Director: Lázaro Manhiça

As cidades de Maputo e Matola acordaram ontem debaixo de chuva intensa, depois de vários dias de calor abrasador. Apesar de anunciada amplamente pelas autoridades de meteorologia, a precipitação criou desconforto para as dezenas de famílias,que tiveram que abandonar as suas residências, invadidas pelas águas pluviais, para além dos casos de deslizamento de terra, sobretudo nos bairros periféricos.

Muros de vedação derrubados, postes e árvores no chão, terras arrastadas, vias de acesso cortadas e dezenas de residências inundadas são algumas das situações que era possível ver na manhã de ontem.

A chuva condicionou também o trânsito nas avenidas da capital do país, sobretudo na baixa da cidade, que ficaram inundadas. Casos houve de avaria de automóveis, particularmente os de baixa suspensão.

A precipitação, que terá se iniciado pouco depois da meia noite, atingiu 76.2milímetros,medidos a partir da Estação do Aeroporto,e 72.1milímetros no Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), na Polana.

Aliás, a Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH) alertou para o cenário de inundações em 34 bairros da região metropolitana de Maputo, por sinal os com maiores problemas para escoar águas pluviais.

Na Mafalala, Maxaquene, Polana-Caniço, Chamanculo, Aeroporto e Mahotas, na capital, muitas famílias acordaram com as casas alagadas. Houve ainda agregados que não conseguiram dormir porque a fúria das águas era tal que entrava tanto pelo tecto como por baixo.

Algumas tentavam retirar as águas das suas residências com recurso a baldes, um trabalho debalde, uma vez que as ruas também estavam alagadas.

Entretanto, há moradores que se recusavam a sair das zonas de risco, alegadamente por receio de perder os seus bens.

“Com a previsão de continuação de chuvas, a situação vai se agravar ainda mais. Entretanto, há famílias que preferem continuar dentro das águas”, disse Dércio Cossa, ponto focal para a emergência do Distrito Municipal KaMaxakeni.

Este é o cenário que também se vive nalguns bairros da cidade da Matola,como é o caso do Fomento, Liberdade, Liqueleva, Nkobe e Machava Km 15. A situação é mais grave devido ao assoreamento das valas de drenagem, facto que obrigou as pessoas a se refugiarem em casasde amigos.

Os que não tiveram para onde ir foram obrigados a coabitar com a água nos quintais ou mesmo contratar serviços privados para o seu escoamento.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê um abrandamento das chuvas na cidade e províncias de Maputo e Gaza a partir da tarde de hoje, enquanto as temperaturas vão oscilar entre os 29 e 30 graus Celsius, contra os 35 a 38 que se registavam nos últimos dias.

Previa-se que o sistema frontal pudesse evoluir a partir do fim do dia de ontem para as regiões Centro e Norte, provocando chuvas acima de 50 milímetros.

“A Zona Norte regista chuvas abaixo de 25 milímetros. Mas prevemos que haja convergência do sistema frontal na região, o que concorrerápara o aumento da precipitação no nível de 50 milímetros nos próximos seis dias”, indicou Acácio Tembe.

CONVERSAS AOS SÁBADOS

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Presidente: Júlio Manjate

Administrator: Rogério Sitoe

Administrator: Cezerilo Matuce

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