Director: Lázaro Manhiça

O HOSPITAL Central da Beira (HCB) retomou ontem as consultas externas interrompidas desde segunda-feira, devido ao ciclone Eloise, que na madrugada de 23 deste mês devastou a cidade capital provincial de Sofala.

Segundo o director-geral do HCB, as chuvas e os ventos fortes do ciclone fizeram desabar o tecto do local onde são prestados os serviços de consulta externas, revelou o director-geral desta unidade sanitária.

Por outro lado, segundo explicou Nelson Mucopo, os serviços foram cancelados para permitir a realização de limpezas e reorganizar sectores afetados pelo Eloise.

“Não havia condições para trabalhar, uma vez que havia muito risco de acidentes no recinto hospitalar e, por isso, decidimos cancelar as consultas externas que seriam realizadas na segunda, terça e quarta-feira”, disse Mucopo.

Assim, foi realizada uma jornada de limpeza com o apoio do Conselho Municipal, elementos das Forças de Defesa e Segurança, entre outros parceiros.

Mucopo fez questão de destacar que todas as consultas canceladas foram remarcadas, pois o funcionamento do hospital voltou à normalidade.  

Relativamente a outras infra-estruturas do HCB, o director-geral revelou que o ciclone tropical Eloise afectou o edifício principal, o banco de sangue, oftalmologia, pediatria e as consultas externas.

Recordou que algumas destes blocos tinham sido requalificados depois de terem sido seriamente atingidos pelociclone Idai, que em Março de 2019 se abateu sobre a cidade da Beira.

Citou o exemplo do edifício principal, cuja cobertura foi impermeabilizada, mas que ficou novamente alargado,afectando todo o quarto andar onde funciona a cirurgia 2.

Apontou, igualmente, o banco de socorros, considerado o “espelho” do hospital por ser o primeiro local onde os utentes são atendidos, que ficou severamente alagado.

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AS infra-estruturas do Parque Verde na cidade da Beira demonstraram resiliência durante a recente passagem da tempestade tropical Chalane e do ciclone Eloise, apesar de terem sofrido danos em cerca de 3% em alguns dos seus edifícios.

A avaliação foi feita esta segunda-feira na Beira, pelo Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, João Machatine.

Falando a jornalistas, no final de uma visita de trabalho àquele parque, o governante realçou que a sua resiliência se enquadra perfeitamente na visão de mitigação do impacto nefasto das mudanças climáticas que afectam o mundo inteiro.

“Reconhecemos a qualidade dasobras feitas nas infra-estruturas do Parque Verde, onde constatamos que ficou quase intacto, no que diz respeito aos equipamentos e todas as obras de arte que lá existem”,congratulou-se Machatine.

Do ponto de vista dos edifícios, o titular da pasta das obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos revelou que alguns perderam os seus tectos, devido aos ventos fortes.

Inauguradas em Dezembro passado pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, as infra-estruturas do Parque Verde, que visam proteger o meio ambiente, foram erguidas na área envolvente ao canal do rio Chiveve, com quiosques, balneários públicos, anfiteatro a céu aberto, entre outras.

Também comportam um mercado municipal, ciclovias, pedovias, instalações para a recreação do circuito de manutenção além de edifícios modernos como um centro de exibição de eventos e um jardim de apoio botânico para plantas medicinais e fruteiras.

Tem quatro bacias de retenção das águas pluviais, a primeira entre o cais do Porto de Pescas e a Piscina do Clube Ferroviário da Beira, a segunda entre o chamado prédio da TVM e a Casa dos Bicos, a terceira entre a Casa dos Bicos e o campo do golfe, e quarta entre o mesmo campo e o bairro da Ponta-Gêa.

Trata-se de um projecto-piloto implementado pelo sector da Administração de Infra-Estruturas de Águas e Saneamento (AIAS) no Ministério das Obras Publicas, Habitação e Recursos Hídricos.

O empreendimento está subdividido em quatro partes e consiste em controlar a expansão urbana na área de influência do rio Chiveve.

Toda energia eléctrica usada é à base de sistemas solares,com vista a preservar o meio ambiente.

Cobrindo uma área total de 47 hectares, o empreendimento custou cerca de 31,3milhões de dólares (2,3 mil milhões de meticais) financiados pelo Governo de Moçambique, Banco Mundial e Banco Alemão de Desenvolvimento denominado KFW.

Foi executado pelo empreiteiro chinês China Henan Internacional Cooperation Group (CHICO).

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JÁ está em curso na cidade da Beira a reposição dos postes de média e baixa tensão, condutores, linhas e cabos de energia eléctrica derrubados durante a passagem do ciclone Eloiseno sábado, deixando vários bairros sem iluminação.

A informação foi dada a conhecer esta terça-feira (26) pelo delegado da Electricidade de Moçambique (EDM), nesta cidade, lamentando que o fenómeno tenha destruído uma rede que já era deficitária em diversos bairros.

Amílcar Liasse apontou, entretanto, que os bairros da Massamba, Matadouro, Inhamizua, Cerâmica, Régulo Luís, Mbatue, Nhangau e zona das gasolineiras ainda continuam sem energia, mas os técnicos da empresa estão a trabalhar para a solução do problema o mais breve possível.

Liasse considerou prematuro avançar qualquer previsão do término deste trabalho, porque a maioria dos bairros sem energia estão ainda alagados.

Contudo, avançou que para acelerar o trabalho, a EDM reforçou as suas equipas técnicas.

Aproveitou a ocasião para alertar à população que evite aproximar-se, tocar ou mesmo tentar levantar os postes e cabos caídos, pois tal representa um risco à vida.

“Nestes casos, recomendamos que nos contactem através do número de atendimento ao cliente 1455, sempre que se depararem com algum poste ou cabo no chão”, aconselhou.

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CINCO pessoas perderam a vida na cidade da Beira no sábado,na sequência da passagem do ciclone tropical Eloise, uma das quais um indivíduo de aparentemente mais de 30 anos trucidado na zona da Munhava-Matope.

A reportagem do "Notícias" deparou-se com a ocorrência na ronda que efectuou logo após o temporal. Na circunstância,em conversacom Domingos Labissone, um dos guardas que pernoitara junto à linha férrea que nos contou que o finado era seu colega de trabalho e que no momento da tragédia estava a dormir.

"Ele estava a dormir debaixo dos vagões a esconder-se da forte chuva e do vento que se fazia sentir. Por azar as carruagens movimentaram-se alguns metros e passaram por cima dele dividindo o seu o corpo a meio", relatou.

Entretanto, até à saída da nossa Reportagem, por volta das 12.00 horas, o corpo ainda se encontrava no local, descoberto e à espera dos homens do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) para os passos subsequentes.

As restantes quatro mortes foram anunciadas pelo presidente do Conselho Autárquico da Beira, Daviz Simango, e ocorreram duas no posto administrativo de Nhangau e outras em Inhamízua.

Em Nhangau, duas casas desabaram e mataram um menor de dois anos e um homem,enquanto em Inhamízua duas paredes desabaram tirando a vida a dois homens.

Entretanto, outras 25 pessoas deram entrada no Hospital Central da Beira (HCB) com traumas depois de terem sido atingidas por chapas de zinco e blocos de cimento que algumas famílias colocaram por cima dos telhados das suas residências para evitarem que a cobertura voasse pela força do vento.

De acordo com o porta-voz do HCB, Bonifácio Cebola, do número avançado 10 são crianças e os restantes adultos.

"Das 10 crianças observadas,três estão internadas uma com um traumatismo abdominal por terem sido atingidas por uma chapa de zinco e duas tiveram fracturas nos membros inferiores e superiores. As restantes sete sofreram traumatismos ligeiros atingidas por blocos mas regressaram às suas casas”, revelou Cebola.

Já os adultos, na sua maioria, contraíram ferimentos ligeiros devido ao efeito das chapas de zinco. Foram todos observados e dispensados.

Por outro lado, o porta-voz do HCB revelou que o ciclone tropical Eloise afectou uma parte das infra-estruturas da unidade hospitalar, concretamente os edifícios das consultas externas, os serviços administrativos e os blocos operatório e de internamento, onde houve algumas infiltrações.

A passagem do Eloise resultou, igualmente, em danos incalculáveis em diversas infra-estruturas públicas e privadas apesar das precauções previamente tomadas. Muitas árvores e ramos de árvores tombaram impedindo ou em certos casos dificultando a circulação. Um pouco por toda a cidade chapas de cobertura soltaram-se e voaram.

Outro dos marcos visíveis nas estradas foi a queda ou quebra dos postes de transporte de energia eléctrica, o que criou enormes prejuízos para os cidadãos e para a Electricidade de Moçambique (EDM).

A propósito, o delegado provincial da empresa em Sofala, Amílcar Liasse, afirmou que  “tivemos situações de postes partidos de média e baixa tensão. Tivemos também muitos cabos no chão”, contou.

Liasse esclareceu ainda que não tinha havido interrupção deliberada no fornecimento de energia, pelo que o “apagão” verificado resultou mesmo da queda e/ou quebra dos postes.

Entretanto, o restabelecimento começou a ser feito ainda na noite de sábado em alguns bairros da cidade da Beira,trabalho que prosseguiu ao longo do dia de ontem. Leia mais

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AS vítimas dos alagamentos na cidade da Beira albergadas nos centros de acomodação do IFAPA e da Escola Secundária Samora Machel foram ontem transferidas das tendas em que se encontravam para as salas de aula.

Segundo o secretário permanente do distrito, Frederico Meque, a medida visa conferir-lhes uma melhor segurança, perante a aproximação da tempestade Eloise.

Meque acrescentou que toda a logística está criada para suprir as necessidades destas famílias nos novos locais onde irão permanecer durante a passagem da tempestade.

Assegurou, igualmente, que nestas escolas estarão posicionados um posto médico e um policial.

Por outro lado, segundo  o secretário permanente, o número de famílias continua a aumentar nestes centros, sendo que no IFAPA estão agora 323 pessoas, contra as 180 que se encontravam no local até quinta-feira.

Já na Samora Machel estavam acomodadas ontem 648 deslocados, contra as 583 de quinta-feira. Leia mais

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