Director: Júlio Manjate

Uma equipa multissectorial, integrando elementos da Saúde, do Conselho Municipal, do ambiente e líderes comunitários, acaba de ser constituída para desenvolver trabalho de higienização dos poços, através de tratamento de água com cloro.

A ideia é sensibilizar a população a adoptar medidas preventivas no âmbito do combate às doenças de origem hídrica, sobretudo nesta época chuvosa.

O chefe da Repartição de Saúde na comunidade, a nível da Direcção Distrital de Saúde de Nampula, Firmino Anastácio, disse que a criação desta equipa foi a forma encontrada para trabalhar, de forma célere, na prevenção deste tipo de doenças, tendo em conta que as comunidades locais continuam a debater-se com a falta de fontes melhoradas de abastecimento de água.

A equipa está simultaneamente a realizar outras actividades de prevenção, como a consciencialização das comunidades do distrito de Nampula sobre o perigo de consumirem água tirada dos poços sem ser tratada.

Neste exercício, as comunidades são aconselhadas também a tratar água com “Certeza” ou fazerem fervura antes de consumi-la, trabalho que conta com envolvimento dos líderes comunitários.

Com efeito, a recolha de água dos poços para posterior análise laboratorial é um dos trabalhos que a equipa está a realizar em diversas comunidades do distrito.

Destacou o facto de cada elemento dos diferentes sectores que fazem parte da equipa saber exactamente o seu trabalho, o que permite que haja boa coordenação na execução das actividades.

“Estamos a trabalhar para que o distrito de Nampula não volte a ser assolado por doenças de origem hídrica, sobretudo nesta época chuvosa”, disse.

Realçou que a inclusão de outros sectores na equipa consubstancia a ideia de que a prevenção de doenças não é tarefa exclusiva do Ministério da Saúde, mas de toda a sociedade.  

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Duas pessoas perderam a vida em consequência de descargas atmosféricas, acompanhadas de forte chuva que também destruiu algumas casas na cidade de Nampula.

Segundo apurou o “Notícias”, as mortes ocorreram há dias no bairro de Mutauanha, enquanto em Napipine e Marrapaniua,vitimaram uma mulher adulta e uma criança de oito anos de idade.

As descargas atmosféricas feriram ainda um número não especificado de pessoas, algumas das quais tiveram que ser evacuadas às unidades sanitárias existentes naquelas áreas residenciais a fim de receberem cuidados médicos.

Com efeito, o porta-voz do Hospital Central de Nampula (HCN), Marcelo Banquimane, confirmou a entrada dos corpos das duas vítimas mortais na morgue desta unidade sanitária, falando ainda de outras seis pessoas feridas pelo fenómeno, que tiveram que ser assistidas nos serviços de urgência. As mesmas estão fora de perigo.

As descargas atmosféricas danificaram igualmente vários electrodomésticos, com destaque para televisores, geleiras, congeladores e rádios.

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O recém-empossado presidente da Assembleia Provincial de Nampula, Amisse Mahando, prometeu consolidar a fiscalização dos actos governativos.

Mahando venceu, sem qualquer oposição, a concorrência ao cargo, com 63 dos 94 votos disponíveis, uma vez que a Renamo,  que também conquistou lugares no órgão não apresentou qualquer candidatura.

Os pronunciamentos de Mahando foram feitos durante a primeira sessão extraordinária da Assembleia Provincial desta província, realizada esta sexta-feira, que contou com a presença de 93 dos seus 94 membros, tendo estado ausente um que se encontra internado no Hospital Central local.

“Durante o exercício das minhas funções trabalharei para consolidar o papel desta casa na sua acção fiscalizadora e de igual modo desenvolver acções para o aprofundamento da cooperação institucional”, afirmou Mahando,    citado pela AIM.

Na ocasião, o novo presidente endereçou uma mensagem de alento à população de Nampula, a quem considera de “resiliente às adversidades dos fenómenos naturais não abdicando da sua nobre missão de transformar as dificuldades em desafios”.

Segundo Mahando, a população de Nampula soube valorizar o direito ao voto a que teve direito em Outubro passado nas sextas eleições gerais, legislativas e das assembleias provinciais.

“Ao longo deste mandato que se inicia espero contar com o apoio de todos, desde o executivo, judiciário, organizações da sociedade civil, confissões religiosas, comunicação social e parceiros de desenvolvimento”, anotou.

O representante do governo central para a cerimónia de investidura, Alfredo Namitete, disse que “com a materialização deste acto inicia um novo ciclo de governação local num novo figurino de descentralização, o que exigirá maior dinamismo e comprometimento dos membros e titulares da Assembleia Provincial, ora investidos, nos desafios da província”.

Namitete aconselhou os membros da Assembleia Provincial a manterem contacto permanente com a população zelando pelas suas preocupações.

“A Assembleia Provincial desempenha um papel muito importante na governação descentralizada provincial, e os membros investidos têm uma enorme responsabilidade na materialização dos programas e planos de desenvolvimento da província”, disse Namitete.

A Assembleia Provincial de Nampula investida esta sexta-feira elegeu para presidente Amisse Mahando, primeira vice - Presidente Yolanda Chiniah, ambos propostos pelo partido Frelimo, e Luís Mecupia, da Renamo ficou como a segunda vice-presidência.

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Quantidades consideráveis de madeira em toro  e processada, que se encontra em armazenada em várias serrações espalhadas pela cidade de Nampula, estão a deteriorar-se por falta de compradores.

A nossa Reportagem fez uma ronda por algumas das principais serrações que funcionam nos bairros da cidade de Nampula, onde deparou-se com quantidades elevadas de madeira, alguma serrada e outra em toros, ao relento e em risco de se deteriorar.

A Associação dos Madeireiros de Nampula (ASMANA) diz que a falta de compradores deve-se ao facto de comerciantes de origem chinesa, que eram os maiores compradores da madeira cortada e processada terem abandonado o negócio nos últimos tempos.

O presidente daquela colectividade, Domingos Caetano, explicou que a falta de compradores que se regista actualmente começou a fazer se sentir ao longo do ano passado, como resultado das operações levadas a cabo pelo Governo para estancar a exploração e exportação ilegal.

O responsável referiu que por causa disso, o negócio da madeira não foi dos melhores para os associados, quando comparado com os anos anteriores, em que a exploração rendeu muito dinheiro aos operadores do sector.

A fonte deu o exemplo da serração da FAINA, mais conhecida por “Antiga Casa Bonita”, como uma das principais da cidade, onde se encontram armazenadas quantidades consideráveis de madeira serrada e em toro, aguardando por compradores.

“É uma situação que está a atingir contornos preocupantes e a contribuir negativamente na evolução da vida económica de todos os associados. Temos no negócio da madeira o único meio do nosso sustento e os prejuízos vão se acumulando”, lamentou.

Caetano explicou que como consequência da crise, os madeireiros estão a vender o seu produto a preços baixos, na maioria dos casos,  fixados pelos próprios compradores.

Segundo ele, os madeireiros aceitam vender a preços baixos  a sua madeira só para se livrarem dela, por estar exposta ao sol e a chuva, perdendo consequentemente a qualidade.  

 Caetano salientou  também o facto de aquela associação estar envolvida no combate do abate, transporte e comercialização desordenada da madeira, prática que tinha ganho contornos preocupantes na província de Nampula.

A ASMANA tem inscritos 22 operadores na cidade de Nampula, devidamente licenciados pelas autoridades competentes do sector.

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OS agentes económicos que exercem actividadesno Mercado dos Bombeiros em condições deploráveis continuam a alimentar expectativas de um dia virema ocupar as lojas do Abreu Shopping Center, cujo proprietário exige assinatura de um memorando de entendimento com a edilidade sob gestão de Paulo Vahanle.

Em Setembro do ano passado, o presidente do município de Nampula, Paulo Vahanle, deslocou-se ao centro comercial Abreu Shopping Center com o objectivo de verificar se havia condições para albergar os comerciantes dos “Bombeiros”.

O proprietário deste empreendimento mostrou-se disponível para colaborar com a iniciativa do Conselho Municipal, sendo que numa primeira fase seriam transferidos cerca de 300 negociantes, facto que até então não se concretizou.

A nossa Reportagem procurou saber as razões da não transferência dos comerciantes dos “Bombeiros”para o Abreu Shopping Center e foi informada que o dono do estabelecimento exige assinatura de um memorando de entendimento entre si e o Conselho Municipal, alegadamente para “colocar o acordo em pratos limpos”.

Na verdade, e de acordo com um responsável desta infra-estrutura, os aspectos burocráticos da parte do Conselho Municipal é que estão a travar o avanço da ideia, uma vez que, segundo dizem, já entraram em contacto com a autarquia, aguardando o progresso do diálogo.

“O que acontece é que existe um acordo verbal para abrir as portas aos vendedores do Mercado dos Bombeiros, mas nós queremos prova documental que esclarece o posicionamento da edilidade em relação ao assunto”, disse a mesma fonte.

O “Notícias” soubeigualmente que cada comerciante vai pagar uma renda mensal de 10 mil meticais pela ocupação de uma loja. Numa primeira fase serão acolhidos 300 agentes económicos e na fase seguinte os outros 300.

Recorde-se que após o incêndio ocorrido em 2016, que destruiu centenas de barracas no Mercado dos Bombeiros, a edilidade tentou apetrechar o Mercado do Matadouro para os acomodar, mas em vão. E os vendedores continuaram a exercer as suas actividades no mesmo espaço e em condições deploráveis de higiene e de conservação dos produtos.

Os visados alegam que o Mercado dos Bombeiros oferece condições favoráveis para o exercício da actividade devido à sua localização.

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