Director: Lázaro Manhiça

FORAM descobertas, esta semana, quarenta famílias que fingiam ser vítimas do ciclone tropical Eloise e de inundações, num centro de acomodação na cidade da Beira, província de Sofala.   

Durante o dia, as famílias referenciadas  permaneciam nos centros de acomodação, enquanto no período nocturno regressavam às suas residências.

O responsável do centro de acomodação do IFAPA disse que essas famílias eram vistas apenas na hora de refeições e da recepção de donativos.

Os alegados infiltrados foram descobertos após uma investigação antecedida por denúncias.

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O GOVERNO do distrito da Beira aconselha as famílias vítimas de inundações a permanecerem nos centros de acomodação até que as autoridades que monitoram a situação autorizem o regresso.

O facto foi defendido pelo secretário permanente do distrito da Beira, Frederico Meque, acrescentando que as pessoas vão continuar nos centros de acomodação até que “esta situação esteja resolvida”.

O secretário permanente explicou que adiminuição de água nos bairros afectados pelos alagamentos está a ser muito lenta, daí que o regresso das famílias não seja prudente, ainda mais quando a época chuvosa continua.

Meque avançou que existem equipas no terreno a avaliar as condições das zonas afectadas, nomeadamente o grau de destruição, perdas e o nível das águas.

Apontou que só depois desta avaliação é que as autoridades poderão tomar qualquer decisão em relação ao regresso ou não destas famílias às suas zonas de origem ou ainda o seu reassentamento no distrito de Dondo.

A posição do executivo surge depois de algumas vítimas que se encontram nos centros de acomodação de Samora Machel e Sansão Mutemba terem manifestado o desejo de voltar às suas casas.

A Reportagem do “Notícias” esteve nestes locais e conversou com algumas pessoas, asquais sublinharam que para o seu regresso necessitam de apoio em chapas de coberturas, lonas e kits alimentares, de modo a retomarem as suas vidas, uma vez que ventos e as chuvas afectaram seriamente as suas casas e outros bens.

Por exemplo, Ivone Jorge disse que com os alagamentos e o ciclone Eloise a sua casa ficou sem tecto e todosos víveres que tinha ficaram molhados.

Ivone manifestou-se disposta a regressar à sua residência, desde que tenha ajuda do Governo ou outras entidades.

Alda Lourenço também afirmou que gostaria de receber ajuda para voltar à sua casa, que igualmente ficou sem cobertura.

Mas, diferentemente de outras pessoas, Alda Francisco, acomodada no centro de Samora Machel, aceita a proposta do Governo de recomeçar a vida no centro de reassentamento de Dondo.

Segundo o delegado do Instituto Nacional de Gestão Redução do Risco de Desastres (INGD) de Sofala, Teixeira Almeida, estão disponíveis no Dondo cerca de 90 talhões para acomodar as famílias que pretendam recomeçar as suas vidas neste distrito.

Teixeiradisse que o INGD estuda a hipótese de desactivar os centros de acomodação da cidade da Beira.

Nos próximos dias, deverá ser feito o alistamento de famílias dispostas a instalar-se em definitivo nos distritos de Dondo ou Nhamatanda, ambos na província de Solafa.

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PERTO de 80 pessoas, entre as quais idosos, crianças desamparadas e jovens sem recursos, vivem apinhados nas oito casas existentes no Centro de Apoio à Velhice no posto administrativo de Nhangau, arredores da cidade da Beira, depois da destruição de 40 moradias, em consequência dos eventos extremos, incluindo o ciclone Eloise que assolou esta região do país a 23 de Janeiro.

O facto foi revelado ao nosso Jornal pelo delegado do Instituto Nacional de Acção Social (INAS) naquela urbe, Abdul Razak, garantindo, entretanto, que o Governo, através do empreiteiro posicionando naquele local, está a envidar esforços para a reabilitação das casas destruídas pelos temporais com vista a inverter o actual cenário.

Reconhecendo que a situação é precária, Razak manifestou a sua esperança de que tudo será ultrapassado ainda este ano.

Porém, Razak aproveitou a oportunidade para apelar às pessoas de boa vontade a canalizarem apoios sobretudo aos idosos, que merecem um carinho especial da sociedade.

Por outro lado, o delegado do INAS na Beira acrescentou que o Governo está a cumprir com sua responsabilidade na assistência multiforme daquela camada social. Destacou, nesse sentido, o pagamento regular de um subsídio.

Por seu turno, a directora daquele estabelecimento de caridade, Maria Paula Almoço, descreveu que se trata de 64 idosos e 12 crianças e adolescentes que viviam nas 48 casas do Estado que existiam no local.

“Neste momento, apenas oito casas se apresentam em mínimas condições de habitabilidade. As restantes 40 estão em ruínas”, precisou.

A fonte indicou que durante a passagem do ciclone tropical “Idai”, em Março de 2019, foram destruídas 40 habitações que, no ano passado, já estavam em obras de reabilitação.

Entretanto, em Dezembro, o ciclone Chalane destruiu parcialmente um total de 16 casas que tinham sido completamente reabilitadas, uma situação que veio a agravar-se em Janeiro com ciclone Eloise.

Mesmo assim, o empreiteiro continua a executar as obras, sendo que sempre que termine a cobertura de uma casa ela é imediatamente ocupada.

Consequentemente, as pessoas vivem em condições extremamente difíceis, sobretudo neste período de intensas chuvas e ventos fortes que se verificam naquela zona costeira.

A directora do Centro de Apoio à Velhice de Nhangau lamentou a existência de alguns idosos que sofrem de problemas respiratórios, sobretudo asma, que dormem sem cobertores e em camas cujos colchões são deespessurafina.

"Clamamos por ajuda urgente, pois estamos completamente isolados e esquecidos. Mesmo que fosse um copo de soja seria bem-vindo"- desejou Almoço, apelando à ajuda de todos.

Fora disso, apurámos que o Centro de Apoio à Velhice de Nhangau, que dista 30 quilómetros do centro da cidade da Beira, enfrenta uma crise de água potável por falta de energia eléctrica.

Este é um problema que afecta todo o posto administrativo de Nhangau, depois da queda de alguns postes de transporte de corrente eléctrica.

As duas moto-bombas, com capacidade de cinco mil metros cúbicos de água cada uma, que abasteciam ao Centro de Apoio à Velhice de Nhangau, foram igualmente removidas durante a passagem dos ciclones tropicais Chalane e Eloise.

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AS baixas-marés estão a dificultar a reflutuação das três embarcações que afundaram no Porto de Pescas da Beira durante a passagem do ciclone tropical Eloise, a 23 de Janeiro. O director do Porto, António Remédio, que ontem revelou o facto ao nosso Jornal, sublinhou  que em consequência das marés os mergulhadores enfrentam imensas dificuldades para a amarração das embarcações em questão.

"Os mergulhadores nem querem saber da presença de qualquer movimento naquele espaço, incluindo da própria direcção do Porto. Mas tudo indica que, a partir de hoje (ontem), a maré poderá melhorar e propiciar a concretização das operações", perspectivou a nossa fonte.

Trata-se de um navio de 60 metros de comprimento e dois de 42 que, no dia 23 de Janeiro, acostaram àquele recinto à revelia das autoridades locais, tendo, na sequência de ventos fortes daquela tempestade, com 120 quilómetros por hora e rajadas até 150 quilómetros por hora, sofrido rombos que, inclusivamente, danificaram uma parte da própria infraestrutura portuária.

Para o efeito, duas gruas robustas e uma viatura de combate a incêndios estão pré-posicionadas naquele complexo desde a passada quarta-feira para uma operação descrita pelas autoridades marítimas como bastante delicada, não havendo previsão de duração.

Verifica-se no Porto de Pescas da Beira um movimento desusado de diferentes entidades, entre as quais o Serviço Nacional de Salvação Pública, técnicos da Administração Marítima, Instituto Nacional de Hidrografia e Navegação, Polícia Lacustre e Fluvial, entre outros.

As embarcações, que escalaram a cidade da Beira para licenciamento na actividade de pesca, estavam pré-posicionadas na zona da franquia, mas os pilotos decidiram, unilateralmente, movimentar-se até ao Porto de Pescas, supostamente por questões de segurança devido ao ciclone Eloise.

Entretanto, o incidente não provocou vítimas humanas, senão danos materiais na infra-estrutura portuária, com efeitos na acostagem de outras embarcações.

Porém, o Porto de Pescas da Beira, que tem capacidade de acostagem de 16 embarcações ao mesmo tempo, continua a operar normalmente, segundo garantias dadas neste sentido pelo director António Remédio.

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OS alunos da sétima classe ausentes nos exames da primeira época, devido aos danos provocados pelo ciclone Eloise e inundações que afectaram a província de Sofala, estão a ser examinados na segunda chamada, desde a manhã deste segunda-feira (01).

A informação foi revelada pelo governador da província, Lourenço Bulha, na cerimónia de abertura dos testes finais do Ensino Secundário Geral, que teve lugar hoje na Escola Secundária da Ponta-Gêa, na cidade da Beira, em Sofala.

De acordo com o governador, nesta segunda chamada, estão envolvidos pelo menos 3.912 alunos no Búzi, 1.240 em Machanga e 1.527 em Nhamatanda.

Bulha recordou que foram examinados, na primeira época, 37.126 alunos da sétima classe, de um universo de 51.728 inscritos.

O governador assegurou que foram criadas todas as condições para a realização dos exames nos distritos assolados pelo ciclone e pelas inundações, nomeadamente a instalação de tendas, de forma a garantir que todos sejam examinados.

Em relação aos exames da 10ª e 12ª classes, Bulha disse estarem inscritos 50.491 candidatos.

O governador exortou aos alunos e gestores de escolas a contribuirem para que os exames decorram sem incidentes, como fraudes, e apelou à observância das medidas de prevenção da Covid-19.

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