Director: Lázaro Manhiça

O GOVERNADOR do Banco de Moçambique afirmou sexta-feira, em Chimoio, que um dos desafios para a política monetária em 2021 é o risco do agravamento do endividamento público, dada a necessidade de financiar as acções de combate ao terrorismo e mitigação dos efeitos da Covid-19.

Falando no encerramento do 45º Conselho Consultivo do Banco de Moçambique, que vinha decorrendo desde quarta-feira na capital provincial de Manica, Rogério Zandamela afirmou que as perspectivas apontam para uma recuperação lenta da actividade económica, com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) a situar-se abaixo de quatro por cento, muito aquém do seu potencial.

Assegurou que a instituição que dirige está consciente de que a mitigação destes e outros riscos requer o aprofundamento de medidas estruturais que ultrapassam a esfera da política monetária.

“Continuaremos a trabalhar em estreita coordenação com as instituições do Governo, visando a implementação de medidas para assegurar a estabilidade macroeconómica e do sistema financeiro”, disse o responsável.

No tocante à política monetária e cambial, Rogério Zandamela afiançou que o Banco de Moçambique está atento para tomar medidas que se mostrem adequadas para estabilizar a inflação em um dígito.

Reafirmou o compromisso do Banco Central de modernizar cada vez mais o sistema nacional de pagamentos, alinhando-o com os padrões internacionais. Neste contexto, anunciou que trabalhos visando a implementação de uma nova plataforma de pagamentos interbancários, ao abrigo do contrato celebrado com a EURONET, encontram-se na fase final, pelo que os clientes dos bancos poderão beneficiar deste sistema ainda este ano.

A fonte garantiu ainda que, apesar de vários constrangimentos, a instituição que dirige continuará a apoiar os esforços para uma maior inclusão financeira no país, incentivando a presença de serviços e produtos financeiros nas zonas desprovidas e privilegiando meios electrónicos de pagamento.

Ainda ontem, o Banco de Moçambique reuniu-se com os actores económicos da província para debater a mineração artesanal e de pequena escala como factor dinamizador de crescimento da província de Manica.

Perante empresários, representantes de instituições bancárias e académicas, entre outros, Zandamela referiu que apesar da importância do potencial do sector mineiro para a economia nacional, o mesmo ainda não constitui motor de geração de renda, emprego e bem-estar das populações envolvidas na sua exploração.

Indicou que ao escolher o tema sobre mineração para debate no Conselho Consultivo, a intenção do Banco Central era promover um debate que impulsione a contribuição da mineração artesanal e de pequena escala no crescimento económico do país. Para tal, de acordo com aquele responsável, tudo passa pela eliminação de elevados índices de informalidade no sector.

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente: Júlio Manjate

Administrator: Rogério Sitoe

Administrator: Cezerilo Matuce

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