Director: Lázaro Manhiça

A CONSTRUÇÃO da fábrica flutuante que vai processar o gás natural do Coral Sul, na Área 4 da Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, entra hoje na etapa decisiva, com o lançamento da plataforma ao mar esta manhã a partir dos estaleiros navais da cidade de Busan, na Coreia do Sul, onde está a ser produzida desde Setembro de 2018.

Com um comprimento superior a 430 metros, a infra-estrutura entra para o mar com um peso estimado de 140 mil toneladas, que mais tarde serão acrescidos por 12 módulos de produção e processamento de gás com cerca de 60 mil toneladas e ainda um complexo residencial com capacidade para albergar 350 trabalhadores.

Todas estas componentes estão paralelamente a ser produzidas nos estaleiros navais da Samsung Heavy Industries, em Busan, mas a plataforma deverá mais tarde ser ligada a outras unidades que estão a ser fabricadas em Singapura, França, Itália ou mesmo nos Estados Unidos da América.

Falando a jornalistas a partir do estaleiro de Busan, Lucas Fraccenda, engenheiro responsável pela construção do navio, módulos e do bloco residencial, explicou que amanhã a plataforma será ligada ao complexo residencial.

Mais tarde, ainda este ano, vai iniciar a integração dos módulos, para depois, em finais de 2021, iniciar a movimentação do navio para Moçambique, onde também será necessário realizar outras actividades de finalização e de ligação com os poços submarinos que neste momento estão a ser abertos por uma companhia denominada Saipem.

“Devo explicar que o lançamento hoje do navio ao mar é um momento importante na trajectória do projecto Coral Sul desde que iniciou em Setembro de 2018 a produção da plataforma flutuante. Esta é uma das actividades muito peculiares para este tipo de indústrias, porque é o momento que, pela primeira vez, a embarcação entra em contacto com o mar. Esta operação inicia às zero horas de hoje”, disse Fraccenda.

Durante a visita ao estaleiro o responsável da ENI explicou ainda que os 24 blocos que compõem a plataforma flutuante deverão permitir a produção de 3,4 milhões de toneladas de gás por ano e uma capacidade de armazenamento que está fixada em 234 mil metros cúbicos.

Importa referir que a plataforma flutuante do Coral FNLG é dos maiores do mundo e será a primeira a fazer a liquefacção do gás extraído em águas profundas, a cerca de dois mil metros.

Em Moçambique o navio FLNG estará ancorado a cerca de 50 quilómetro da costa da península de Anfugi, na província de Cabo Delgado.

É um projecto de grande complexidade e que na fase de operação também deverá gerar energia eléctrica para se auto-alimentar em cerca de 200Mw, ou seja, muita corrente que seria suficiente para alimentar toda a Zona Norte de Moçambique.

Para testemunhar o lançamento da plataforma flutuante ao mar estão presentes em Busan representantes das instituições do Governo moçambicano, das empresas construtoras da infra-estrutura, jornalistas e outros convidados.
O Bloco Área 4 tem como operadores a Mozambique Rovuma Ventures, uma parceria detida pelos grupos ExxonMobil, ENI e China National Petroleum Corporation, que em conjunto controlam 70 por cento da participação, estando os restantes 30 por cento divididos em partes iguais entre os grupos português Galp Energia, o sul-coreano Kogas e o braço empresarial do Estado moçambicano ENH - Empresa Nacional de Hidrocarbonetos.

TITOS MUNGUAMBE, em Busan
 

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