Director: Lázaro Manhiça

O HOSPITAL Central da Beira (HCB) suspendeu ontem,as consultas externas por um período de 30 dias, mantendo apenas o atendimento a doentes crónicos, como diabéticos, com cancros ou patologias cardiovasculares, devido à propagação da Covid-19.

O facto foi revelado pelo porta-voz daquela unidade sanitária, Leonel Andela, acrescentando que também serão atendidas as consultas de obstetrícia de alto risco e de neonatalogia.

Leonel Andela anunciou igualmente a suspensão das visitas a doentes, sendo aceite apenas a entrega do pequeno-almoço das 7.30 às 8.00horas e do almoço das 13.00 às 14.00 horas de modo a evitar aglomerações.

A fonte recordou que continuam suspensas as cirurgias electivas e só vão funcionar as operações consideradas de urgência e prioritárias cujos doentes não podem esperar muito tempo.

O porta-voz avançou que o HCB decidiu também interromper todas as actividades consideradas de risco e que envolvem a manipulação da cavidade oral e vias respiratórias como as consultas de estomatologia e alguns procedimentos de endoscopia e de otorrino.

O porta-voz sublinhou que a divulgação destas medidas em cumprimento das orientações emitidas pelo Ministério da Saúde com vista a diminuir as infecções que acontecem dentro do hospital.

O porta-voz recordou que,quando a propagação do surto parecia favorável houve algum relaxamento e foram retomadas todas as actividades.

Entretanto, começaram a ser detectados casos de profissionais de saúde do HCB infectados pelo novo coronavírus.

Sobre este assunto, Leonel Andela revelou que o HCB registou 48 profissionais com Covid-19, sendo que 70 por cento infectaram-se na segunda vaga da pandemia, que começou em Janeiro.

O nosso entrevistado revelou que maior parte destes profissionais tiveram de ser internados e apresentaram quadros graves facto que forçou a instituição a suspender algumas actividades. Leia mais

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OS Hospitais Central da Beira (HCB) e da Mulher 24 de Julho, na cidade da Beira, passam a realizar testes rápidas e massivas aos pacientes com sintomas do novo coronavirus. A medida foi anunciada hoje (09) pela directora dos Serviços Provinciais de Saúde em Sofala, Priscila Filimone, durante a primeira sessão ordinária do Comité Operativo de Emergência em Saúde Pública deste ano. Filimone revelou ainda que o processo será, posteriormente, lançado nos Centros de Saúde Urbano de Ponta-Gêa, Munhava e Chingussura. Priscilla Filimone explicou que com esta nova disposição pretende-se obter resultados das amostras num espaço máximo de 30 minutos com vista a permitir melhor orientação dos casos clínicos na assistência aos doentes em estado crítico, moderado e leve. A medida visa igualmente conter a pressão que os laboratórios do Instituto Nacional de Saúde (INS) e da Comunidade de Sant'Egidio enfrentam diariamente, realizando entre 350 e 400 amostras das quais 50% se revelam positivas. Para reforçar a iniciativa, o INS arrancou com o processo de formação de pessoal. A testagem rápida e massiva será, igualmente, descentralizada para outras instituições públicas e privadas, cujos interessados poderão solicitar ao INS a formação do respectivo pessoal o que vai permitir uma maior capacidade de recolha de amostras da Covid-19 no seio dos funcionários e agentes do Estado e empregados suspeitos da doença. Comments

UM estudo encomendado pelo Governo para avaliar a possibilidade de reabilitação do Palácio dos Casamentos da Beira desaconselha a concretização da empreitada.

Segundo o director provincial de Justiça e Trabalho de Sofala, Mário Xavier, a pesquisa concluiu que seriam necessárias avultadas somas monetárias para a recuperação completa deste emblemático edifícioda cidade da Beira.

Neste momento, o Palácio dos Casamentos está num estado avançado de degradação e, associado às mudanças climáticas, sofre com a erosão costeira cada vez mais progressiva.

Por conseguinte, ele acredita que a sua reabilitação careceria de obras de protecção das águas do mar,uma vez estar localizado ao longo da costa.

Os ciclones tropicais Idai (2019), Chalane (2020) e Eloise (2021) contribuíram para o agravamento da sua degradação.

Xavier revelou que o estudo aponta que, primeiro, deve-se avançar na protecção costeira e, depois, para as obras de reabilitação do edifício. “Mas, por aquilo que constatámos, os custos para a realização desse trabalho são elevadíssimos”, anotou.

O director da Justiça e Trabalho de Sofala realçou haver esforços que poderão culminar com a construção de outro Palácio dos Casamentos na cidade da Beira.

“Mas, neste momento, nós, como Governo, não podemos dizer, com categoria, se efectivamente haverá reabilitação ou construção de um novo edifício na Beira”,sublinhou Xavier.

O director defende, por conseguinte, a conjugação de esforços entre o Governo, o município e parceiros nacionais e estrangeiros para a protecção costeira.

Para já, o Governo entende que, não havendo condições financeiras para as obras de protecção da costa em toda área crítica da cidade da Beira, a reabilitação do Palácio dos Casamentos será um mau investimento.

Mas apelou a toda a classe empresarial da Beira para unir esforços, financiando o projecto.

O Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos tinha avançado, em 2014, a possibilidade de recuperação do Palácio dos Casamentos, com previsão de ocorrer em dois anos. Leia mais

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DEZ toneladas de macarrão foram entregues ontem na cidade da Beira ao Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) para ajudar as famílias que ainda se encontram nos centros de reassentamento naquela urbe e um pouco pela província de Sofala.

A entrega foi feita no Instituto de Formação em Administração Pública e Autárquica (IFAPA) pelo delegado da Handling, Daniel Robinson, sublinhado que mais apoio ainda virá para apoiar o governo na assistência às famílias que perderam quase tudo, na sequência das inundações e do ciclone tropical Eloise.

De acordo com Robinson, embora a doação não chegue para todas as pessoas, vai minimizar as carências de um número considerável de famílias acomodadas naquele e noutros locais. "Desde que o ciclone tropical Idai afectou a nossa região temos estado a prestar o nosso auxílio e estamos aqui para dar continuidade a essa nossa responsabilidade social", anotou.

Por sua vez, o delegado do INGD, Teixeira Almeida, agradeceu o gesto e assegurou que o donativo será encaminhado aos diversos centros de reassentamento, com objectivo de suprir as necessidades das vítimas dos desastres naturais no seu dia-a-dia.

Almeida assegurou, no entanto, que existe um "stock" de alimentos em todos os centros de acomodação da província de Sofala, pelo menos para um período de uma semana.

Garantiu ainda que a sua instituição dispõe de mais de mil toneladas de cereais adquiridas em coordenação com o Programa Mundial de Alimentação (PMA), contudo ainda não há necessidade de usar o produto, porque o que está nos seus armazéns do INGD consegue,por enquanto,cobrir as necessidades.

"Caso haja necessidade de usar o produto, vamos activá-lo de modo que ninguém passe fome", garantiu.

Por outro lado, garantiu que a situação de um e outro não se alimentar nos centros de reassentamento já está ultrapassada, visto que existem equipas de assistência humanitária a fazer a logística em várias vertentes.

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DOIS indivíduos encontram-se detidos, um na 7.Esquadra e outro no Comando da PRM na Beira, indiciados de ligação ao desvio de um camião que saía do porto desta cidade carregado de trinta toneladas de fertilizantes tendo como destino o Malawi.  

Trata-se de J. Maguide, de 40 anos, motorista que conduzia o camião de carga da marca Freightliner com placa de matrícula ABH 029 MC, e um antigo motorista da mesma empresa que se identificou como C. João, de 38.    

De acordo com o chefe das Relações Públicas, Comunicação e Imagem do Serviço Nacional de Investigação Criminal em Sofala (SERNIC) em Sofala, Alfeu Sitoe, o camião foi localizado numa zona no distrito do Dondo, onde os dois comparsas pretendiam comercializar o produto e depois abandonar o veículo.

Sitoe explicou que C. João tinha como prática aliciar os motoristas para desviarem os produtos, o que já aconteceu por duas vezes.

“Informações em nosso poder dão conta que o antigo condutor saiu da empresa a seu contragosto e não sabemos se por vingança tem vindo a desencaminhar outros motoristas, levando-os a venderem as mercadorias de forma ilícita. Quando tomámos conhecimento de que isso estava acontecer, deslocámo-nos ao local e abortámos a acção que constitui crime de furto qualificado”, relatou Alfeu Sitoe.

Recordou ainda que a primeira vez que o SERNIC tomou conhecimento do comportamento do antigo condutor foi em Dezembro e envolvia um nacional que até ao momento está detido na Cadeia Central.

Por sua vez, J. Maguide aceitou o seu envolvimento no desvio da carga, mas defendeu que tomou aquela atitude junto de C. João porque ambos precisavam de dinheiro.

Acrescentou que o colega sabia onde e a quem vender a mercadoria para ganhar 300 mil meticais.

Por sua vez, C. João negou o seu envolvimento e contou que quando desviaram o camião o objectivo era vender o combustível de reserva porque o seu colega tinha gasto o valor para pagar a portagem. Se desse certo, poderiam ganhar 15 mil meticais.      

Segundo ele, trabalhou na empresa por oito meses e o patronato rescindiu contrato e desde Outubro do ano passado que está sem emprego.

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Administrator: Rogério Sitoe

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