Director: Lázaro Manhiça

SEIS indivíduos estão detidos na 1ª e 2ª esquadras da Polícia da República de Moçambique (PRM) na Beira, indiciados na prática do crime de roubo, homicídio e violação sexual.

O porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) em Sofala, Alfeu Sitoe, caracterizou ontem que o grupo é considerado perigoso e já perpetrou cerca de 15 assaltos nas bombas de combustível, mercearias e residências, tendo, consequentemente, matado oito indivíduos, dos quais um português e sete nacionais.

Segundo ele, num dos assaltos o bando tirou a vida de um cidadão de nacionalidade portuguesa e quatro nacionais que exerciam actividades de guardas, incluindo roubo de 40 mil meticais.

Já na incursão numa bomba roubaram 30 mil meticais e apoderaram-se na loja de 70 telemóveis, cujos assaltos se multiplicaram numa mercearia no Bairro da Manga, onde saquearam produtos alimentares e mataram um guarda, assaltaram igualmente uma bomba de combustível no Macurungo e retiraram 28 mil meticais.

Trata-se de F. Simbe, de 34 anos de idade, C. Saíde, 32, A. Fernando, 38, A. Guiliche, 37, D. Tomás, 21 anos, e S. Cambura, de 30, detidos desde esta quarta-feira na posse de uma arma de fogo e machados, tendo sido recuperados alguns bens.

Para além daqueles detidos, outros suspeitos em assaltos a residência em Inhamizua estão a monte, onde roubaram computadores, telemóveis, dinheiro e outros bens e mataram um vigilante.

Outro caso idêntico aconteceu na zona do Estoril, donde retiraram pertences alheios e violaram sexualmente uma menor de 16 anos de idade.

"Assaltaram uma residência de chineses no Bairro da Munhava, onde roubaram 400 mil meticais e tiraram a vida de um guarda, entre outros casos em menos de um ano, totalizando 15", enfatizou a nossa fonte.

Referiu ainda que A. Guiliche é antigo membro da PRM que desempenha funções de chefe da quadrilha, e se encontrava em liberdade provisória aguardando julgamento, marcado para próxima quinta-feira, acusado pelo mesmo tipo de crime.         

O Serviço Nacional de Investigação Criminal garante que diligências ainda decorrem com vista à neutralização de todos envolvidos neste tipo de casos para sua responsabilização.

Por sua vez, Omar Abdul, uma das vítimas, reconheceu dois dos seis suspeitos e contou que no dia do assalto à sua residência sofreu golpe com um machado que lhe atingiu na cabeça, tendo sido retirados alguns bens e mataram um segurança.

Desejou que os indiciados fossem condenados à pena máxima, porque, segundo ele, tais bandidos aterrorizavam a cidade da Beira.

Outra vítima é Moisés Manuel e confirmou que num fim-de-semana o grupo em causa assaltou a sua mercearia, amarrou o guarda, tendo culminado com a sua morte.

Por seu turno, Aissa Hassan reconheceu igualmente dois indivíduos e contou que no dia 27 de Abril aterrorizaram a sua residência, maltratando a sua família e saqueand vários bens.

A. Guiliche, considerado pelos seus comparsas o chefe da quadrilha, nega aquele cargo e lança culpas para C. Saíde, como tendo tirado a vida das pessoas e de usar a arma.

Saíde confessou que está metido na violação sexual e não sabe mexer em armas de fogo, mas aponta ter presenciado a morte de três vítimas.

Segundo ele, o grupo não acaba por aí. Existem outros a monte que também tiravam vidas de pessoas indefesas, na Beira.

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Presidente: Júlio Manjate

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