Director: Júlio Manjate

O presidente da empresa Águas da Região de Maputo (Adem), Elias Machava,denunciou,ontem,que 30% dos consumidores estão suspensos ou usam água ilegalmente na capital do país.

"Trata-se de um problema que desafia a nossa eficiência e forma de actuar", disseElias Machava, citado por um comunicado da empresa, no qual reafirma que "precisamos de nos comprometer com um processo de transformação para a sustentabilidade da empresa", acrescentou.

A capital conta comcerca de 1,1 milhãode habitantes e a Adem possui264000 clientes, mas além de um terço estar suspenso ou em situação ilegal, há ainda uma larga fatia (não quantificada) cujo consumo é facturado, mas sem que consiga realizar a cobrança.

Para contornar o cenário, a empresa lançou naúltimasegunda-feira o Programa Acelerado e Integrado de Redução de Perdas (PAIRP),que visa diminuir o índice actual de perdas em diferentes sectores, de 50% para 19%, até 2023.

O programa pretende focar-se emaspectos relacionados com a suspensão de clientes, consumo de água não facturada, eficiência energética, capital humano e uso de contadores fiáveis, entre outros.

O PAIRP tem como objectivo controlar a dívida acumulada de clientes que, neste momento, atinge cerca de 1,7 mil milhões de meticais, representando 80% da facturação mensal, com tendência para crescer, na ordem de 15% a 20%.

O acesso aoabastecimento de água é um serviço escasso em Moçambiquee, segundo dados do Banco Mundial, uma das entidades internacionais que apoia o sector no país, só uma em cada dez famílias tem acesso a saneamento básico e uma em cada três recebe água potável.

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