Director: Lázaro Manhiça

O BLOCO de oftalmologia do Hospital Central da Beira (HCB) poderá passar a internar pacientes com o novo coronavírus, conforme deu a conhecer ontem o ministro daSaúde, Armindo Tiago.

A possibilidade surge em face do iminente esgotamento da capacidade do Hospital 24 de Julho, que conta com 100 camas especialmente paraointernamento dedoentes destapatologia.

Com efeito, uma equipa especializada do Ministério daSaúde (MISAU) vai escalar brevemente o HCB para identificar e solucionar osproblemasde infiltração de águas pluviais naoftalmologia,bloco quetem capacidade para 40 camas e poderá servir como área de expansão do Hospital Central da Beira.

A brigada a ser enviada pelo Governo vai ainda acelerar a montagem de tanques de oxigénio nos Hospitais Central e 24 de Julho caso seja se considere pertinente. O ministro Tiago explicou, igualmente, que os projectados tanques de oxigénio serão apenas para garantir a disponibilidade para o tratamento de pacientes 24 sobre 24 horas, devendo facilitar que quando uma botija termine seja imediatamente substituída sem interrupção.

Os tanques a serem montados no Hospital Central têm capacidade superior a 25 toneladas de oxigénio, enquanto nos hospitais gerais, como 24 de Julho, estarãoentre 15 e 20 toneladas.

O Ministério daSaúde ainda não possui tanques de oxigénio, tendo apenas botijas que se vão aumentando em função das necessidades.

Mesmo assim, Armindo Tiago mostrou-se esperançado que com as medidas que estão a ser introduzidas na cidade da Beira o nível de contaminaçõespela pandemia venha a ser rapidamente controlado e não seja necessária a abertura daquelas instalações para o efeito.

Além do Hospital 24 de Julho, que serve para internamento dedoentes com Covid-19, a cidade da Beira conta com o Centro de Tratamento das Epidemias Mar Azul, com 100 camas, e com o Centro de Saúde de Inhamízua, cuja capacidade é de 20 camas.

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PELO menos cinco camiões de transporte de cargas de diferentes empresas tombaram na passada sexta-feira, na rua Kruss Gomes, bairro de Munhava-Matope, na cidade da Beira, devido ao avançado estado de degradação desta via de acesso ao porto e a outras unidades industriais.

O drama na rua Kruss Gomes é mais grave no tempo chuvoso, tal como nestes dias. As tempestades que se abateram sobre a cidade e a precipitaçao da época transformaram a via num lodaçal, colocando um enorme desafio ao automobilista que se treva a por ali passar.

O troço mais crítico da rua é o que parte do semáforo da Munhava à chamada lixeira, no qual são frequentes congestionamentos, atolamentos em dias de chuva e tombos de viaturas.

Em qualquer dessas situações, o camionista corre o risco de ver a carga que transporta roubada. Na marcha lenta das viaturas por congestionamento, os amigos do alheio aproveitam para tirar algumas mercadorias. Quando camião tomba ou fica atolado, então aumenta o risco de ter o frete violado.

Mateus Fortuna, um camionista que encontramos no local, considerou desgastante o cenário que vive todos os dias quando circula na via. Na sua opinião, exige muito esforço atravessar o troço em referência com o carro carregado.

Fortuna contou que a instituição para qual trabalha já tentou reparar a via, mas recebeu uma notificação e multa passada pelo Conselho Municipal da Beira.

O camionista solidarizou-se com a comunidade que vive próximo da estrada por coexistir diariamente com esta situação. Revelou que as pessoas são obrigadas a saírem de casa com uma muda de roupa, para trocar depois de atravessarem o troço crítico.

Confirmou que quando os camiões caem ou ficam enterrados por muito tempo  acabam sendo vítimas de assaltosda carga que transportam.

Recordou que, por três vezes, assistiu ao lançamento de obras para a reabilitação da estrada mas o projecto nunca foi concretizado.

Encontramos Jorge Bonifácio na "Kruss Gomes". O camionista apontou a situação como desgastante, principalmente quando chove, por causa do matope.

AJUDAR O MUNICÍPIO PARA A REABILITAÇÃO

Bonifácio contou que o camião de transporte de carga que conduzia enterrou às 7 horas da manhã. Passavam mais de três horas quando a nossa reportagem se fez ao local e o camião continuava atolado na lama.

A Cimentos da Beira (CDB) é uma das empresas que tem sido vítima destes situações na rua Kruss Gomes. Segundo o seu director comercial, Paulo Cavalheiro, a empresa  tem tido muitos prejuízos devido ao mau estado da via.

Cavalheiro disse que, só na semana passada, três camiões da CDB transportando clínquer - o principal componente do cimento - tombaram na estrada e uma parte do produto foi levado pela população residente naquela zona.

O director acrescentou que a empresa carregava diariamente 40 camiões de clinquer, mas, por causa da condição da estrada, carrega neste momento uma média de 17, o que resulta em prejuízos diários na ordem dos 50%.

O director comercial da CDB lamentou ainda o facto de ter perdido muitos clientes que compravam cimento e já não o fazem porque não têm meios próprios para carregarem o produto pois os camiões que tentam alugar recusam-se a entrar naquela via.

Sublinhou, por outro lado, que a sua instituição e outras duas sediadas naquela via já tentaram reparar a Kruss Gomes mas, durante o processo, foram multados pelo Conselho Municipal, alegando não estarem capacitados para a reabilitação da estrada.

Segundo Paulo Cavalheiro, devido ao mau estado da rua, os camiões do município de recolha de lixo mudaram de rota no seu caminho para a lixeira.

"Sentimos que há um desleixo total para com esta parte da cidade, porque não se justifica que o acesso ao Porto da Beira esteja nestas condições. Já tivemos muitas reuniões com o presidente e o vereador para a área de Urbanização e Construção do Conselho Municipal. Disseram-nos que o Município não tem, neste momento, condições financeiras para reabilitar a estrada”, disse.

O município avançou que poderia trabalhar na rua Kruss Gomes, desde que tivesse apoio no material para a reabilitação. “Assim, estamos a estudar mecanismos para a compra do material necessário, de modo a ajudarmos o município a reverter a situação”, revelou Cavalheiro.

Poeira e matope afligem moradores

Moradores da Munhava-Matope queixam-se da poeira, que no tempo seco se levanta à passageiros das viaturas, e da lama, na época chuvosa.

Segundo Cleiton Rui, a poeira, além de atacar a saúde, suja a roupa pendurada, as casas e igualmente, há dificuldade para sair de casa.

“É difícil sair por essa estrada quando chove devido ao matope o que provoca engarrafamento”, disse.

Um outro morador, Ricardo Vasco, falou também da lama que inunda a estrada por causa da chuva.

“Há dias, muitas viaturas não conseguiam passar por aqui sendo que algumas tombaram, por causa das aguas das chuva”, revelou.

Por sua vez, José Eugénio repisou a falta de condições naquela rua e falou também de actos de bandidagem que têm ocorrido.

“Acho que o Conselho Municipal se esqueceu de nós. Estamos assim há muitos anos. Quando chove somos obrigados a sair com uma roupa qualquer e trocar na rua”, queixou-se.

O nosso Jornal tentou ouvir o Conselho Municipal, através do vereador da área, Albano Carige, mas este não se disponibilizou a atender às nossas insistentes chamadas telefónicas. No seu gabinete de trabalho também fomos mal sucedidos, ora diziam-nos que estava “em serviço no terreno”, ora que estava numa reunião.

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O DIRECTOR-GERAL do Instituto Nacional de Saúde (INS), Ileshi Jani, alertou ontem que a cidade da Beira está em perigo iminente de atingir uma fase extremamente difícil se não mesmo impossível de se controlar de contaminações pela Covid-19.

Falando a jornalistas no final da sessão semanal do Comité Operativo de Emergência em Saúde Pública dirigida pela secretária do Estado na província de Sofala, Stella Zeca, Ileshi Jani realçou que para evitar o pior já foram definidas acções prioritárias em vários sectores, nomeadamente algumas acções de prevenção nas próximas duas semanas. O objectivo é evitar que se chegue a uma fase crítica em que o controlo da doença ficaria extremamente complicado.

“Na verdade, ainda não verificamos o colapso do Sistema Nacional de Saúde em nenhum ponto do país, mas em nalgumas zonas estamos perto desse nível. A cidade da Beira, que é o epicentro da doença na província de Sofala, está em perigo iminente”, sublinhou o director-geral do INS.

Tal acontece numa altura em que algumas regiões do país atravessam uma fase crítica da nova vaga do novo coronavírus, tendo sido registado o triplo do número de casos nos primeiros dois meses deste ano comparativamente a todo o ano de 2020.

Exemplificou que o número de infecções e internamentos disparou significativamente em particular na cidade da Beira, incluindo os óbitos, o que exige acção enérgica.

Por isso, Ileshi Jani apontou que, nos últimos dias, foram desenhados planos de actividades prioritárias, revitalizando a intervenção de todos os grupos técnicos do Centro Operativo de Emergência em Saúde Pública.

Pretende-se assim que nas próximas duas semanas haja uma intervenção multisectorial para travar a transmissão do vírus, sendo fundamental a reacção em moldes da situação de emergência num estado de calamidade pública.

Caso não venha a ser implementada tal medida, o director-geral do INS adverte que a cidade da Beira pode mesmo correr o risco de ultrapassar a capacidade de controlo do Sistema Nacional de Saúde.“Estamos atentos ao número crescente de casos, sobretudo de internamentos, sendo necessária uma intervenção com muita firmeza e foco, duma forma multisectorial, reforçando todas as medidas de prevenção, pois ainda se nota relaxamento (na prevenção), principalmente aqui na cidade da Beira”, advertiu.

Deste modo, brigadas conjuntas vão desdobrar-se pelas comunidades intensificando a disseminação das medidas de prevenção da contaminação pelo novo coronavírus.

Se tudo isto falhar, o director-geral do Instituto Nacional de Saúde prevê um cenário muito crítico nas próximas duas semanas na Beira, podendo haver muitos doentes a precisarem de internamento e rapidamente a capacidade de o Sistema de Saúde lidar com doentes pode ficar ultrapassada.

Para já, sublinhou que uma das acções em curso para melhorar o tratamento em seguimento é o usodo teste rápido para recolher amostras da garganta, cujos resultados ficam disponibilizados em 15 minutos.

Tal processo começou no Hospital Central da Beira na segunda-feira, projectando-se alcançar também a cidade de Nampula.Tal permite melhor encaminhamento do funcionário de saúde ao paciente, numa altura em que o país acaba de receber cerca de 50 mil testes rápidos que funcionam bem em alguns grupos, sobretudo em pacientes que apresentam sintomatologia.

Por isso, o teste rápido não vai ser aplicado de forma massiva em cumprimento rigoroso dos critérios definidos neste sentido pelo Ministério de Saúde e em consonância com os princípios da Organização Mundial da Saúde (OMS).

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A COTA de profundidade do canal de acesso ao Porto da Beira, fixada em oito metros, acaba de ser restabelecida na sequência da dragagem de construção que culminou com a remoção de cerca de 150 mil metros cúbicos de sedimentos.

O facto foi tornado público ontem nestacidade pelo PCA da Empresa Moçambicana de Dragagem (EMODRAGA), Domingos Bié, durante uma visita de trabalho à instituição da secretária deEstado na província de Sofala, Stella Zeca.

Consequentemente, navios de arqueação bruta até 260 metros de calado já podem voltar a acostar àinfra-estrutura portuária que assim passa a funcionar 24 horas por dia, com maior segurança ao tráfego das embarcações, produtividade e competitividade regional.

Em resultado deste trabalho, Bié afirmou não existir pelo menos até este momento qualquer reclamação dos operadores marítimos sobre a balizagem e navegação no Porto da Beira e seus tradicionais utilizadores.

Fez questão de recordar que, normalmente, os serviços de dragagem de manutenção são reservados às empresas nacionais, contudo Moçambique está sujeito a concursos públicos internacionais.

“O que acontece é que quando nós concorremos com os grandes dragadores do mundo aparecemos numa situação de desvantagem porque eles têm tecnologia e equipamentos ultra-modernos,baixando o seu preço a um mínimo em que não conseguimos competir em pé de igualdade”, justificou.

Com equipamento bastante velho e acima de sete anos de vida, exceptuando a draga Macúti, em reabilitação completa na vizinha África do Sul, a instituição tem um plano de investimento já submetido ao IGEPE avaliado em 54 milhões de dólares para renovação da sua frota de embarcações.

A EMODRAGA opera com duas dragas, Alcântara Santos e Aruângwa, de mil metros cúbicos de porão cada, e uma terceira alugada da China, denominada TONG TAN, de 2500 metros.

Entretanto, Domingos Bié revelou que já chegaram à cidade da Beira alguns flutuadores para a concretização do projecto de aterros urbanos, estando já em curso o processo de montagem da tubagem, faltando a parte marítima.

A repulsão das areias em alusão vai ser feitapor uma draga específica, a TONG TAN, porém quatro técnicos chineses estão retidos no seu país devido à pandemia donovo coronavírus. Leia mais

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O CONSELHO Municipal da Cidade da Beira instou, esta quarta-feira, aos munícipes a evitarem deitar lixo nas valas de drenagem, de forma a prevenir possíveis dificuldades de escoamento de água das chuvas da nova depressão tropical que poderá assolar a região, no próximo sábado.

O apelo vem do vereador para a área de Urbanização e Construção, Albano Carrige,  elucidando que a previsão é que se registe uma precipitação até 300 milímetros em 24 horas, com uma maré alta, na ordem dos 6,60 metros, facto que poderá dificultar o escoamento imediato das águas.

Carrige fez questão de recordar que, depois da passagem do ciclone Eloise e devido ao lixo acumulado nas valas, o trabalho de limpeza foi intenso e durou três semanas, daí que os munícipes devem ter em conta esta questão.

O vereador apelou, igualmente, aos munícipes com poços tradicionais nos quintais, para, no mínimo, os sinalizarem e isolarem de modo a evitar danos ou afogamentos de pessoas, principalmente, crianças em caso de alagamentos.

Face à ameaça de trovoadas que poderão acontecer durante a passagem da depressão tropical, Carrige recomendou aos cidadãos que, a partir de hoje evitem ir às machambas.

O vereador afirmou ainda não ser permitido o banho nas valas de drenagem ou na bacia de retenção da Maraza, advertindo que as autoridades municipais vão tomar medidas contra os violadores destas disposições.

Ao nível dos bairros e postos administrativos, Albano Carrige apontou que estão em prontidão equipas de gestão para dar assistência aos necessitados, após a passagem do fenómeno atmosférico.

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CONVERSAS AOS SÁBADOS

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente: Júlio Manjate

Administrator: Rogério Sitoe

Administrator: Cezerilo Matuce

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