UM milhão e cem mil pessoas vão tomar a segunda dose da vacina contra cólera nos distritos de da Beira, Búzi, Dondo e Nhamatanda, em Sofala, e Mecúfi, Metuge e Pemba, na província de Cabo Delgado, no âmbito do programa de controlo desta enfermidade nas áreas recentemente atingidas pelos ciclones Idai e Kenneth.

Em Cabo Delgado, a iniciativa vai cobrir 250 mil pessoas e vai decorrer de segunda a sexta-feira da próxima semana. Já em Sofala, a campanha vai decorrer de 15 a 19 de Julho próximo, esperando-se que alcance 850 mil pessoas.

O facto foi anunciado esta quinta-feira pelo director-geral do Instituto Nacional de Saúde (INS), Ilesh Jani, falando à imprensa sobre a situação epidemiológica do país, em particular das zonas mais afectadas pelos ciclones Idai e Kenneth.

Nesta campanha, segundo a fonte, espera-se vacinar todos indivíduos que tomaram a primeira dose, de modo a garantir-se a necessária imunização contra a doença por um período de cinco anos.

“É uma vacina de toma oral, ou seja, é tomada pela boca e nós vamos vacinar todos os indivíduos com mais de um ano de idade. A vacina produz uma imunidade ao nível do trato gastrointestinal e, para além disso, bloqueia a transmissão da cólera”, explicou Ilesh Jani.

A previsão do sector de Saúde é garantir que pelo menos 80 por cento da população vacinada na primeira fase tome a segunda dose, pois, o objectivo, segundo a fonte, é de se construir, nos distritos afectados, uma defesa contra a cólera nos próximos cinco anos.

Para alcançar a meta, Ilesh Jani anotou que o sector irá utilizar a estratégia de vacinação da primeira fase que é de disponibilizar a vacina em pontos fixos, tais como unidades sanitárias, assim como através de brigadas móveis. O trabalho será realizado por cerca de 600 profissionais de saúde previamente preparados.

Contudo, o director-geral do INS alerta que a vacinação é uma medida complementar de prevenção da cólera, havendo a necessidade de a população continuar a trabalhar nas medidas-chave para o controlo da doença, como sejam os cuidados que se devem ter com a água, o saneamento do meio, a observância das medidas de higiene individual e colectiva.

Em relação à situação epidemiológica do país, Lorna Gujral, chefe do departamento de Epidemiologia do Ministério da Saúde, referiu-se à redução de óbitos por malária no período de Janeiro a 10 de Junho deste ano, durante o qual foram registados 425 mortes contra 545 casos registados em igual período do ano passado.

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