O ÚLTIMO balanço oficial dos danos humanos com a passagem do ciclone Idai aponta para 293 mortos e 1511 feridos, de um total aproximado de 345 mil pessoas afectados nas quatro províncias da região centro do país.

O Primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, alerta que este número pode subir ainda mais, uma vez que muitas pessoas continuam sitiadas, sobretudo na província de Sofala, onde, entretanto, prosseguem acções de resgate.

Carlos Agostinho do Rosário recordou que ainda esta semana sobrevoou as zonas de Nova Sofala, Búzi e Tica, onde, particularmente no Búzi, constatou a existência de muitas pessoas em refugiadas em copas de árvores à espera de serem recuperadas.

O PM reconheceu que o país vai necessitar de mais ajuda em meios aéreos para dar vazão às necessidades de intervenção, numa altura em que há registo para perto de 90 mil pessoas resgatadas pelas equipas de salvamento.

Falou igualmente de imensas culturas perdidas, destacando a milho. Segundo os últimos dados partilhados pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), até ontem estavam contabilizados 386 mil hectares de culturas perdidas, 43 unidades sanitárias e 2.867 salas de aula destruídas.

Neste momento, segundo o Primeiro-ministro, o desafio é libertar as escolas de forma que as aulas possam reiniciar na próxima segunda-feira.

“Pretendemos que as pessoas saiam das escolas e sejam alojadas em centros provisórios onde possam aguardar pelo seu futuro. Continuamos com o desafio de unir esforços para salvar vidas e assistir às famílias que necessitam de água, comida, abrigo e muito mais”, sublinhou.  

Referindo-se à cidade da Beira, afirmou que está em curso um trabalho substancial, pois esta cidade esteve bloqueada em termos de comunicação, vias de acesso, energia eléctrica mas, mercê do trabalho do governo e seus parceiros, já se pode comunicar com o resto do país e com o mundo.

“A energia está a aparecer gradualmente na Beira. Isso podia ter acontecido há mais tempo, mas temos que ter cautela para que não haja ninguém electrocutado. Andamos pela cidade e reparamos que ainda há muitos fios espalhados e ligar nestas condições podemos aumentar a tragédia”, explicou.

Carlos Agostinho do Rosário abordou igualmente a questão da estrada Beira-Manica, apontando que há esforços no sentido de que até a próxima semana a mesma seja reaberta.

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