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Director: Júlio Manjate

O Presidente da República, Filipe Nyusi, defende que Mário Machungo foi um homem de carácter singular e de um saber abrangente; um combatente acérrimo que se entregou à causa da independência política e económica de Moçambique.

No elogio fúnebre que proferiu ontem durante o velório do antigo primeiro-ministro, falecido no dia 17 Fevereiro em Lisboa, Portugal, vítima de doença, o Chefe do Estado disse que o país perdeu um forte defensor da independência política e económica.

O Presidente da República reconhece o malogrado como tendo sido um combatente acérrimo na clandestinidade, durante a luta de libertação nacional, primeiro em Portugal, onde esteve a estudar, e mais tarde a nível interno.

“Mário Machungo fez-se uma importante figura do Moçambique contemporâneo, tendo desempenhado, com particular distinção, funções de reconhecido mérito na política, economia e na banca”, destacou o Presidente da República, que participou na cerimónia acompanhado de sua esposa, Isaura Nyusi.

Estiveram igualmente presentes diversas personalidades do Governo, dos órgãos de soberania, familiares, amigos e antigos colegas que foram prestar a última homenagem a Mário Machungo, cujos restos mortais foram ontem a meio da tarde a enterrar no Cemitério de Lhanguene, na capital do país.

Segundo destacou Filipe Nyusi, o país perdeu um nacionalista convicto, um exímio economista, um lutador pela justiça, liberdade e igualdade, cuja grandeza de alma é uma lição que permanecerá enraizada nos moçambicanos.

“A sua capacidade mobilizadora e o seu espírito de organização constituíram factores decisivos para o desempenho, com brio, de vários cargos directivos no país, desde o Governo de transição, e teve como auge com a sua indicação para o cargo de primeiro-ministro” , disse.

Lembrou que Mário Machungo contribuiuna área legislativa como deputado da Assembleia Popularecomo deputado da primeira legislatura multipartidária, dando contributos inestimáveis para a construção do país que acabava de renascer e com responsabilidade.

Nyusi reconheceu ainda as qualidades de Mário Machungo como docente universitário, contribuindona formação do “Homem novo” como docente e como director da Faculdade de Economia da Universidade Eduardo Mondlane.

As ferramentas adquiridas na academia, de acordo com Nyusi, e a sensibilidade da vida política permitiram a Mário Machungo suprir as limitações geográficas e económicas para que o país implementasse o Programa de Reabilitação Económica (PRE), numa altura em que fazia transição de uma economia centralmente planificada para a economia de mercado.

Nas diversas mensagens apresentadas no velório que decorreu no Salão Nobre do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, foi vincada a imagem de Mário Machungo como um homem fiel à pátria moçambicana, dedicado à revolução, ao progresso social, à amizade e à solidariedade, um homem que esteve sempre focado no alcance da independência política e económica de Moçambique.

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Administrator: Rogério Sitóe

Administrator: Cezerilo Matuce

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