Director: Lázaro Manhiça

PROPRIETÁRIOS e/ou gestores de barracas de vendas de bebidas alcoólicas e “bottle stores”na cidade de Maputo entendem que o aperto das medidas de prevenção da Covid-19, anunciado quarta-feira pelo Chefe do Estado, é um sacrifício em prol da vida dos moçambicanos.

Referem que o encerramento das barracas de venda de álcool, por exemplo, é uma medida dura porque muitas famílias vivem deste negócio, mas terão de se reinventar para seguir com a vida.

Félix Loto, dono de uma barraca de venda de bebidas alcoólicas no bairro da Mafalala, disse, em contacto com o “Notícias”, que a decisão do Presidente da República de encerrar as barracas de venda de bebidas é acertada porque muitos utentes,depois de consumirem o álcool,não cumprem as medidas de prevenção do novo corovavírus.

“Eu sou uma das pessoas directamente afectadaspelas medidas recentemente anunciadas, mas são em prol da vida de todos os moçambicanos. Para mim, estas decisões são um ganho e esperamos ganhar mais consciência e cumprir as medidas de prevenção desta doença”, precisou.

Loto refere que,para garantir a sua sobrevivência,terá de mudar o ramo de actividade, passar a vender apenas produtos de mercearia, sobretudo aqueles que são mais procurados no seu bairro,como sabão, farinha, arroz e açúcar.

Paciência Manave, gestora de uma “bottle store”no bairro de Chamanculo, afirmou que o volume de vendas vai reduzir drasticamente porque os grandes compradores são donos das barracas, mas o aperto das medidas é uma mais-valia porque o número de casos da Covid-19 tende a aumentar.

“Infelizmente,em duas semanas o país teve registo de mais de dois mil casos. O Presidente da República não podia ter tomado a melhor decisão para conter a propagação do novo coronavírus”, frisou. Refere que o agravamento foi forçado pelo comportamento de muitos cidadãos que ficavam em aglomerados nas barracas de venda de bebidas, praias e discotecas, sem pelo menos usar as máscaras de protecção facial.

Ahadi Bogule, igualmente gestor de “bottle store”no bairro do Aeroporto, disse que o aperto das medidas é uma das formas encontradas pelo Presidente Nyusi para se lutar contra a pandemia. “Eu gostaria que o Presidente largasse o horário de venda das ‘bottle store’das 06.00 horas para 15.00 horas e não 13.00. As restantes medidas foram acertadas. Aliás, nestes últimos tempos muitas pessoas nem usam as máscaras de protecção facial”, precisou.

Hélder Cumbe, residente no bairro de Laulane, disse que todos os moçambicanos devem esforçar-se e conformar-se com as novas orientações. Só assim é que se pode vencer este inimigo.

Em relação ao encerramento das barracas de venda de bebidas alcoólicas, Cumbe disse que há necessidade de todos os moçambicanos cultivarem o hábito de comprar e consumir na residência.

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