O Governo moçambicano mandou uma equipa das Forças de Defesa e Segurança para investigar as circunstâncias do baleamento mortal de dois agentes da guarda fronteira, na Ponta do Ouro, por supostos militares sul-africanos, na tarde do último domingo.

O facto foi anunciado esta segunda-feira (17) pelo ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, José Pacheco, à margem dos preparativos da XII Cimeira Estados Unidos-África, a ter lugar em Maputo.

Segundo o Ministro Pacheco, as Forças de Defesa e Segurança, particularmente a Polícia da República de Moçambique, está a trabalhar para entender o que é que, efectivamente, motivou o incidente e, só depois disso, é que o governo poderá encetar acções com vista ao esclarecimento, sobretudo com vista a que o incidente não crie um mau estar nas relações bilaterais entre Moçambique e África do Sul.

Pacheco adiantou que depois de colhidos dados, no terreno, o Governo moçambicano vai procurar esclarecimentos junto da parte sul-africana, preservando sempre as relações de amizade entre os dois países.

Não se sabe ainda ao certo quando serão divulgados os resultados do inquérito, mas o ministro José Pacheco assegurou que a informação será partilhada oportunamente.

Na mesma ocasião, José Pacheco foi questionado sobre a detenção de 12 moçambicanos na República Democrática do Congo acusados, de ligações aos ataques que tem vindo a ocorrer na província nortenha de Cabo Delgado.

Pacheco respondeu que o Governo está a trabalhar, pela via diplomática, com as Forças de Defesa e Segurança, para entender o que estará por detrás de tudo isso e, ver, que medidas de parte a parte, República Democrática do Congo e Moçambique, poderão primar pela responsabilização, em caso de confirmação do acto de treinamento para integrar grupo de malfeitores em Moçambique. (RM)

Associação de Defesa dos Direitos dos Polícias lamenta morte de agentes da Guarda-Fronteira

A Associação Moçambicana de Defesa dos Direitos dos Polícias (AMOPAIP) diz ter tomado conhecimento do baleamento mortal de dois agentes da Guarda-Fronteira moçambicana, na fronteira de Ponta de Ouro, com profunda mágoa e consternação.

Em comunicado, a AMOPAIP refere que o acto, alegadamente, perpetrado por militares sul-africanos, revela crueldade, ao mesmo que a associação conforta as famílias das vítimas e a todos os membros da PRM.

A agremiação acrescenta ainda, no documento, que tudo fará para que o caso seja esclarecido e que eventuais medidas sejam tomadas, segundo noticiou a Rádio Moçambique.

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