Director: Júlio Manjate

Alunos das escolas destruídas pela passagem do ciclone Idai, na cidade da Beira, vão ser distribuídos por outros estabelecimento de ensino para dar lugar ao prosseguimento das obras de reabilitação daquelas infra-estruturas.

O facto foi revelado pelo Director Provincial de Educação e Desenvolvimento Humano, Manuel Chicamisse. A fonte deuexemplo da Escola Primária Completa Agostinho Netoque não pode, por ora, acolhercolocar alunos porse encontrar em obras de restauração. A movimentação de diverso equipamento de construção civil pode perigara integridade física dos discentes.

“Neste caso particular, os alunos irão para as escolas Heróis Moçambicanos, Eduardo Mondlane e 1 de Junho”, informou, justificando que esta é a solução encontrada para o prosseguimento da actividade lectiva.

A uma pergunta sobre se esse acréscimo de alunos não traria outros problemas para as escolas que vão albergar taisestudantes, Chicamisse respondeuque “algumas pessoas que vivem nas cidades têm optado pelo ensino particular, e issopermitem que façamos essa manobra sem afectaro processo de ensino e aprendizagem dos alunos.Mesmo que estejamos a distribuir os alunos poressas escolascontinuamos ainda norácio de 50estudantes por turma.  Isto significa que crescemos bastante em termos de infra-estrutura escolares do ensino primário”, explicou.

Elucidou que a Escola Heróis Moçambicanos estava com um rácio de 40 alunos e com dois turnos, por isso é uma opção podeabsorver os alunos da Escola Agostinho Neto sem afectar nada.

Por outro lado, afirmou que muitas famílias estão a optar por viver nas zonas de expansão e,por isso,a saírem do centro da cidade. Nestes termos, muitos alunos também passam a estudar fora.

No caso dos alunos que frequentavam aulas em tendas garantiu que vão iniciar o processo sem problemas,pois as mesmas foramconstruídas em substituição das salas.

Entretanto, recordou que já foram reconstruidas 300 salas de aula, não apenas na Cidade da Beira como também em outras regiões afectadas pelo desastre natural.

“E pelos números que os parceiros nos apresentaram esperamos reabilitar outras salas num processo que inicia em Março. Contudo, ainda não podemos falar de números porque estamos em negociações”, elucidou Chicamisse.

Enquanto isso, o governante congratulou-se pelo facto de o processo de reabilitação pós-Idai estar a ter algumas vantagens porque certos parceiros, paraalém de reconstruirem,  por exemplo, 10 salas destruídas que são o total de uma escola, constroem mais cinco porque ficam sensíveis à questão do rácio.

“Ou seja, além de reabilitarmos aquilo que tínhamos perdido ganhamos novas infra-estruturas não só educativas como recreativas, campos polivalentes e também sanitários”, regozijou-se.

ADD // Disponíveis 539 vagas

para professores

Odirector provincial de Educação e Desenvolvimento Humano revelou que para o presente ano,o sector tem 539 propostas de contratação de professores para toda a província de Sofala.

Deste total, 12 vagas correspondem a professores do ensino secundário, quatro estão reservados para professores de Educação Especial, sendo dois para Deficiência Auditiva e outros dois para a Deficiência Visual.

Revelou ainda que o maior número de vagas vai para docentes N4.

Segundo a fonte este número de professores a serem contratados não é suficiente, mas é o que foi disponibilizado de acordo com o cabimento orçamental,pois a contratação de professores implica a capacidade financeira para remunerá-los.

“Estamos a iniciar o quinquénio, o que faz o transporte de números de vagas do ano passado,poisgeralmente no início de quinquénio o número de vagas é muito alto.  Mas poderemos ter esta informação depois da informação do orçamento. Acreditamos que possa ser possível o reajuste das vagas ainda este ano, caso não, as vagas do próximo ano serão em número mais elevado”.

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Em Sofala, estão a ser desactivados os cinco centros criados para acomodar as quinhentas famílias, vítimas das inundações.

Trata-se de famílias que foram retiradas das zonas afectadas pelas enxurradas, nos distritos da Beira, Búzi e Nhamatanda.

A informação foi avançada, quinta-feira, na Beira, pela Secretária de Estado, em Sofala, durante a visita que efectuou a um dos centros de acomodação.

Stela Pinto Novo Zeca disse que, para garantir a reinserção social dos afectados, serão disponibilizados alimentos, cobertores e tendas de abrigo para cada uma das famílias.(RM )

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AS praias de Ponta-Gêa, Palmeiras e Macúti voltaram a estar livres de realização de cultos religiosos que arrastavam crentes de algumas congregações maioritariamente de origem Zione, não apenas de Moçambique, como também provenientes do Botswana e Zimbabwe.

Os cultos passam assim, a ser efectuados na zona do rio Maria, denominada praia do Régulo Luís.

A mudança foi possível após a intervenção das autoridades municipais através de uma formalização da proibição da realização de actos litúrgicos nestes lugares de lazer, facto que afastava os banhistas e alguns turistas.

O chefe das operações da Polícia Municipal da Beira, Manuel Gimo explicou que a aplicação da medida não foi pacífica, tendo inclusivamente havido alguma resistência por parte dos promotores destas actividades.

“Na verdade, tudo era uma clara violação à postura camarária, mas  não há contemplações para a violação da lei,  razão pela qual hoje as praias de Ponta-Gêa, Palmeiras e Macúti já estão livres da realização de cultos religiosos”, disse.

As congregações religiosas protestantes, que transformavam a zona da marginal em autênticas capelas ao relento, acreditam que as águas do mar têm algum poder de cura e proporcionam sucesso na vida profissional e socioeconómica.

Numa ronda que a nossa Reportagem efectuou ao longo da zona da marginal constatou que, efectivamente, a prática passou para a história.

A Polícia Municipal teve mesmo que desencadear uma campanha de destruição de construções que proliferavam nas praias da Beira para este efeito.

Antes, o município, em Dezembro de 2018, interditou a realização de cultos nas praias de Ponta-Gêa, Palmeiras e Macúti transferindo-os para a praia da zona do rio Maria, que dista há 15 quilómetros do centro daquela urbe, o que resultou em divergências entre as partes.

Sem pagarem qualquer taxa monetária à edilidade, os visados entendiam que num Estado laico as autoridades, neste caso o município, não devem interferir nas suas actividades religiosas.

MEDIDA É IRREVERSÍVEL

o Conselho Municipal da Cidade da Beira reafirma que as praias devem servir exclusivamente para actividades de lazer e nunca para cultos religiosos. Assim, todos os visados devem cumprir a postura urbana porque a edilidade não vai recuar da sua  decisão e  continuará vigilante para evitar eventuais transgressões.

Manuel Gimo recordou que a implementação desta medida foi antecedida de encontros de sensibilização.

Para o vereador da área de desenvolvimento institucional na edilidade, José Domingos, a medida de interdição de cultos nas praias visa garantir que esta área marítima seja exclusivamente para o lazer, actividade que, segundo ele, entra em contradição com os princípios básicos de uma igreja.

Numa primeira fase, o município arrolou a existência de aproximadamente 10 grupos que transformaram as praias referenciadas em lugares de culto. Mas, paulatinamente o número das referidas seitas estava a crescer.

Por isso, o município interditou, porque essas actividades concorrem para retirar a beleza das praias.

Ainda assim, a edilidade encontrou a alternativa de reservar a praia do rio Maria  para a realização de tais cultos, uma zona menos movimentada por turistas.

“Lá podem realizar os seus cultos sem qualquer perturbação de pessoas que procuram o lazer. Contudo, não devem construir qualquer casa ou salas de culto de forma permanente”, alertou.

Domingos fez questão de lembrar que a implementação desta medida foi antecedida de vários encontros de esclarecimento com os respectivos líderes religiosos desmentindo a versão segundo a qual alguns  nunca foram informados.

RELIGIOSOS CONFORMADOS

ENTRETANTO, alguns dos que realizavam cultos nas praias referidas, ouvidos pela nossa Reportagem mostraram a sua insatisfação perante a medida mas, não tendo outra opção, conformam-se e garantem que vão cumprir a decisão das autoridades municipais.

Bennat Bongloys, pastor da igreja Zione do Botswana, explicou que a sua presença na Beira fortifica o amor a Jesus Cristo pelo facto de estar a contribuir na cura de muitas pessoas.

Liderando uma caravana que conta com alguns crentes da sua congregação religiosa provenientes daquele pais da África Austral, Bongloys afirmou que não tinha hipóteses, senão aceitar a posição da edilidade.

Contou-nos ter recebido instruções no sentido de exercer a sua actividade na praia do Régulo Luís.

Apontou que, tradicionalmente, a igreja Zione sempre faz as suas orações ao relento e debaixo de árvores o que, no seu entender, não constitui qualquer violação às normas da postura camarária.

Joseline Jeams, profeta da Igreja Johane Xicanno, baseada em Bulawayo, no Zimbabwe, revelou que muitas pessoas dirigem-se àquelas praias para realizarem  vigílias nas quintas e sextas-feiras reservando os fins-de-semana para  missas.

Ela mostrou-se bastante revoltada com a medida tomada pelo município, alegadamente por não ter sido auscultada, conformando-se, entretanto, com a decisão da edilidade.

(Horácio João)

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A Secretária do Estado (SE) de Sofala, Stella Zeca, prometeu ontem às vítimas das inundações, acomodadas no Instituto de Formação em Administração Pública (IFAPA) na cidade da Beira, que vai trabalhar com o sector da Educação desta província para assegurar a realização de matrícula e o material para as crianças que se encontram naquele local.

A dirigente fez esta promessa em resposta a um pedido feito pela população durante uma visita que efectuou ao local, acompanhada pelo governador da província Lourenço Bulha.

A visita dos dois dirigentes coincidiu com o anúncio oficial da desactivação daquele centro de acomodação que albergava 115 famílias vítimas das últimas enxurradas, que desalojaram mais de 250 pessoas na cidade da Beira, dentre elas 140 crianças.

A governante explicou ainda que a visita se destinava a interagir com a população de modo a perceber se deseja deixar o local ou não, visto que a situação já está normalizada.

Por sua vez, Lourenço Bulha afirmou que o seu Executivo está preocupado com a população, razão pela qual, após tomada de posse, decidiu visitar o centro para se inteirar de como as famílias estão a viver. 

Entretanto, na interacção com os dirigentes, a população mostrou-se disponível a regressar às suas zonas de origem, visto que a água baixou.

Sobre a questão, a representante do delegado provincial do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), Ana Correia, revelou que foram preparados para cada família 30 quilogramas de cereais, 15 de arroz e farinha, feijão enlatado, 20 latas de sardinhas, nove litros de água, um quilograma de açúcar e sal,  além de um litro e meio de óleo.

“Vamos entregar ainda para cada família kits de abrigo contendo martelo, prego, serrote, catana, entre outros materiais oferecido pela Organização Internacional de Migrações (OIM), além de uma lona”, garantiu.

Ana Paula afirmou que o “kit” garante que cada família possa ter refeições para um mínimo de 15 dias, assim que regressar à sua residência. Revelou igualmente que estavam a ser feitos esforços junto dos parceiros para que até ao final do dia de ontem fossem distribuídos cobertores.

“Nhangau” acolhe abertura do ano lectivo

A EscolaSecundária de Nhangau, nos arredores da cidade da Beira, acolhe hoje a cerimónia oficial de abertura do ano lectivo a nível da província de Sofala, segundo deu a conhecer o director provincial da Educação, Manuel Chicamisse.

Para tal, Chicamisse assegurou que está tudo a postos para o evento, no qual se espera a participação da comunidade daquele posto administrativo localizado há cerca de 30 quilómetros do centro da cidade.

O governante explicou ainda que a escolha da zona de Nhangau se deveu ao facto de ter sido construída, naquele posto administrativo, uma escola secundária de raiz.

“Este é um  ganho para o distrito da Beira, principalmente para a comunidade”, defendeu.

Revelou que foram construídas 10 salas de aula, um bloco administrativo, balneários, um furo de água, uma sala de informática nova e uma biblioteca apetrechada.

Recordou que a Secundária de Nhangau leccionava apenas da 8.ª à 10.ª classe, mas agora vai passar a ministrar também a 11.ª e 12.ª classes. Com a introdução do ensino médio, os alunos não precisarão de se deslocar para  outras comunidades para dar continuidade aos seus estudos.

 

O aumento de níveis escolares vai  também resultar no incremento do número de alunos de 3000 para 5000.

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Várias famílias que se encontravam fora das suas casas devido às enxurradas que se abateram sobre grande parte dos bairros da cidade da Beira já estão a regressar paulatinamente às suas residências.

O administrador da Beira, João Oliveira, confirmou o facto ao nosso Jornal, explicando que algumas famílias, por iniciativa própria, estão a abandonar os centros de acomodação para recomeçarem as suas vida nas respetivas zonas de residência.

No entanto, Oliveira assegurou que apesar de as pessoas estarem a sair dos centros de acomodação o Governo continuará a prestar a assistência na área da saúde e saneamento do meio.

“Mesmo com este regresso continuamos a lançar apelos no sentido de as famílias tomarem cuidados para evitar afogamentos. Temos conhecimento de que apesar de a água ter baixado há enormes crateras que ainda possuem água, pelo que há necessidade de as crianças e adultos tomarem certas precauções. Vamos igualmente seguir as instruções das nossas autoridades sanitárias para nos precavermos das doenças de origem hídrica”, afirmou o administrador da Beira.  

As chuvas afectaram mais de cinco mil pessoas, tendo algumas sido acolhidas nos centros de acomodação instalados no âmbito da resposta de emergência causada pelas inundações.

POPULAÇÃO ACATA MENSAGEM DAS AUTORIDADES

Enquanto isso, os activistas do sector da Saúde que se encontram em diversos bairros a sensibilizarem as pessoas contra doenças de origem hídrica estão a intensificar o seu trabalho.

Os activistas insistem na necessidade de purificação da água para consumo e encorajam as pessoas a dirigirem-se às unidades sanitárias em caso de sintomas de qualquer doença.

Os bairros abrangidos são Macurungo, Munhava, Manga, Ndunda e Mungassa, onde  várias famílias viveram momentos de desespero devido à concentração das águas pluviais, que inundaram por completo aquelas zonas.

Em contacto com a nossa Reportagem, alguns membros da equipa de activistas disseram que o trabalho está a decorrer sem sobressaltos e que a população já está a acatar as mensagens.

“Estamos satisfeitos porque a população está a colaborar. Muitos já aceitam tratar a água. Tivemos problemas com a população aquando da ocorrência do ciclone Idai e foi por isso que se assistiu ao alastramento de doenças diarreicas. Neste momento a população está a colaborar e estamos  satisfeitos”, afirmou Luciana João, activista da Saúde.

Por seu turno, Gregório Andela, outro activista, afirmou que o seu grupo está, entretanto, preocupado com a ocorrência de filária, pois algumas pessoas não se dirigem às unidades sanitárias alegando que a doença passa sem tratamento médico.

Recorde-se que o director da Saúde da Beira, Fino Massalambane, garantiu à nossa Reportagem a existência de fármacos nas unidades sanitárias para a cura da filária. Mas para tal apelou à população a dirigir-se aos postos médicos para o devido tratamento.

Tudo isso acontece numa altura em que algumas famílias estão a tentar reconstruir as suas casas com recurso a material local, tais como plásticos e outros materiais de baixo custo.

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