Director: Lázaro Manhiça

O FUNDO de Investimento e Património de Abastecimento de Água (FIPAG) está a reabilitar os reservatórios da Munhava, pela primeira vez desde que foram construídos, há 66 anos.

O director da Área Operacional na Beira daquela instituição, tutelada pelo Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, João Amiel, afirmou que as obras, que decorrem desde Outubro, visam evitar um eventual colapso do empreendimento.

Dos nove reservatórios, com capacidade de mil metros cúbicos cada, já foram concluídos três, decorrendo ainda obras em igual número de unidades, cuja conclusão está prevista para segunda-feira.

Segundo o cronograma das actividades em curso, depois disso vão ser igualmente reabilitados ainda este ano os restantes três tanques daquela zona residencial. A empreitada, que conta com fundos próprios e ajuda dos parceiros de cooperação em valores não revelados, consiste na impermeabilização e reparação de fissuras.

Devido às obras, funcionam desde Outubro apenas seis reservatórios na Munhava, reduzindo-se drasticamente a capacidade no fornecimento de água à cidade da Beira entre 25 mil e 27 mil metros cúbicos por dia para 18 mil.

Consequentemente a cidade ressente-se falta de água principalmente nos bairros periféricos localizados nos extremos da conduta adutora, cujo problema se espera minimizado na próxima semana com a conclusão da empreitada na Munhava.

Por outro lado, Amiel referiu-se à existência de um mega-projecto ainda na manga que deve arrancar entre 2023 e 2024 e que consistirá na construção de um depósito de 10 mil metros cúbicos.

Para a concretização do projecto, apurámos estar já em curso estudos de consultoria, havendo uma área reservada para o efeito no mesmo recinto do FIPAG, na Munhava.

Tudo isso acontece numa altura em que o sector beneficia, na Beira, de uma nova estação de bombagem de água a partir da localidade de Mutua, no distrito do Dondo, melhorando significativamente a viabilidade do sistema de abastecimento.

Neste momento o director do FIPAG na Beira indicou estar já na fase de ensaio do respectivo equipamento novo, decorrendo tentativas na descoberta de zonas consideradas críticas no abastecimento de água potável.

"Estamos a dar água por mais horas e com os mesmos volumes, no âmbito do projecto WASIS-2, que praticamente está na fase final da produção e elevação no melhoramento no abastecimento de água".

Trata-se do projecto de expansão da rede de água com uma extensão de 150 quilómetros da rede pelos diversos bairros críticos da cidade da Beira, como Cerâmica, Inhamizua, Matadouro, Nunda, Manga, Nova-Chamba.

Tal inclui a reabilitação do sistema na zona cimento, concretamente Ponta-Gêa, Maquinino, Macúti, Estoril, Macurungo, entre outros. Como impacto aumentou a capacidade no abastecimento de água para 50 mil metros cúbicos por dia durante 13 horas, havendo zonas fornecidas durante 24 horas.

Mesmo as antigas zonas críticas de Manganhe, Macurungo e Esturro, para além das zonas de expansão de Mandruzi, Canhandula, Canhandula, Mutua, entre outros, a situação decorre sem sobressaltos.

Pretende-se assim descongestionar gradualmente o fornecimento de água na cidade da Beira e seus arredores, sobretudo na vizinha autarquia do Dondo, através da criação de seis pequenos sistemas do abastecimento ao longo do traçado da conduta adutora.

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