Director: Júlio Manjate

Pelo menos 387 pessoas, entre as quais idosos e crianças, vítimas das enxurradas foram até ontem evacuadas dos bairros de Ndunda, Mungassa, Matadouro, Macurungo, Munhava, Nazaré e Ngupa, na cidade da Beira, para o centro de acomodação do IFAPA.

O facto foi dado a conhecer ainda ontem pelo delegado do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) Teixeira Duarte, explicando que o resgate resultou de um trabalho executado por várias brigadas da Unidade de Protecção Civil (UNAPROC), que se encontram em diferentes bairros da urbe.

Teixeira Duarte recordou que a decisão de resgatar as pessoas foi tomada depois de activado o Centro Operativo de Emergência (COE), cujos técnicos constataram que havia muitos cidadãos em situação de risco.

A fonte revelou que 1929 pessoas encontravam-se sitiadas, depois das chuvas do início desta semana.

Sobre a assistência às pessoas, o delegado do INGC revelou que a UNAPROC distribuiu frascos de “Certeza” e cloro para purificação da água nos locais onde alguns citadinos permanecem.

As brigadas que prestam assistência aos necessitados incluem psicólogos e activistas da Saúde.   

Duarte considerou ainda que a nível da província de Sofala a situação da cidade da Beira era mais crítica, a avaliar pelo número de pessoas afectadas e pela quantidade de zonas atingidas.

Com efeito, do trabalho realizado constatou-se que muitos bairros estão alagados, tornando a situação dos moradores deplorável.

Voltou a apelar aos cidadãos para prestarem atenção, sobretudo às crianças que podem facilmente cair nos buracos abertos e alagados nos bairros.

Enquanto isso, subiu para quatro o número de óbitos em consequência das inundações na cidade da Beira, segundo deu a conhecer ontem o delegado do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades em Sofala.

Entretanto, o administrador do distrito da Beira, João Oliveira, lamentou que no bairro do Vaz algumas famílias se recusem a sair para o centro do IFAPA, receando que os malfeitores possam invadir as suas residências para furtarem bens.

Enquanto isso, alguns moradores deste bairro que haviam abandonado as suas residências por se encontrarem submersas estão a regressar, visto que a água tem tendência a baixar.

A nossa Reportagem testemunhou ontem esse facto no Centro de Tratamento de Vítimas de Violência, na zona do Vaz, onde algumas famílias afectadas pelas enxurradas se haviam refugiado durante, pelo menos, três dias.

No local, uma funcionária da referido centro informou-nos que todas pessoas já haviam abandonado aquele recinto, de regresso às suas casas.

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O número de pessoas arrastadas pelas águas da chuva, desde domingo, na cidade da Beira, em Sofala,  subiu para três, disse esta quarta-feira (22) fonte do município, elevando o total nacional na época das chuvas, desde Outubro, para 31.

Duas menores com idades entre 5 e 7 anos, que se encontravam a brincar em charcos num dos bairros da cidade, caíram numa vala de drenagem e ficaram entaladas numa conduta, sendo os corpos encontrados  na tarde de terça-feirajá sem vida, explicou o vereador Albano Cariz.

Ontem foi encontrado o corpo de um homem na zona onde desaguam valas de drenagem de águas pluviais no bairro das Palmeiras, mas o avançado estado de degradação indicia que a morte terá sido provocada por outras causas, antes da chuva.

A última vítima mortal foi um rapaz de 15 anos arrastado pelas águas num bairro, na segunda-feira, caso reportado na terça-feira pelas autoridades.

A chuva que se abate com intensidade sobre a cidade da Beira, desde domingo, já destruiu dezenas de residências e desalojou centenas de pessoas, anunciou na quarta-feira o município.

Muitas famílias da cidade costeira voltaram a ser desalojadas devido às inundações, 10 meses depois de terem sido afectadas pelo ciclone Idai.

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O  corpo do adolescente que era dado como desaparecido na vala de drenagem no bairro de Palmeiras, na cidade da Beira, foi encontrado no final da tarde deterça-feira. Fontes familiares afirmaram que o corpo estava entre os detritos arremessados àvala de drenagem.

O adolescente de 15 anos de idade morreuquando tentava perseguir uma bola que caíra na vala de drenagem.

Segundo apurámosno local, três adolescentes tinha caído na vala,mas um socorrista conseguiu salvar dois,tendo o terceiro desaparecido.

“Estamos conformados com o sucedido. Ainda hoje (ontem) vamos realizar o funeral”, contou a fonte familiar cujonome não pudemos obter.

Entretanto, as autoridades municipais, através do vereador da área de construção e urbanização, Albano Carige, falouda morte de mais dois adolescentes por afogamento nos bairros Ndunda e Mungassa.

A propósito, o administrador da Beira, João Oliveira, lançou um apelo a toda a população para tomar medidas de precaução, sobretudo crianças,para evitar mais mortes por afogamento.

“Temos muitos buracos e com esta água não conseguimos descobrir onde estão. Estamos a falar da situação de vários bairros,com destaque para o Ndunda, onde as pessoas cavaram para tirar areia para a construção. Temos de ver esta situação e cuidar das nossas crianças”, recomendou Oliveira

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Um surto de filária está a atacar as pessoas afectadas por inundações na Beira, algumas das quais acomodadas nos centros criados pelas autoridades em diversos bairros, segundo confirmou uma fonte do sector da Saúde nesta região do país,tranquilizando, entretanto, que se trata de uma doença cuja cura é acessível em qualquer unidade sanitária.

Recorde-se que um grupo de activistas está a trabalhar nos bairros para sensibilizar os moradores a se dirigirem às unidades sanitárias em caso de ocorrência de qualquer tipo de doença.  

A Reportagem do “Notícias” esteve ontem no Centro de Tratamento de Vítimas de Violência situado no bairro do Vaz, onde constatou que muitos cidadãos apresentamsinais de filária, principalmente crianças, mulheres e idosos, aliás este local também tem águas paradas resultantesda chuva caiu nos últimos dias.

Um morador do Vaz de nomeAugusto Madororevelou, em contacto com o nosso repórter, que todos os 11 elementos da sua família estão com filária, entre os quais duas crianças que estão com feridas a gangrenar por estarem a coçar com frequência,uma vez que a filária provoca comichão nas zonas do corpo afectadas.

Para Madoro, a filária atacou a sua família por ter permanecido três dias sobre as águas, pois ainda não tinha encontrado um lugar seguro para se refugiar.

“Estamos aqui neste hospital tentando buscar auxílio, primeiro de comida e depois de tratamento médico. Mas agora estamos há dois dias sem comer e sem água. A situação está péssima aqui no Vaz”, lamentou.

 Joana Ernesto, moradora do mesmobairroeigualmente alojada no centroque atende as vítimas de violência, revelou que toda a família está a passar mal com a filária.

“Sinto mais pena das crianças,que estão a passar por momentos difíceis. Temos problemas com diarreias porque a água que bebemos aqui não fervemos”, contou a nossa entrevistada.

A filária manifesta-se por comichão, inchaço dos pés, apodrecimentoda pele,sobretudo nos dedos dos membros inferiores, e ocorre devido à permanência por muito tempo em águas paradas.

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Um adolescente de 15 anos de idade é dado como desaparecido desde o princípio da tarde de segunda-feira, suspeitando-se que tenha entrado numa vala de drenagem que liga os bairros de Palmeiras e Inhamudima.

Segundo o vereador de Construção e Urbanização do Conselho Municipal da Cidade da Beira, Albano Carige, o caso aconteceu quando o desaparecido e seus amigos estavam a jogar futebol tendo este sido levado pela corrente das águas pluviais quando tentava recuperar a bola que havia entrado na vala.

Até ao final da tarde de ontem, a família e os vizinhos do adolescente desaparecido continuavam sem saber o seu paradeiro, enquanto uma equipa dos Serviços de Saneamento do município e do Corpo de Salvação Pública efectuava buscas no leito daquela infra-estrutura de escoamento.

O desaparecimento do jovem ocorre numa altura em que a cidade da Beira regista chuva intensa e que já originou o deslocamento de famílias nos bairros de Vaz, Ndunda e Mungassa.

Sobre esse assunto, o administrador do distrito da Beira, João Oliveira, revelou que mais de cinco mil pessoas foram afectadas pelas águas pluviais que inundaram por completo a maioria das casas dos bairros periféricos daquela urbe.

Oliveira afirmou ainda que uma equipa composta por técnicos de diversas instituições públicas está já a trabalhar por forma a encontrar centros para as cinco mil pessoas afectadas pelas enxurradas.

Neste sentido, de acordo com o delegado provincial do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), Teixeira Almeida, foram identificados dois centros, nomeadamente do IFAPA e numa instituição religiosa cujo nome não precisou.

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