcção Nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis já associou a corrida para o gás ao preço de carvão lenhoso, que fez algumas famílias mudarem radicalmente o tipo de combustível que vinham usando.

De salientar que, o país está paulatinamente a alargar as capacidades nacionais de armazenagem e enchimento do gás doméstico, factor que limita os volumes importados em cada lote semestral. Foi nesse sentido que entrou em funcionamento, no ano passado, um terminal oceânico de enchimento de botijas na cidade da Beira, província de Sofala.

Em nota divulgada ontem, a IMOPETRO, que actua como agente de procurement das companhias distribuidoras de GPL, aponta que as propostas deverão ser apresentadas até 24 de Julho corrente, acompanhadas de comprovativo de depósito de 100 mil dólares norte-americanos de garantia.

Os documentos do concurso estão a ser adquiridos junto da instituição ao valor de 10 mil dólares norte-americanos.

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