Director: Júlio Manjate

OS restos mortais do antigo Primeiro-Ministro,Mário Machungo, falecido na madrugada do dia 17 de Fevereiro corrente, em Lisboa, Portugal, vão a enterrar na segunda-feira, pelas 15.00 horas, no Cemitério de Lhanguene, em Maputo, segundo informação confirmada ontem pelo porta-voz da família, Narciso Matos.

Segundo deliberação do Conselho de Ministros, reunido em sessão ordinária na última terça-feira, Mário Machungo terá um funeral oficial, nos termos definidos no Decreto 47/2006, de 26 de Dezembro, que aprova as normas do protocolo do Estado. Ainda segundo decisão do Governo, o país vai observar um luto nacional em memória a Mário Machungo, a partir de 0.00 hora de domingo, dia 23 de Fevereiro até às 24.00 horas de segunda-feira, 24 de Fevereiro, dia das exéquias.

Durante o período de luto, a bandeira nacional será içada a meia haste em todo o território nacional e nas missões diplomáticas e consulares da República de Moçambique.

De acordo com Matos, os restos mortais de Mário da Graça Machungo, deverão chegar ao país na manhã deste sábado, provenientes de Lisboa, devendo depois ser transportados para a capela da Igreja Anglicana São Cipriano, na cidade de Maputo, onde será celebrada missa de corpo presente.

No fim do dia, a urna contendo os restos mortais do antigo primeiro-ministro será transportada para a morgue do Hospital Central de Maputo onde será conservado até segunda-feira, dia do funeral no Cemitério de Lhanguene.

No próprio dia do funeral, as cerimónias terão início às 10.00 horas no Paços do Município da cidade de Maputo, onde haverá velório público para prestar a última homenagem a Mário Machungo até às 14.00 horas.

Mário Machungo perdeu a vida na segunda-feira, vítima de doença prolongada, em Lisboa, onde permaneceu nos últimos tempos em tratamento hospitalar.

Machungo é natural de Chicuque, cidade da Maxixe, província de Inhambane. Foi combatente na clandestinidade da luta de libertação nacional desde 1962 enquanto estudante no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras, em Portugal.

Depois da independência, Mário Machungo desempenhou diversas funções desde o Governo de Transição onde assumiu a pasta de Cooperação e Economia, em 1974.

Entre 1975 e 1976 foi ministro da Indústria e Comércio no primeiro Governo de Moçambique independente e, no mesmo ano foi indicado ministro da Indústria e Energia até 1978, quando foi chamado a assumir o Ministério da Agricultura.

Em 1980, Machungo esteve a acumular o cargo de ministro da Agricultura e do Plano até 1983 quando foi convidado a dirigir a província da Zambézia onde permaneceu até 1986.

No mesmo ano foi nomeado primeiro-ministro no Governo formado pelo Presidente Joaquim Chissano, cargo que desempenhou até 1994, depois da realização das primeira eleições multipartidárias no país.

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