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Director: Júlio Manjate

Um total de 500 livros escolares de distribuição gratuita foi recolhido durante o fim-de-semana no mercado informal do Goto, na cidade da Beira, pela Polícia da República de Moçambique (PRM), na sequência de uma operação conjunta entre os Ministérios do Interior e da Educação e Desenvolvimento Humano, denominada “Ebuko”.

Segundo o porta-voz da PRM em Sofala, Dércio Chacate, trata-se, maioritariamente, de livros da sétima classe, e a operação tem como objectivo precisamente apreender todo o material didáctico deste género que esteja a ser comercializado de forma ilícita nos diferentes mercados daquela região do país.

Chacate revelou-nos que durante a operação nenhuma pessoa foi detida, uma vez que os vendedores, ao se aperceberem da presença da Polícia,  puseram-se em fuga, abandonando os seus produtos.  

O oficial da Polícia revelou que os livros recolhidos serão colocados à disposição das escolas. Entretanto, aproveitou a oportunidade para lançar um apelo dirigido aos pais e encarregados de educação no sentido de não comprarem este material como forma de desencorajar a sua venda no mercado informal.

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O Centro de Saúde de Macurungo, na cidade da Beira, parcialmente destruído pelo ciclone Idai em Março do ano passado voltará a funcionar em pleno a partir do próximosábado com a entrega do último bloco, cujas obras encontram-seem fase de acabamentos.

Na passada sexta-feira, o governador da província de Sofala, Lourenço Bulha, esteve no local para se inteirar do estágio dos trabalhos e,no fim,manifestou a sua satisfação perante o nível de execução das obras.

Bulha afirmou ainda que aquela unidade hospitalar já é uma referência na cidade da Beira pelos serviços que presta,um estatuto que vai melhorar quando estiver totalmente operacional.

Aproveitou a oportunidade para agradecer aos parceiros que tornaram possível a reabilitação e ampliação do hospital. Lembre-se que as obras foram financiadas pela Cruz Vermelha de Portugal.

Por sua vez, o director da Saúde, Mulher e Acção Social do distrito da Beira, Fino Massalambane, explicou que aquele centro de saúde transformou-se num modelo para todas as restantes unidades daquele nível na província de Sofala.

Segundo Massalambane, a empreitada consistiu numa intervenção de raiz e na ampliação de alguns serviços que já existiam.

O dirigente revelou que para melhorar os serviços,o bloco ainda em falta vai contar com um banco de socorros, área administrativa, serviços de radiologia, entre outros, no sentido de minimizar a distância que os pacientes percorrematé ao Hospital Central da Beira (HCB).

OCentro de Saúde de Macurungo passará igualmente a contar com a maior incineradora de resíduos hospitalares ao nível da cidade da Beira com capacidade para cinco toneladas diárias.

A nova incineradora vai,desta forma,receber lixo de todas as outras unidades sanitárias da urbe que produzem entre uma a duas toneladas de resíduos por dia.

Programa de vacinação com51 motorizadas 

Ainda no quadro da visita de trabalho do governador de Sofala ao sector da saúde, foram entregues na sexta-feira pela Organização Mundial da Saúde (OMS), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e União Europeia, 51 motorizadas à Direcção Provincial de Saúde de Sofala acto acontecido no hospital da Ponta-Gêa, na cidade da Beira.

A entrega aconteceu no âmbito do apoio ao plano de resposta pós-emergência e servirá no programa alargado de vacinação para toda a província de Sofala.   

Na ocasião, Lourenço Bulhareferiuque com estes meios os funcionários terão ter mais flexibilidade e mobilidade no trabalho deforma a darem respostas em tempo útil.

Apelou aos directores distritais da Saúde no sentido de cuidarem da melhor forma possível destes meios circulantes para dignificarem a oferta e para que sirvam por muito tempo.

"Não queremos ouvir falar de casos de má utilização dos meios,porque se assim for vamos tomar medidas", advertiu.

Aproveitou a oportunidade para alertar que estes meios não devem servir para transportar produtos alheios ao trabalho ao qual estão destinados.

Por seu turno, a coordenadora da UNICEF nas províncias de Manica e Sofala, Dezi Mahotas, em representação dos doadores, explicou que as motorizadas visam fortalecer o acesso aos cuidados de saúde primários às populações afectadas pelo ciclone tropical Idai.

Fez questão de recordar que a saúde e a nutrição são direitos fundamentais das populações principalmente as que foram afectadas pelo ciclone pelo que pretendem contribuir para a materialização destes direitos em todos distritos da província de Sofala.

Disse ainda estar ciente que já foram criadas condições para o reforço da implementação da estratégia de brigadas móveis integradas de saúde que o governo identificou como forma mais rápida de garantir o acesso sobretudoàpopulação residente nos bairros de reassentamento e em locais de difícil acesso.

Segundo Mahotas, estes devem ter acesso aos cuidados de saúde primários que  incluem a vacinação, o atendimento àmulheres grávidas e no período pós-parto, a prevenção,identificação e tratamento da malária, diarreias e desnutrição além do aconselhamento sobre a alimentação infantil, da mulher grávida e a provisão dos cuidados curativos.    

Dirigindo-se aos técnicos de saúde recomendou para que usem de forma criteriosa as motorizadas de modo que possam levar os serviços de saúde e nutrição a mais crianças e à população por um longo período de tempo.

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A RECONSTRUÇÃO pós-ciclone Idai nas zonas em que as pessoas perderam casas na cidade da Beira e arredores deverá obedecer a modelos resilientes, tendo em conta as mudanças climáticas que sevivemnos últimos tempos. A recomendação é da missão das Nações Unidas, que durante três dias trabalhou na província de Sofala para monitorar o processo de reconstrução após-ciclone Idai. Leia mais

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O PROCESSO de reconstrução do Hospital Central da Beira (HCB) pós-ciclone Idai deverá ser concluído ainda este ano, segundo garantiu o administrador desta unidade sanitária, Abú Júlio. Falando, há dias, sobre o impacto devastador do fenómeno natural, à margem da visita de um grupo de jornalistas da União Europeia, Abú Júlio ressalvou que tal ainda vai depender do que considerou de boa vontade dos parceiros de cooperação no desembolso dos fundos. Leia mais

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Quatro milhões de meticais dos 9.791.111,30 desviados, em Novembro do ano passado, no Hospital Central da Beira (HCB) foram recuperados, revelou ontem a Secretária de Estado na província de Sofala, Stella Zeca,à margem de uma visita que efectuou à direcção provincial de Saúde e a esta unidade sanitária.

O valor foi desviado por quatro funcionários da maior unidade sanitária da região centro do país. A governante reafirmou que os indiciados, que se encontram a trabalhar normalmente, devem ser urgentemente responsabilizados pelos seus actos.

O assunto voltou a ser aflorado na visita que a Secretária de Estado realizou às duas instituições, onde constatou que ainda não existe qualquer processo disciplinar contra os suspeitos do descaminho do montante do erário público.

“Toda a gente está bastante interessada no esclarecimento do assunto, pelo que devemos ser informados sobre os procedimentos para a responsabilização dos implicados. Nós estamos a fazer o acompanhamento e o que fizemos hoje (ontem) foi nos inteirarmos(do assunto) para podermos dar continuidade ao trabalho que os nossos antecessores estavam a fazer”, explicou Stella Zeca a jornalistas.

Garantiu que mesmo estando num processo da transição de um mandato para o outro, nada se vai perder pelo caminho e os processos devem seguir os seus trâmites normais.

Acto desumano

Stella Zeca sublinhou que se trata de um processo-crime e que o Ministério Público está a fazer o seu trabalho e mesmo tendo conseguido recuperar os quatro milhões de meticais, administrativamente é necessário que que haja lição sobre como monitorar para que casos como este não voltem a acontecer.

“É preciso saber se houve negligência ou foi um acto premeditado em que deve haver responsabilização. Numa altura em que o país enfrenta uma situação de crise financeira, nove milhões de meticais no contexto de gestão de um hospitalé desumano, além de constituir um crime punível pelo Código Penal”, defendeu Stella Zeca.

Realçou que este acto não pode ficar impune, havendo matéria suficiente para processo disciplinar ou para alguma advertência.

“Verificamos que alguém foi atribuído a senha do sistema para o pagamento das despesas sem sequer sabe utilizar o computador. Isto significa que pode haver alguma negligência mesmo nos processos normais de cadastramento e é preciso tirar algumas lições, mas também responsabilizar, caso fique provado que há matéria para o efeito”, reafirmou.

A Secretária de Estado defendeu ainda que nada deve ser escondido, exceptuando matéria especifica defórum criminal porque se pretende esclarecimento de um assunto que manchou os funcionários e o Hospital Central da Beira.

Deplorou igualmente que, mesmo havendo fortes evidências de desvio de fundos do Estado, os indiciados continuem a exercer normalmente as suas funções e até cargos de chefia na mesma unidade hospitalar.

Naquilo que constituiu o primeiro pronunciamento do Governo sobre o desvio de fundos no Hospital Central da Beira, a Secretária deEstado em Sofala ainda foi mais longe, ao dizer que existe responsabilidade moral para esclarecer toda a comunidade sobre o facto.

Assunto sob alçada da Inspecção dSaúde

O inspector-chefe na Direcção Provincial daSaúde em Sofala, Duarte Comissário, afirmou que o desvio de fundos do Orçamento do Estado no Hospital Central da Beira já está a ser gerido ao nível da Inspecção-geral do Ministério de Saúde, em coordenação com a Inspecção Regional centro das Finanças, sendo que localmente nada se pode avançar, neste momento, em termos de processo disciplinar dos indiciados.

Para o efeito, Comissário revelou que há uma equipa que já foi formada e que, provavelmente, nos princípios de Março vai escalar o Hospital Central da Beira para a elaborar o processo disciplinar que deve resultar das provas a ser extraídas de numa auditoria.

Se se provarem tais indícios, há espaço para processosdisciplinares, tendo sido já produzidos termos de referência.

Dos quatro funcionários suspeitos no desvio de fundos consta o administrador do Hospital Central da Beira, Abú Júlio, que depois de ser detido, entre 26 e 31 de Dezembro último, juntamente com outros indiciados, foi restituído à liberdade e voltou a ocupar o mesmo cargo.

 Para a directora-geral substituta desta unidade sanitária, Ana Tambo, estranhamente, alguns suspeitos arrolados neste caso são simplesmente agentes auxiliares administrativos, cuja actividade resume-se à limpeza, não tendo sequer um telemóvel e muito menos noções de operar um computador.

Pela investigação realizada sobre o assunto, constatou-se que alguns dos beneficiários nem sequer prestam serviços ao Hospital Central da Beira e quando o rombo foi detectado, todos os funcionários ligados ao sistema estavam com as respectivas senhas bloqueadas.

(Horácio João)

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