Director: Júlio Manjate

OS moçambicanos vão continuar a honrar a memória dos seus heróis através do combate a todas as formas que atentam contra o desenvolvimento e estabilidade social, nomeadamente as forças estranhas que procuram colocar travão à marcha do país rumo à paz e emancipação económica.

O compromisso foi assumido ontem pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, falando no elogio fúnebre do poeta e revolucionário, Marcelino dos Santos, cujos restos mortais foram ontem depositados na cripta dos heróis, na cidade de Maputo.

Segundo o Chefe do Estado, Marcelino dos Santos parte num momento singular da história de Moçambique, em que o país enfrenta vários desafios que exigem níveis elevados de empenho ao trabalho e patriotismo dos moçambicanos.

“Perante o teu corpo juramos que, tal como no passado, não vacilaremos. Juramos defender com nossas vidas cada palmo do nosso território, a soberania, a unidade nacional, as maiores conquistas do povo moçambicano”, disse Filipe Nyusi.

Referiu ainda que neste ciclo de governação será honrada a agricultura e a indústria com que Marcelino dos Santos sonhou como pilares para o desenvolvimento da economia moçambicana. “Estes princípios ficaram por sua mão registados na primeira Constituição da República, redigida em Inhambane, em 1975”, acentuou.

Filipe Nyusi falou ainda da luta pela justiça social que, segundo indicou, será conseguida por via da transformação dos recursos naturais em riqueza que deve servir aos moçambicanos e não a apenas um grupo de pessoas, sejam elas nacionais ou estrangeiras.

“Estamos aqui para celebrar a sua verticalidade, coerência, franqueza, o seu trato simples”, disse o Presidente da República, caracterizando Marcelino como um dirigente coerente e de convicções firmes, que esteve sempre a pensar no povo.

O velório iniciou por volta das 9.00 horas, com a assinatura do livro de condolências por diversas personalidades, pela família, membros do Governo, órgãos de soberania, combatentes, partido Frelimo, corpo diplomático, e partidos políticos da oposição, incluindo a Renamo, representada pelo seu  presidente, Ossufo Momade e alguns deputados deste partido na Assembleia da República.

Em mensagem apresentada na ocasião, o secretário-geral da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACLLN), Fernando Faustino, disse que esta organização perdeu um dirigente de grandes qualidades humanas, que demonstrou a sua bravura na defesa da causa da independência nacional e da soberania dos moçambicanos.

Por seu turno, o secretário-geral da Frelimo, Roque Silva, afirmou que este partido vai manter vivos os princípios que o malogrado defendeu, sobretudo ideais centrados no bem-estar do povo e que mantém o partido como o maior em Moçambique e uma referência em África e no mundo.

Nuro Americano, antigo futebolista, leu a mensagem em nome dos desportistas, na qual o malogrado é recordado como dirigente abnegado e defensor de valores para o desenvolvimento do desporto e que conquistou estima e admiração sendo exemplo de luta, coragem e determinação.

Depois do velório, os restos mortais de Marcelino dos Santos percorreram algumas artérias da cidade de Maputo, nomeadamente, as avenidas Olof Palme, Eduardo Mondlane, Guerra Popular e Acordos de Lusaka, até à Praça dos Heróis Moçambicanos, onde foram depositados na cripta, numa cerimónia com honras de Estado, testemunhada por numerosas pessoas.

Alcides Tamele

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

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