Director: Júlio Manjate

O “frente-a-frente” havido segunda-feira última entre os vendedores do Bazar Filipe e a direcção do Conselho Autárquico da Beira  (CAB)  visando a aproximação de posições na sequência da demolição de mais de 10 barracas naquele mercado localizado ao longo da Estrada Nacional número seis não alcançou os consensos esperados.

Com efeito, a edilidade defende que os afectados não serão ressarcidos sob a justificação de terem edificado as suas barracas precisamente no acesso às antigas instalações da fábrica de processamento de castanha de caju e nas bermas da estrada.

Por seu turno, os vendedores ameaçam levar o caso à justiça com a alegação de que o tempo que lhes foi dado para retirarem-se do espaço foi pouco.  

 As barracas foram demolidas numa madrugada da semana da quadra festiva uma decisão que criou um ambiente de revolta por parte dos moradores e vendedores que assim decidiram pedir um encontro com o edil Daviz Simango, mas este delegou os seus vereadores.

 

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VÃO arrancar, brevemente, as obras de construção de um novo centro distribuidor de água na zona de Estoril, arredores da cidade da Beira, no contexto do Projecto do Abastecimento de Água e Apoio Institucional, denominado WASIS-2. LEIA MAIS

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A zona da Praia-Nova deixará, brevemente, de ser residencial epassará a ser usada exclusivamente para actividades turísticas e piscatórias, segundo perspectivam as autoridades municipais da Beira.

O presidente do município, Daviz Simango, fundamentou que esta zona costeira não reúne condições de habitabilidade humana, razão por que os seus moradores devem abandonar imediatamente este espaço.

Simango sublinhou que, depois da construção das 25 mil casas resilientes no bairro da Maraza, cujo projecto arrancou com um aterro, todas as pessoas que vivem nos assentamentos informais na Praia-Novadeverão abandonar esta áreade risco para os pontos onde serão reassentadas.

Sobre a edificação de casas de alvenaria que continua a ocorrer na Praia-Nova, Simango considerou que elas serão demolidas proximamente.

No passado, mesmo depois da independência nacional, a zona da Praia-Nova foi usada como entreposto comercial pelos pescadores artesanais e, mais tarde, aproveitada como ponto de partida e terminal do transporte marítimo de passageiros e carga ligando a capital provincial e as regiões insulares dos distritos de Búzi e Machanga,por embarcações de pequena dimensão, localmente conhecidas por “chatas”.

A partir da década de 90, as poucas embarcações de transporte de passageiros que operavam a partir do Cais Manarte, no Porto da Beira, foram, paulatinamente, deixando de fazer a ligação entre a cidade da Beira e zonas como vila do Búzi, Nova Sofala, Machanga, Divinhe, Nova Mahonga, Chiloane, Nova Mambone (Inhambane), entre outras, por alegada falta de rentabilidade devido à concorrência desleal das chamadas “chatas”, que passaram a operar este serviço.

Nos últimos 10 anos, a autarquia atribuiu talhões para habitações, maioritariamente de construção precária.

Porém, ao longo do tempo foram surgindo casas melhoradas, armazéns, barracas e quiosques de venda de produtos, incluindo de bebidas, casas de pasto, entre outros.

Foi assim que a Praia-Nova virou um bairro residencial, onde a actividade comercial é feita com dinâmica e durante 24 horas.

Com a pressão da população, que ia crescendo, assistiu-se a práticas como abate de mangal para diferentes usos, como construção de casas e combustível lenhoso para a confeccção de alimentos, o que agravou a erosão.

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SEIS assaltantes de viaturas com recurso à armas de fogo e chaves falsas foram neutralizados esta quarta-feira pela Polícia da República de Moçambique (PRM) e encontram-se detidos na 12.ª Esquadra, em Inhamízua, nos arredores da cidade da Beira.

De acordo com o chefe do Departamento das Relações Públicas no Comando da PRM em Sofala, Daniel Macuácua, os indivíduos furtaram uma viatura da marca Toyota Corola no Cemitério da Cerâmica quando o proprietário do veículo em causa participava no funeral de um seu ente querido.

Depois da investigação do caso, todos os suspeitos na prática daquele tipo de crime foram encarcerados para responderem criminalmente pelos seus actos, tendo a corporação policial recuperado duas armas do tipo AKM-47 e uma pistola.

Foi igualmente recuperada a viatura que tinha sido furtada e posteriormente entregue ao legítimo proprietário, num delito que os indicados de 25 e 35 anos de idade confessam o seu envolvimento.

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FISCAIS do Conselho Autárquico da Beira (CAB) demoliram pelo menos dez barracas, alegadamente por estarem construídas em lugar errado, no movimentado Bazar Filipe, localizado no Bairro de Ndunda, arredores da urbe.

A acção está a gerar conflito entre as autoridades municipais e os proprietários das bancas, algumas das quais construídas com base em material convencional.

Artur Alimo, um dos vendedores afectados pela medida do Conselho Municipal, disse a Reportagem do “Notícias” que as autoridades autárquicas, ao demolir apenas 10 barracas das centenas existentes, agiu de má fé.

“As nossas barracas foram demolidas sem que houvesse pelo menos um pré aviso. Como é que as pessoas decidem tomar este tipo de acção? Aqui nós alimentamos vidas. É o nosso emprego que foi directamente afectado, com implicações na economia da familia”, lamentou

O interlocutor disse que o grupo de vendedores que viu as suas barracas demolidas recorreu ao presidente do municipio, Daviz Simango.

“Porque vimos que a acção dos fiscais foi injusta, marcamos audiência com o presidente Daviz Simango. Já houve encontro com os seus assessores e tudo indica que hoje, sexta-feira, o presidente nos receba para se tomar uma decisão sobre o nosso futuro após as destruições”, explicou

Uma outra vendedeira, que falou na condição de anonimato, disse que as autoridades municipais precipitaram-se em destruir as barracas sem no entanto primeiro buscar consenso com os donos.

“Estamos a desenvolver as nossas actividades há muito tempo. Fixamo-nos neste mercado antes deste governo municipal tomar o poder. Penso que seria bom conversar connosco primeiro antes de fazerem estas coisas”, disse.

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