Director: Júlio Manjate

O Governo moçambicano garante que vai fazer a sua parte, trabalhando com honestidade e franqueza, com vista a criar condições para que tudo o que foi discutido e acordado na Cimeira de Investimento Reino Unido-África, realizada esta semana na capital britânica, Londres, possa ser implementado.

O compromisso foi assumido pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, intervindo na abertura da mesa redonda sobre Moçambique, organizada na sequência da cimeira. Na ocasião, o Ministro britânico de Estado para África, Andrew Stephenson, anunciou para 27 de Abril próximo, na capital britânica, a realização de um encontro para avaliar os progressos na implementação dos projectos chancelados entre empresas do Reino Unido e dos vinte países africanos que tomaram parte no evento.

A perspectiva é também que, nessa altura, se faça o ponto de situação em relação a parcerias entre empresas e instituições africanas, um dos procedimentos que foi encorajado pela cimeira, por constituir um condimento para o fortalecimento da sua capacidade, melhorando o seu peso nas relações de parceria.

Segundo Filipe Nyusi, o crescimento da população em África, particularmente em Moçambique, coloca aos países o desafio de elevar a sua capacidade de produção de alimentos, sendo essa a razão de fundo da eleição, pelo Governo moçambicano, da agricultura como uma actividade prioritária. Aliás, de acordo com Nyusi, a escolha do lema “Promovendo as oportunidades no sector da agricultura e na cadeia de valor dos projectos de gás natural liquefeito em Moçambique” é outro dos indicadores da importância que os países africanos atribuem a este sector.

“Temos objectivos claros em relação a este assunto. Queremos colocar os nossos projectos de desenvolvimento na montra para termos investimento. Estamos no início de um ciclo de governação e temos tudo para podermos colaborar e visualizar o que estamos a fazer. A escolha do tema para esta mesa-redonda é uma chamada de atenção para que a gente desperte e perceba que, apesar do potencial de gás natural que o país tem, o povo precisa de comer e, de facto, do gás pode-se avançar com diversas iniciativas tendentes a produzir comida”, explicou Nyusi.

O Chefe do Estado lembrou que em Moçambique a agricultura é uma actividade tradicional que faz renda para mais de 68 por cento da população.

“O país está em posição de produzir soluções, tirando vantagem das condições que tem e que só precisam de ser capitalizadas. Queremos desenvolver a agricultura em toda a sua cadeia de valor. Os hidrocarbonetos trazem muitas oportunidades para a nossa agricultura crescer, a principal das quais é o mercado que está assegurado.” disse o Chefe do Estado.

Acrescentou que os hidrocarbonetos têm potencial para espevitar a produção de energia que, por sua vez, pode estimular a agro-indústria e o agro-processamento; a produção de fertilizantes que, embora o país ainda não use muito já que possui terra  fértil, chegará uma altura em que será necessário fazer uma agricultura intensiva para responder à demanda de produtos.

Com os recursos provenientes dos hidrocarbonetos, segundo explicou, será possível  financiar a agricultura em áreas determinantes como investigação e irrigação, para gerir melhor a água que actualmente só causa problemas.

Segundo Filipe Nyusi, na busca de soluções para os problemas do país, Moçambique trabalha com parceiros de todo o mundo, mas, e recuperando uma analogia feita pelo Primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, na abertura da cimeira de investimento, “... é tudo como os dedos da mão que são todos diferentes”. Portanto, não tem que haver preocupação com o facto de trabalharmos com este e aquele.

Por seu turno, o Ministro britânico de Estado para África assegurou que o seu país está preparado para trabalhar com Moçambique em parcerias que ofereçam futuro próspero para as pessoas e para as empresas.

“Vamos colocar o peso das instituições financeiras britânicas atrás dos esforços para alavancar os investimentos, o que inclui, entre outros, quarenta milhões de libras para os próximos cinco anos no sector da agricultura, mais setenta milhões para o sector financeiro. O sector privado tem um papel importante a desempenhar neste processo, pois, na verdade, os desafios globais requerem soluções inovadoras que funcionem para todos. Há muita coisa a acontecer, mas queremos fazer muito mais”, disse o governante britânico.

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