Director: Júlio Manjate

O SISTEMA de abastecimento de água às cidades de Maputo e Matola, condicionado desde a semana passada na sequência do rompimento da conduta adutora, vai hoje a ensaio de operação,após a conclusão da reposição da tubagem.

Até ao final da tarde de ontem, os empreiteiros da obra, a China Geo e a China Road and Bridge Corporation (CRBC), continuavam a montar os componentes da adutora, após a conclusão da betonagem da base e montagem de pórticos metálicos de suporte dos tubos.

A Vice-ministra das Obras Públicas, Habitação e Recurso Hídricos, Cecília Chamutota, que visitou as obras, garantiu que os trabalhos estão na fase derradeira e esforços estão a ser feitos para garantir que o abastecimento de água esteja normalizado a partir de amanhã.

“Os trabalhos estão a correr de acordo com o cronograma pré-estabelecido,que é de 10 dias. Já está concluída a instalação da superestrutura metálica de suporte à tubagem, estando em curso a montagem das condutas. Acreditamos que amanhã vão iniciar os ensaios e o restabelecimento da ligação a partir de quarta-feira”, disse.

Questionada sobre a turvação da água, Chamutota afirmou ser normal,tendo em conta o facto de a empresa Águasdas Região de Maputo (AdeM) estar a recorrer a fontes alternativas, mas garantiu que o recurso possui padrões recomendáveis para o consumo humano.

Chamutota recordou que a AdeM está a implementar, desde sexta-feira, um plano de distribuição de água às cidades de Maputo e Matola para minimizar os transtornos gerados pela avaria do sistema.

Ao abrigo do plano, foi operacionalizadoum“by pass”como objectivo de isolar a área de trabalho e maximizar o transporte de água de dois mil para cinco mil metros cúbicos por hora.

Com esse arranjo,os centros distribuidores passaram a disponibilizar água em dias alternados, contra a anterior situação de dois dias. Os bairros servidos pelos centros distribuidores da Maxaquene e Intaka estão a ter fornecimento diário e por períodos que variam entre seis e 13 horas.

Este reforço está a ser acompanhado pelo uso de camiões-cisterna nas zonas críticas das cidades de Maputo e Matola, onde já foram instalados 25 depósitos e fontanários móveis.

FALECEU na madrugada de ontem em Lisboa, Portugal, aos 79 anos de idade, o antigo Primeiro-ministro da República de Moçambique Mário da Graça Machungo, vítima de doença.

São escassas as circunstâncias da morte, mas uma fonte familiar disse ao nosso jornal que há cerca de quatro anos que Mário Machungo se vinha debatendocom cancro, tendo desde logo iniciado o tratamento.

Nos últimos anos, e para evitar constantes deslocações entre Maputo e Lisboa, Mário Machungo havia-se fixado em Portugal de modo a facilitar o acesso a cuidados especializados.

A nossa fonte acrescentou ser ainda prematuro avançar outras informações sobre o sucedido, mas assegurou que tudo está a ser feito para que a transladação do corpo seja feita no mais breve espaço de tempo.

Um comunicado da Presidência da República recebido na nossa Redacção refere que oportunamente serão fornecidos detalhes  sobre o programa das exéquiasde Mário Machungo.

Nascido a 1 de Dezembro de 1940,em Xicuque, na província de Inhambane, Mário Machungo foi combatente da Luta de Libertação Nacional que conduziu à independência do paísem 1975.

Entre 1974 e 1975, Mário Machungo desempenhou as funções de Ministro da Coordenação Económica do Governo de Transição.

No pós-independência ocupou vários cargos ministeriais,destacando-se o de Primeiro-ministro da República de Moçambique, de 17 de Julho de 1986 a 16 de Dezembro de 1994.

De 1975 a 1976 foi Ministro da Indústria e Comércio; Ministro da Indústria e Energia de 1976 a 1978; Ministro da Agricultura de 1978 a 1980;e Ministro do Planeamento e Desenvolvimento de 1980 a 1986.

No seu percurso político, Machungo foi eleito em 1977 membro do Comité Central e do Bureau Político do Comité Central do Partido Frelimo. Entre 1983 e 1986, acumulou as funções de governador da província da Zambézia.

Em 1995 foi membro-fundador do Millenium BIM, do qual chegou a ser eleito Presidente do Conselho Consultivo.

A URNA contendo os restos mortais de Marcelino dos Santos, Heróis Nacional, estará exposta hoje no Salão Nobre do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, localizado na Praça da Independência, onde permanecerá até às 20 horas, para ser homenageado porfamiliares, amigos e público em geral, que terão à sua disposição um livro de condolências.

A cerimónia de hoje marca início do funeral de Estado de Marcelino dos Santos, decidido na semana passada durante uma sessão extraordinária do Conselho de Ministros, na qual foi também decretado luto nacional de sete dias, a vigorar até amanhã.

Ontem, a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, que preside a Comissão Interministerial de Grandes Eventos Nacionais e Internacionais (CIGENI), explicou a jornalistas que a cerimónia de hoje começa com a partida do cortejo fúnebre da morgue do Hospital Central de Maputo para o Paços do Município de Maputo, onde a urna contendo os restos mortais do Major General Marcelino dos Santos será colocada em câmara ardente, permanentemente velada por membros das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).

O velório serádas 10:00 às 20:00 horas, enquanto decorre, em simultâneo, a assinatura do livro de condolências pelo público.

Segundo Verónica Macamo Ndlovo, o funeral de Estado realiza-se amanhã na Praça dos Heróis Moçambicanos, sob direcção do Presidente da República, Filipe Nyusi.

O programa do funeral refere que as cerimónias vão decorrer a partir das 9 horas, com a chegada à Praça da Independência dos membros do Governo, das delegações estrangeiras, membros da Comissão Política e do Secretariado do partido Frelimo,da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACLLN) e dos órgãos de soberania,que vão assinar o livro de condolências em função da sua hora de chegada.

A chegada do Presidente da República e esposa ao Conselho Municipal da Cidade de Maputo está prevista para as 10 horas, seguida da assinatura do livro de condolências, antecedendo o início formal da cerimónia.

Seguir-se-á a apresentação de mensagens dos netos do malogrado,filhos,desportistas, da ACLLN, do partido Frelimo e, por fim, o elogio fúnebre proferido pelo Presidente da República, antes da saída dos presentes para a Praça dos Heróis Moçambicanos.

O cortejo fúnebre para a Praça dos Heróis será acompanhado por uma escolta da Polícia da República de Moçambique e duas companhias das Forças Armadas de Defesa de Moçambique.

Na Praça dos Heróis,a urna contendo os restos mortais do Herói Nacional será recebida pelo Presidente da República, titulares dos órgãos de soberania, ministro dos Combatentes, secretária de Estado da cidade de Maputo e presidente do Município de Maputo, para as honras militares e colocação da urna no jazigo.

A presidente do CIGENI disse que,além de convidados nacionais,já confirmaram a presença nas cerimónias personalidades de países como África do Sul, Angola, Cuba e Zâmbia, algumas das quais conviveram com Marcelino dos Santos.

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Administrator: Rogério Sitóe

Administrator: Cezerilo Matuce

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