Director: Lázaro Manhiça

O GOVERNADOR da província de Sofala, Lourenço Bulha, visitou, ao princípio da tarde, a delegação do “Notícias” na cidade da Beira com o objectivo de se inteirar das actividades e funcionamento do nosso “matutino” e dos desafios que a instituição enfrenta no seu dia-a-dia.

Durante a visita, o delegado da empresa nesta região do país, Eliseu Bento, explicou que, depois de um período em que os jornais chegavam com algum atraso à cidade da Beira, nos últimos meses o problema ficou minimizado, sendo que já é possível colocá-los à disposição dos leitores no mesmo dia esperando-se que tal se possa reflectir nos negócios da instituição.

Eliseu Bento referiu-se, igualmente, à nova opção de distribuição dos jornais “Notícias”, “Domingo” e “Desafio” via digital para fazer face ao grande desiderato de chegar aos pontos mais recônditos do país, sublinhando que este tem sido um grande desafio da empresa nos últimos tempos.

“Essa foi uma grande aposta porque se o jornal já chegava tarde à Beira era mais complicado colocá-lo nos distritos”, defendeu, recordando que esta situação fez com que muitos leitores deixassem de subscrever os produtos da empresa.

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O RECURSO aos poços tradicionais para suprir a falta de água da rede pública em muitos pontos da cidade da Beira está a resultar em vários transtornos à vida das comunidades, que têm registado tragédias, por exemplo, no bairro de expansão de Ndunda-2. Naquela área residencial, segundo apurámos, pelo menos cinco pessoas, entre elas crianças, morreram afogadas naquelas fontes à busca do recurso.

A Reportagem do “Notícias” trabalhou há dias naquela zona residencial, onde conversou com alguns moradores, que lamentam os contornos da situação. Os nossos entrevistados contaram ainda que as mortes se devem ao facto de poucas casas estarem ligadas ao sistema de abastecimento de água, tendo os moradores sido forçados a recorrer à abertura de poços tradicionais.

Inês Pedro, residente naquele bairro, começou por contar que o caso mais recente aconteceu no início do mês, quando uma criança, no meio da brincadeira, na companhia de outras, acabou caindo num poço perto da sua residência.

“Se o sistema de água abrangesse toda a população desta zona acredito que as mortes por causas como esta poderiam reduzir ou mesmo acabar, porque iríamos fechar os poços”, defendeu.

Recordou, no entanto, que as autoridades reuniram-se recentemente com os moradores possuidores de poços aconselhando-os a tapá-los ou a arranjarem alguma forma de impedir o acesso a menores.

Inês Pedro queixou-se, por outro lado, de a população de Ndunda-2 ter de percorrer longas distâncias para adquirir alguma quantidade de água potável para as suas necessidades quotidianas.

Outra moradora que aceitou falar à nossa Reportagem é Maria Luís, que lamentou a existência de apenas um fontanário para abastecer a todas as famílias, incapaz de satisfazer as necessidades de todos.

“Por isso acabamos por abrir poços para tentarmos minimizar o nosso sofrimento. Temos visto o Fundo de Investimento e Património do Abastecimento de Água (FIPAG) a trabalhar, talvez isso vai mudar alguma coisa nos próximos tempos”, perspectivou.

Enquanto tal não acontece, Maria Luís queixa-se de as famílias estarem a consumir água não segura, o que representa um perigo para a saúde. Recorda que por causa disso já foram reportados casos de diarreias na zona.

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OPORTUNISTAS estão a tentar inscrever-se indevidamente na cidade da Beira para beneficiarem dos valores destinados às famílias vulneráveis, no âmbito de mitigação dos efeitos da pandemia do Coronavírus.

O facto foi tornado público pelo delegado do Instituto Nacional de Acção Social (INAS) naquela urbe, Abdul Razak, apontando os periféricos bairros de Esturro e Ponta-Gêa como sendo os que estão a registar mais casos do género maioritariamente protagonizados por cônjuges, cujos parentes são funcionários e agentes do Estado.

Para fazer face à situação, Razak apontou que o INAS está a recorrer aos líderes comunitários e chefes de postos administrativos.

Considerou as tentativas de inscrição como uma confusão desnecessária, pelo facto de os critérios de selecção dos beneficiários terem sido anteriormente disseminados.

Recorde-se que a iniciativa se enquadra na concessão de um subsídio social directo, um processo que começou no final do ano passado com a identificação do grupo-alvo em todos os 26 bairros periféricos da cidade da Beira.

Na altura, o INAS, autoridades locais comunitárias, municipais e governamentais participaram na divulgação dos critérios de selecção dos beneficiários, tendo sido arrolados naquela urbe um total de 149.026 agregados e 36.944 na vizinha cidade do Dondo, totalizando 185.970 famílias.

A fonte clarifica que o que está a acontecer é a inscrição dos beneficiários deste subsídio depois de serem identificados durante o ano passado para poderem estar integrados no sistema.

Posteriormente, serão criadas condições para o pagamento dos valores sem risco de problemas da falta de clareza e beneficiando realmente quem mais necessita deste apoio.

Pretende-se assim apoiar agregados familiares chefiados por idosos, doentes crónicos, portadores de deficiências, crianças órfãs e desamparadas, mulheres grávidas sem qualquer fonte de renda, mulheres de baixa-renda vivendo com mais de cinco crianças, incluindo acolhedores de deslocados, entre outros grupos vulneráveis.

Para isso, reiterou o apelo de todos para que haja colaboração no sentido que este processo decorra sem sobressaltos, evitando também aglomerações na prevenção da Covid-19.

O delegado do INAS em Sofala aproveitou a oportunidade para exortar a todas as pessoas que considerou de má-fé a pautarem pela ordem e tranquilidade públicas.

Aos elegíveis, pediu que agudizem a vigilância denunciando tais indivíduos oportunistas.

Por outro lado, Abdul Razak denunciou a existência, igualmente, de oportunismo envolvendo alguns líderes comunitários, sobretudo dos chefes de dez casas, quarteirões e unidades de residências que pretendem inscrever as suas próprias famílias.

Advertiu, entretanto, que alguns episódios criminais serão encaminhados às autoridades da administração da Justiça.

O processo está a ser executado por 10 supervisores e 129 inquiridores atempadamente capacitados.

O pagamento dos valores às famílias beneficiárias está previsto para Novembro, sendo 1.500 meticais mensais que vão perfazer um total de nove mil.

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UMA pessoa morreu, semana semana, após ser atacada por uma manada de Elefantes, na localidade de Metuchira, distrito de Nhamatanda, em Sofala.

Os paquidermes haviam-se escapado do Parque Nacional da Gorongosa.

A mulher, de 65 anos, encontrava-se dormir na sua casa quando os animais investiram contra a habitação destruindo-a causando a morte da idosa. Dois netos menores, que acordaram sobressaltados escaparam.

Manuença Maibeque, fiscal do Parque Nacional da Gorongosa, diz que a deficiente vedação da área de conservação leva os elefantes e outros animais a invadirem as zonas residenciais.

Entretanto, garantiu que estão em curso acções para resolver o problema. -(RM)

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MAIS um autocarro de transporte de passageiros será em breve alocado à zona da Cerâmica, na cidade da Beira, na sequência da entrada em funcionamento de um mercado grossista na região.

Segundo o presidente do Conselho Municipal da Beira (CMB), Albano Carige, a medida surge para travar o desvio e/ou encurtamento de rotas e a especulação de tarifas nos últimos dias protagonizada pelos semicolectivos, aproveitando-se do facto de muitos vendedores dos mercados do centro da cidade estarem a demandar à zona à busca de produtos para a sua actividade.

“O munícipe não deve viver situações do género”, defendeu o autarca.

Paralelamente, Albano Carige revelou que ainda esta semana a edilidade vai montar uma tenda no mercado da Cerâmica, onde irá sugerir a colocação de agentes ao Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique, para assegurar a ordem e tranquilidade no local.

Carige assegurou que a tenda vai dispor de condições mínimas para que os agentes da PRM possam realizar o seu trabalho.

O presidente do Conselho Municipal da Beira explicou igualmente ao nosso Jornal que os agentes da Polícia da República de Moçambique irão operar em coordenação com a Polícia Municipal, para maior protecção dos grossistas.

Recordou que a decisão se segue a contactos havidos entre o Conselho Municipal e o comandante provincial da PRM de Sofala, o qual se teria queixado da falta de condições para a instalação de um posto naquele mercado.

O autarca apontou que numa primeira fase foram apontados alguns agentes para patrulhar a zona até à montagem de um posto, o que vai acontecer esta semana.

Por outro lado, Albano Carige afirmou que a edilidade, através da Vereação de Mercados e Feiras, está a sensibilizar vendedores grossistas de banana e cana-doce no mercado do Goto, que insistem em permanecer no local, para se fixarem no novo estabelecimento na Cerâmica.

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CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente: Júlio Manjate

Administrator: Cezerilo Matuce

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