Director: Lázaro Manhiça

O MINISTRO da Indústria e Comércio, Carlos Mesquita, convidou os empresários noruegueses a investir em Moçambique e a colaborarem com parceiros nacionais na transformação e profissionalização da agricultura e geração de exportações.

Intervindo no Fórum de Negócios ontem realizado em Maputo, no quadro da visita que o príncipe herdeiro da Noruega efectua ao país, Carlos Mesquita explicou que a vontade de ver o investimento a ser canalizado para a agricultura assenta no facto de os hidrocarbonetos poderem gerar matéria-prima cuja transformação pode galvanizar o desenvolvimento económico do país.

Apontou que a partir do gás natural é possível produzir fertilizantes, combustíveis líquidos sintéticos, produtos da indústria metalúrgica ou metalomecânica, entre outros, que podem impulsionar o sector industrial.

Por outro lado, também pode contribuir para o alargamento da base produtiva e estimular a  diversificação da base produtiva, que assenta na agricultura, infra-estruturas, turismo e educação.

Com uma contribuição de mais de 25 por cento no Produto Interno Bruto, empregando mais de 80 por cento da força de trabalho e com mercado regional e mundial assegurado, a agricultura cria a segurança alimentar e nutricional das populações, para além de contribuir para a substituição de algumas importações.

“O desenvolvimento deste sector é a maior prioridade do nosso Governo e gostaríamos de chamar à vossa atenção para a exploração da vasta gama de oportunidades de investimento neste sector, com destaque para as culturas alimentares, como cereais (milho, trigo, arroz, soja), hortícolas, frutas, produtos orgânicos, com uma demanda cada vez maior no mercado europeu, bem como culturas de rendimento, com destaque para a macadâmia, castanha de caju, algodão, tabaco e gergelim”, enumerou Mesquita.

A Política e Estratégia Industrial (PEI 2016-2025) apresenta a indústria química como um dos sectores prioritários a ser desenvolvido de forma a maximizar as cadeias e acréscimo de valor, as ligações empresariais, as oportunidades de emprego, redução da dependência das importações e estímulo ao desenvolvimento socioeconómico no país.

Ainda durante o Fórum de Negócios, o príncipe herdeiro da Noruega, Haakon Magno, manifestou satisfação pela cooperação com Moçambique, considerando que no domínio agrícola já existem algumas experiências bem sucedidas que precisam ser fundamentadas.

Haakon Magno apontou o exemplo da castanha moçambicana, que através de parcerias estabelecidas entre empresas nacionais e norueguesas é exportada para aquele país.

Aliás, o próprio príncipe destacou-se como um dos grandes apreciadores da castanha de caju moçambicano, tendo chegado mesmo a considerá-la como um dos melhores produtos do mundo.

Importa referir que, para além da agricultura, algumas empresas norueguesas já estão estabelecidas em Moçambique, estando a actuar, para além do sector do gás natural, também na energia, finanças, entre outros.

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente: Júlio Manjate

Administrator: Rogério Sitoe

Administrator: Cezerilo Matuce

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