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Director: Lázaro Manhiça

AS taxas de juro no acesso ao financiamento do Banco Mundial (BIRD) para a reconstrução pós-ciclones Idai e Kenneth estãoa agudizar o ambiente de frustração no seio da classe empresarial baseada na cidade da Beira.

Na globalidade já estão disponíveis na banca comercial 20 milhões de dólares norte-americanos,dos quais 15 milhões para crédito para Pequenas e Médias Empresas (PME) e os restantes cinco se destinam a doações das micro-empresas.

O pomo da discórdia surge pelo facto da instituição que aderiu a implementação da iniciativa, o Absa Bank Moçambique, ter fixado taxas de juro em 16,4 por cento, alegando haver acordo com o Banco Mundial e Fundo de Apoio à Reabilitação da Economia (FARE), em representação do Governo.

Basicamente, o desconforto surge em consequência das anteriores negociações desencadeadas naquela urbeentre agentes económicos afectados pelo temporal e a direcção máxima do Banco Mundial concluir que as taxas de juro a ser aplicadas no acesso àquele fundo não deveriam ultrapassar os10 por cento.

O sentimento foi manifestado esta semana na Beira durante encontro promovido peloAbsa para oesclarecimento das inquietações dos agentes económicos.

O membro da comissãoexecutiva do Absa,Pedro Carvalho, distanciou-se do então diálogo entre empresários da Beira eoBanco Mundial sobre o assunto, afirmando que “eu não fiz parte daquela conversa, mas fomos ditos para usar este critério”.

Contudo, mostrou-se solidário com a preocupaçãodos empresários da Beira, tendo-se comprometido em entrar em contacto com oBanco Mundial e ao FARE, aconselhando que “olhem para esta possibilidade para  se reergueremrapidamente”.

Carvalho disseque a linha de financiamento não é doação nem fundos perdidos. Tem origem no Banco Mundial, que canalizou ao Governo de Moçambique, que escolheu o FARE e o Absa para gerir os fundos.

“Ninguém está a dar a ninguém. Os fundos não ficam connosco (Absa), pagámos uma taxa de juro e vamos cobrar juro. Para já, o Absa é o único banco para esta linha de financiamento e talvez venhamaderir outros”, sustentou.

Consubstanciou ainda que a sua banca comercial está a usar 25 por cento desta linha de financiamento, sensibilizando que todos devem trabalharpara o crescimento da vida das comunidades e do país, em geral.

Por outro lado, referiu que a reclamação dos empresários da Beira não é a solução ideal do problema, sobretudo por esta linha de financiamento representar mais uma ferramenta, acreditando que muitos beneficiam de outros créditos bancários.

“Não vamos resolver todos os problemas das PMEmas este financiamento representa um trabalho extenso durante um ano, sendo que as condições básicas do acesso passam por concorrer”.

Para o efeito, o Absa diz ter responsabilidade com o Governo e o Banco Mundial, garantindo como níveis das empresas ou dos sócios, equipamentos e taxa de 16,4 por cento, num valor mínimo de crédito de um milhão de meticais.

Cada concorrente deve ter conta naquela instituição bancária, cujo prazo de pagamento está fixado entre um e cinco anos, devendo terminar até Dezembro de 2026, com pagamento de taxa de juro mensal.

Contempla ainda dois por cento de taxa de juros de mora cuja prioridade vai para as empresas com capital privado e tenham até 100 trabalhadores, incluindo contas de gestão dos últimos três anos.

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