Director: Lázaro Manhiça

A FALTA de denúncia de actos de violação sexual contra a rapariga tem impossibilitado os profissionais de saúde a prover a devida assistência às vítimas.

A informação foi partilhada, hoje(15), pela representante das autoridades de saúde, em KaMavota, Benilde Mondlane, durante o seminário alusivo a celebração do Dia Internacional da Rapariga, data assinalada a 11 de Outubro corrente.

Mondlane relatou que pelo menos três adolescentes violadas sexualmente, que se aproximaram no Centro de Saúde 1 de Junho, no bairro do Ferroviário, acabaram sem cuidados de saúde, porque os pais recusaram participar o caso àPolícia.

“Acabaram desaparecendo do bairro e até ao momento não se sabe sobre o seu paradeiro ”, disse.

“Num dos casos, a mãe da vítima alegou que a filha era acometida por espíritos maus, quando o exame comprovou o abuso sexual”, referiu ainda Benilde Mondlane.

Arepresentante das autoridades de saúdeem KaMavotadisse que a maioria das raparigas quye sofrem abusos não recebe o devido tratamento, perde a auto-estima e pode sofrer trauma permanente, daí que apelouaos pais a não encobrir ocrime, mesmo quando é cometido por algum parente.

A directora dos assuntos sociais do distrito municipal KaMavota, Rosa Djedje, indicou que algumas raparigas da sua área de jurisdição são tratadas de maneira diferente da dos rapazes.

“Há meninas em idade escolar que são obrigadas a carregar produtos pesados para a sua comercialização, com vista a garantir o sustento da família, quando os irmãos brincam ou vão a escola”, comentou.

Por sua vez, a directora executiva da Associação Moçambicana para Apoio e Desenvolvimento da Criança Órfã (REENCONTRO), Olinda Mugabe, disse que todas as raparigas devem saber sobre os seus direitos para se defenderemem caso de algum tipo de violência.

Mugabe indicou que a REENCONTRO tem formado activistas sociais para promover os direitos da rapariga dentro da comunidade.

Olinga Muganemostrou-se preocupada com o índice de desistência escolar por parte das adolescentes, devido as uniões forçadas, com maior incidência para os distritos da província de Gaza. Enquanto, na cidade de Maputo verifica-se que muitas raparigas engravidam precocemente, correndo o risco de contrair a fístula obstétrica ou morte durante o parto.

O encontro contou com a presença de estruturas dos distritos municipais de KaMaxakeni e KaMavota, agentes da saúde, da acção social e a Associação ChildFund.

Este ano, o Dia Internacional da Rapariga é comemorado sob o lema “A minha voz para o futuro de igualdade”.

CONVERSAS AOS SÁBADOS

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Presidente: Júlio Manjate

Administrator: Rogério Sitoe

Administrator: Cezerilo Matuce

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