Director: Júlio Manjate

Moçambique e França manifestaram intenção de cooperar na área dasegurança marítima. A vontade foi expressa pelo Ministro da Europa e dos Negócios Estrangeiros da França, Jean-Yves Le Drian, na audiência que lhe foi concedida sexta-feira pelo Presidente da República, Filipe Nyusi.

Aliás, esta é uma área que preocupa sobremaneira as autoridades moçambicanas,que já se debatem com clima de insegurança que se instalou em alguns distritos do norte da província de Cabo Delgado.

“Foram discutidos com o Presidente da República vários aspectos, incluindo os ligados àsegurança marítima,e nós vamo-nos estabelecer numa lógica de países vizinhos”, disse o ministro francês.

“Os desafios em termos de segurança são iguais porque somos vizinhos”, acrescentou.

Referiu que o assunto poderá ser discutido em privado com mais profundidade àmargem da 28.ª Cimeira França-África, a ter lugar em Junho, na cidade de Bordeaux, para aqual o estadista moçambicano é um dos convidados.

Anunciou que a França também está disposta a apoiar Moçambique no processo de paz, bem como a impulsionar o desenvolvimento económico e social.

A última visita de um ministro francês dos Negócios Estrangeiros a Moçambique foi há quase 20 anos, disse Le Drian, pelo que já não era sem tempo.

Sobre a cooperação económica, anunciou que existem cerca de 60 empresas francesas a operar em Moçambique, que criaram cerca de 12 mil postos de trabalho, a maioria dos quais nos sectores de agro-indústrias, pesca e energias renováveis.

Disse que Moçambique acaba de descobrir enormes reservas de gás natural,e a França dispõe de empresas e tecnologia que podem ser muito úteis na exploração deste recurso.

“Portanto, é uma cooperação numa perspectiva de ganhos mútuos, com potencial para criar cerca de 14 mil postos de trabalho neste sector em particular”, afirmou.

A Ministra moçambicana dos Negócios Estrangeiros e Cooperação disse, por seu turno, que foi um encontro para a partilha de informações sobre a situação política, económica e sócio-cultural dos dois países. “Também foi abordada a necessidade de elevar a cooperação económica para outros níveis”.

No âmbito do processo de paz no país,o ministro francês inteirou-se do estágiodoDesarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) da força residual da Renamo, o maior partido da oposição em Moçambique.

“O DDR já em curso tem em vista fazer com que o país viva em paz,para que possa relançar mais a sua economia, para criar o bem-estar dos moçambicanos”, disse a ministra.

Durante o encontro, segundo Verónica Macamo, também foi abordada a questão de insegurança em Cabo Delgado,que preocupa todos os cidadãos,e a necessidade de uma solução holística para o problema.

A chefe da diplomacia moçambicana advertiu que não se pode olhar para o problema pensado apenas em armas, pois também urge considerar outras soluções que podem restituir a paz e segurança,fundamentais para odesenvolvimento naquela zona e bem-estar das comunidades.

Nyusi aproveitou a oportunidade para convidar o seu homólogo a visitar Moçambique no final deste ano ou início do próximo.

(AIM)

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