Director: Lázaro Manhiça

COLOCAÇÃO de velas, flores e orações num local para o efeito preparado, na Praça do Município, foi a forma encontrada pelo Conselho Municipal da Cidade da Beira para homenagear Daviz Simango, enquanto se aguarda pelo dia das suas exéquias.

No local, foi colocada uma foto gigante do falecido autarca, junto à qual todos os interessados acendem velas e depositam flores.

A reportagem do “Noticias” esteve ontem no local onde manteve breve contacto com alguns munícipes.

Nassrine Nurmamadeafirmouter ficado em choque com a notícia da morte de Daviz Simango, mas, continuou, “não devemos nos dar por vencidos”.

“Temos que seguir os seus ideais e  feitos para que a cidade esteja como ele sonhou”, disse.

Outro munícipe,Abdul Latifo, em lágrimas, disse que era uma perda muito grande. “Acredito que não haverá outro igual a ele, mas esperamos que venha um presidente com os mesmos ideais que o nosso Simango para desenvolver a cidade”, declarou.

 Filipe Pedro exaltou a governação de Daviz Simango,que, em sua opinião, fez um “trabalho excelente”de reconstrução da cidade da Beira.

 

“Para mim, foi um líder social e carismático que promoveu projectos para a juventude” concluiu  Pedro.

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MAIS cinco funcionários das escolas primárias completas do Matadouro e Josina Machel, na cidade da Beira, estão desde semana passada a contas com o Gabinete Provincial de Combate à Corrupção (GPCC) em Sofala, indiciados no desvio de quase 15 milhões de meticais do erário público.

O porta-voz do GPCC em Sofala, Anastácio Matsinhe, revelou,recentemente, que os funcionários estão indiciados docrime de peculato previsto e punido pelo artigo 434 do Código Penal e podem incorrer a penas até 12 anos de prisão.  

“Para lograrem os seus intentos os indiciados atribuíram-se abonos indevidos nos respectivos vencimentos entre os meses de Setembro a Dezembro do ano passado que variavam entre 50 e 330 mil meticais através do e-SISTAFE”, elucidou a nossa fonte.  

De recordar que em Janeiro 20 professores e funcionários das mesmas escolas foram detidos, indiciados no mesmo tipo de crime,dos quais 12 estão em prisão preventiva e oito vão responder em liberdade.

Sobre o assunto, a chefe da Repartição de Administração e Planificação do Serviço Distrital de Educação Juventude e Tecnologia da Beira, Rosa Lourenço, contou que o caso foi descoberto quando a instituição fazia o balanço anual tendo notado que havia valores muito elevados a serem recebidos por alguns funcionários.

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A MORTE do presidente do Conselho Municipal da cidade da Beira e do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Daviz Simango, ocorrida ontem, aos 57 anos, numa da unidade sanitária da África do Sul, deixa um vazio que afecta todo o país, que, segundo diversas vozes, perdeu um importante activista pela democracia.

Diversas individualidades manifestaram o seu pesar e solidariedade pelo desaparecimento físico do político que também era membro do Conselho de Estado.

Soube estar na política

O ANTIGO Presidente da República, Armando Guebuza, considera que Daviz Simango “soube estar na política e, por essa via, contribuiu para o fortalecimento da democracia moçambicana”.

“À sua família, à cidade da Beira, todos os militantes e simpatizantes do MDM, endereçamos as mais sentidas condolências”, diz Guebuza, na sua mensagem.

Participou na consolidação da democracia

PARA o secretário-geral da Frelimo, Roque Silva, o presidente do MDM desempenhou um papel profundo na consolidação da democracia, através da sua participação directa em vários processos que concorreram para a consolidação da paz.

Roque Silva disse, igualmente, que a contribuição de Daviz Simango foi notória na liderança do município da Beira e também como membro do Conselho de Estado.

“Neste momento de dor e consternação quero, em nome da direcção do partido, em nome dos membros e militantes da Frelimo endereçar a nossa solidariedade à família MDM e Simango, na esperança de que no meio desse choro e desgraça encontrem espaço para recuperar a energia e continuar a enfrentar os desafios que a vida coloca”, disse Roque Silva.

Referiu que o desaparecimento físico de Daviz Simango não é somente perda da família Simango, partido MDM, mas também dos moçambicanos, por ter deixado de “existir um dos dirigentes destacados na arena política nacional”.

O secretário-geral da Frelimo disse acreditar que este partido vai saber se organizar para dar continuidade aos projectos iniciados, pois se perdeu um líder e não a democracia.

Grande perda

O SECRETÁRIO-GERAL da Renamo, André Magibiri, disse que a morte de Daviz Simango representa uma grande perda para o país, porque “o seu trabalho ultrapassava o fórum partidário e tinha alcançado uma dimensão de Estado”.

Recordou que foi membro da Renamo, partido pelo qual concorreu e ganhou as eleições municipais de 2003, dirigiu com sabedoria a autarquia e conseguiu colmatar o problema de fecalismo a céu aberto naquela cidade.

“Fez um trabalho excelente para resolver aquele problema que afectava a população da Beira”, disse Magibiri.

Morreu um servidor único

PARA a Associação Nacional dos Municípios de Moçambique (ANAMM), Daviz Simango era um “servidor único” que muito fez para a cidade da Beira e os munícipes precisam de continuar a batalhar pelo desenvolvimento social e económico.

Falando à Televisão de Moçambique(TVM), o presidente da ANAMM, Calisto Cossa, disse que uma das formas de honrar Daviz Simango é continuar a batalha e encarar o futuro com esperança. 

Disse ainda que este é o segundo autarca moçambicano a perder a vida este ano, depois da morte, em Janeiro, da presidente do município de Chókwè, Lídia Cossa.

Uma equipa da ANAM deve deslocar-se hoje à cidade da Beira para, em coordenação com o município, partido e a família agilizar a transladação do corpo e depois serão anunciados os passos subsequentes para o funeral.

Simango foi defensor da governação democrática

Também o enviado pessoal do Secretário-Geral das Nações Unidas para Moçambique e presidente do Grupo de Contacto Mirko Manzoni lamentou a morte do líder do MDM, “um fervoroso defensor da governação democrática, dedicando a sua vida ao serviço público”.

“O presidente do Conselho Municipal da Beira, desde 2003, promoveu o desenvolvimento sustentável e liderou os esforços de reconstrução após a devastação provocada pelos ciclones Idai e Eloise. Como membro-fundador do partido MDM, em 2009 contribuiu para o alargamento do espaço democrático no país”, disse Manzoni, acrescentando que Simango mostrou-se um defensor firme do processo de paz.

Segundo o enviado de António Guterres, durante as negociações, reuniu-se regularmente com os líderes do Governo e da Renamo e encorajou o diálogo inclusivo como via para se alcançar uma paz efectivae assistiu às cerimónias de assinatura,em Agosto de 2019,e incentivou a plena implementação dos acordos de paz.

“Sentiremos a falta da sua liderança, da sua compaixão e da sua energia incansável.Apresentamos as nossas sinceras condolências à sua família, membros do seu partido, amigos e a todos os moçambicanos durante este difícil período”, disse.

Homem aberto e carismático

O EMBAIXADOR da União Europeia em Moçambique, António Sánchez-Benedito Gaspar, manifestou sentimento de pesar pelo falecimento de Daviz Simango, a quem considerou de “homem com compromisso político, aberto e com carisma”.

“Foi com muita tristeza que tomei conhecimento do falecimento, hoje (ontem), de Daviz Mbepo Simango, vítima de doença, na África do Sul. Pelo homem que foi na sociedade, pelo seu compromisso político, abertura e carisma, fico particularmente emocionado com esta trágica notícia”, disse Gaspar.

Comprometido com a causa

Em mensagem de condolência, a Alta Comissária Britânica em Moçambique, NneNne Iwuji, manifesta profunda tristeza pelo falecimento de Daviz Simango, que disse se tratar de “um homem íntegro, comprometido com a sua causa, que dedicou a sua vida e carreira à cidade da Beira, gémea da cidade de Bristol, no Reino Unido, bem como aos munícipes e sempre com ideias inovadoras”.

“Eu tive a oportunidade de interagir com ele sempre que me desloquei à cidade da Beira. As minhas condolências à família, ao partido MDM e aos munícipes”, disse NneNne Iwuji.

Cidadão de amplas visões

O ARCEBISPO da Beira, Cláudio Dalla Zuanna, considerou Daviz Simango como homem que deixa um exemplo de cidadãode amplas visõese comprometido com o bem-estar da sociedade.

Numa mensagem de condolências, disse que eleera capaz de manifestar a sua proximidade a qualquer munícipe, sem distinção de estado social ou de cor partidária, demonstrando interesse pelas preocupaçõesdos citadinos.

“O Engenheiro Daviz Simango notabilizou-se na melhoria das condições de vida da nossa urbe pelo seu trabalho incansável mas, sobretudo, foi uma pessoa que amava a cidade e se envolvia na procura de soluções aos tantos desafios que a cidade tem”, disse e acrescenta que a fé comum em Jesus Cristo,que venceu a morte, seja fonte de consolaçãoe de coragem para a continuidade da sua obra.

Disse que, tendo tomado conhecimento da precaridade das suas condições de saúde, a arquidiocese manifestou ao próprioa sua fraterna solidariedade e garantiu-lhe as orações para rápidas melhoras.

“Neste momento em que a doença venceu, quero em meu nome pessoal e da arquidiocese da Beira apresentar à família os nossos sentimentos de pesar e proximidade”, disse Zuanna, ao mesmo tempo que estende a solidariedade aos funcionários do município e a todos aqueles que choram pela partida de um amigo e de um servidor da coisa pública.

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O CONSELHO Municipal da Beira (CMB) promete tornar público oportunamente a data da transladação e do funeral do edil daquele cidade, Daviz Mbepo Simango, que perdeu a vida, na madrugada de hoje (22), numa clínica privada na África do Sul, vítima de doença, segundo refere um comunicado divulgado a momentos.

O documento não avança mais dados sobre o infortúnio.

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UM grande número de moradores de diversos bairros da cidade da Beira viveu nos últimos dias um ambiente dramático em consequência directa das chuvas abundantes, estimadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) em 190.3 milímetros, que fustigaram aquela urbe.

A situação mais crítica afectou os bairros suburbanos de Ndunda-I e II, Manga-Mungassa, Vaz, Praia Nova, Muchatazina, entre outros, cujos residentes foram obrigados a pernoitarem ou a confeccionarem os seus alimentos em cima das mesas devido as cheias causadas pelas chuvas.

Muitos outros citadinos passaram as noites "em branco" e mesmo sem lugar para satisfazerem as suas necessidades fisiológicas numa altura em que inúmeras latrinas estão submersas.

A agravar a situação estão a deterioração do sistema de saneamento básico, a multiplicação de buracos nas secções de estradas pavimentadas e a intransitabilidade das vias terraplanadas que dão acesso a alguns bairros suburbanos.

Perante este quadro, aumentam os receios sobre a eventual eclosão das doenças de origem hídrica, como diarreias e cólera.

Numa ronda que efectuámos por alguns bairros, constatámos, por exemplo, que a estrada de terra-batida entre o cemitério Hindú e a zona Six Mile ficou interrompida, impedindo desse modo a livre circulação de pessoas e bens e isolando, por conseguinte, o bairro de Ndunda-I do centro da cidade.

A via apresenta-se com a plataforma submersa em extensas áreas o que resulta, entre outras coisas, no aumento dos preços de produtos como o carvão vegetal de 600 para 900 meticais.

Situação semelhante verifica-se na sequência do isolamento rodoviário do bairro de Ndunda-II. Aqui, para facilitar a comunicação entre as duas margens, a comunidade improvisou uma barcaça onde os passageiros têm que desembolsar 10 meticais por viagem.

O oportunismo é extensivo aos táxi-motas, vulgo "Txopela" que, por falta de acesso para a circulação de viaturas, cobram 25 meticais num troço de aproximadamente quatro quilómetros entre Ndunda-II e a descida de Nhangau.

No geral, naqueles dois bairros periféricos, o problema de fundo está relacionado com a falta de uma vala de drenagem, uma situação que se acentuou com a expansão industrial que bloqueou a vazão das águas pluviais. Leia mais

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